A segunda parcela do 13º salário do INSS começa a cair em 25 de maio, com três mudanças que mexem no valor e na data do depósito!
Quem espera esse dinheiro precisa ficar atento, porque o pagamento desta vez não segue exatamente a mesma lógica da primeira parcela. Pequenos detalhes podem fazer o valor chegar diferente do esperado.
Confira, a seguir, como funciona a antecipação do abono, quem tem direito e o que muda nesta etapa final do 13º salário do INSS.
O que é o 13° salário do INSS
O 13º salário é um pagamento extra garantido a aposentados e pensionistas, normalmente dividido em duas partes ao longo do ano.
Pela regra original, esse abono cairia só no segundo semestre, com as parcelas pagas no fim do ano. Antecipar significa exatamente mudar esse calendário: em vez de esperar novembro e dezembro, o Governo Federal libera o dinheiro mais cedo, no primeiro semestre.
Em 2026, essa antecipação foi autorizada por um decreto. A primeira parcela foi paga em abril e início de maio, e a segunda entra na sequência, ainda no primeiro semestre.
Ao todo, a medida injeta cerca de R$ 78,2 bilhões na economia, sendo aproximadamente R$ 39 bilhões em cada parcela. É um reforço que movimenta o comércio em todos os estados, especialmente nos municípios menores.
Quem recebe o 13° e quem fica de fora
O 13º salário não é pago a todos os segurados do INSS. O direito depende do tipo de benefício que a pessoa recebeu ao longo de 2026.
Têm direito ao abono os beneficiários de:
- Aposentadoria, em qualquer modalidade;
- Pensão por morte;
- Auxílio-acidente;
- Auxílio-reclusão;
- Salário-maternidade;
- Benefício por incapacidade temporária, o antigo auxílio-doença.
Por outro lado, dois grupos não recebem o 13º:
- Quem é atendido pelo BPC (Benefício de Prestação Continuada), pago a idosos e pessoas com deficiência de baixa renda.
- Quem recebe a Renda Mensal Vitalícia, benefício mais antigo já substituído pelo BPC.
A diferença existe porque o BPC e a Renda Mensal Vitalícia são benefícios assistenciais, e não previdenciários, e o pagamento do abono anual não faz parte de suas regras.
Por que a segunda parcela é diferente da primeira
A primeira parte do 13º já caiu na conta da maioria dos beneficiários e seguiu uma lógica simples, sem grandes detalhes a observar.
Com a segunda parcela, a história muda. Ela encerra a antecipação do abono em 2026, mas chega cercada de particularidades que mexem tanto na data quanto na quantia que o aposentado vai receber.
São três pontos que merecem atenção e fazem diferença no planejamento de quem depende desse dinheiro. Veja, a seguir, o que muda em cada um deles.
Primeira mudança: o valor pode vir menor

A redução de valor é a particularidade que mais chama atenção. A primeira parcela foi paga de forma integral, sem qualquer desconto, mas a segunda funciona como um acerto de contas.
É na segunda parcela que incide o desconto do Imposto de Renda, cobrado apenas de quem é tributável. Estão isentos os beneficiários com rendimentos mensais de até R$ 5 mil.
Na prática, quanto maior o benefício, maior tende a ser o desconto. Por isso, quem recebe acima dessa faixa deve esperar um valor líquido menor do que a metade exata do 13º.
Segunda mudança: o ponto facultativo de 4 de junho
Outro detalhe que afeta o calendário é a data de 4 de junho, dia de Corpus Christi. É comum as pessoas chamarem essa data de feriado, mas, na administração pública federal, ela é classificada como ponto facultativo.
A diferença é simples. O feriado é uma data fixada em lei, em que o expediente fica obrigatoriamente suspenso. Já o ponto facultativo não tem essa obrigação: cada órgão público decide se abre ou não naquele dia.
Para quem espera a segunda parcela do 13º, o que importa é o seguinte: no dia 4 de junho o INSS não realiza o depósito do abono. Seja a data chamada de feriado ou de ponto facultativo, o resultado é o mesmo, e nenhum pagamento do 13º é feito nesse dia.
Terceira mudança: pagamento dividido entre maio e junho
A terceira particularidade é que a segunda parcela não cai toda em um único mês. O calendário se estende de 25 de maio a 8 de junho, atravessando a virada do mês.
A data exata de cada um depende do número final do benefício. Para encontrar esse número, o segurado deve olhar o cartão e considerar o último algarismo antes do traço, ignorando o dígito que vem depois dele. No benefício 123.456.789-0, por exemplo, o número que conta é o 9, e não o 0.
Além disso, o calendário separa os segurados em dois grupos: quem recebe até um salário mínimo começa a ser pago antes de quem recebe acima do piso nacional.
Esse escalonamento existe para organizar a folha de pagamento do INSS, evitando que todos os depósitos sejam feitos no mesmo dia.
Calendário do 13° INSS: veja a data do seu depósito
Diante de tantos detalhes, fica a dúvida: o beneficiário precisa fazer alguma coisa? A resposta é não.
A redução pelo Imposto de Renda, o ponto facultativo de 4 de junho e a divisão entre os dois meses já estão embutidos no calendário oficial do INSS. Resta ao segurado uma tarefa simples: localizar o número final do benefício e conferir, nas tabelas abaixo, o dia em que o dinheiro cai na conta.
Para quem recebe até um salário mínimo:
| Final do cartão | Data do pagamento |
|---|---|
| 1 | 25 de maio |
| 2 | 26 de maio |
| 3 | 27 de maio |
| 4 | 28 de maio |
| 5 | 29 de maio |
| 6 | 1º de junho |
| 7 | 2 de junho |
| 8 | 3 de junho |
| 9 | 5 de junho |
| 0 | 8 de junho |
Para quem recebe acima de um salário mínimo:
| Final do cartão | Data do pagamento |
|---|---|
| 1 e 6 | 1º de junho |
| 2 e 7 | 2 de junho |
| 3 e 8 | 3 de junho |
| 4 e 9 | 5 de junho |
| 5 e 0 | 8 de junho |
Observe que nenhum depósito é feito em 4 de junho, justamente por causa do ponto facultativo de Corpus Christi.
Além disso, os valores já saem com os descontos do Imposto de Renda aplicados, ou seja, o que aparece na tabela é a data, e o que cai na conta é a quantia da segunda parcela já com o acerto feito.
Como consultar o valor antes do pagamento
Para não ser pego de surpresa pelo desconto do Imposto de Renda, o aposentado pode conferir o valor da segunda parcela antes mesmo de ele cair na conta. A consulta é gratuita e feita pelo celular.
Veja como fazer:
- Acesse o site ou o aplicativo Meu INSS e faça o login com a conta Gov.br;
- Procure o serviço “extrato de pagamento” para ver os valores e o número do benefício;
- Se preferir, ligue para a Central 135, que atende de segunda a sábado, das 7h às 22h.
Com o valor conferido e a data localizada, as três particularidades da segunda parcela deixam de ser uma dúvida e passam a ser só uma questão de organização. Assim, o aposentado planeja o orçamento e não estranha a quantia que entra na conta entre o fim de maio e o início de junho.
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Para mais detalhes sobre a segunda parcela do 13° salário do INSS, acesse o vídeo abaixo:






