O Brasil gera 699 mil empregos com carteira assinada no acumulado de 2026. O número se refere ao período de janeiro a abril e representa um crescimento de 1,5% no estoque de vagas formais.
O dado foi divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta quinta-feira (28). O resultado mantém o mercado em ritmo de geração de postos, com vários setores em alta.
Confira a seguir o saldo do ano, o desempenho de abril e os setores que mais contrataram em 2026.
O saldo de empregos formais em 2026
O Novo Caged é o cadastro que registra cada admissão e demissão com carteira assinada no país. Os dados são informados pelas empresas e tratados pelo Ministério do Trabalho a cada mês, o que torna o levantamento o principal termômetro do mercado de trabalho formal.
No acumulado de janeiro a abril de 2026, o saldo positivo chegou a 699.762 vagas formais, com crescimento de 1,5% em relação ao estoque de dezembro de 2025.
Em 12 meses, contando de maio do ano passado a abril deste ano, o total de empregos gerados subiu para 1.059.860 postos, alta de 2,3% no período.
O peso do mês de abril no resultado do ano
O mês de abril contribuiu com a criação de 85.888 postos com carteira assinada. O resultado é a diferença entre 2.268.655 admissões e 2.182.767 desligamentos, o que mostra um mercado de alta rotatividade no período.
Do total de vagas geradas em abril, 85,32% são considerados postos típicos, ou seja, em jornada padrão. Os 14,68% restantes são não típicos, em sua maioria contratos de até 30 horas semanais e de aprendizes.
No mês, 24 estados registraram saldo positivo, com os maiores resultados em São Paulo (20.202 postos), Rio de Janeiro (11.741) e Minas Gerais (8.991).
Os setores que mais contrataram no ano
Quatro grandes grupos de atividades fecharam o quadrimestre com saldo positivo, e o setor de serviços liderou com folga. O comércio foi o único a registrar perda no período.
O saldo por setor no acumulado de janeiro a abril foi o seguinte:
- Serviços: 451.996 postos, com alta de 2%
- Construção: 143.547 postos, puxados por edifícios e obras de infraestrutura
- Indústria: 124.085 postos, com destaque para fumo, alimentos e veículos
- Agropecuária: 6.760 postos, com destaque para café, maçã e alho
- Comércio: saldo negativo de 26.614 postos, sobretudo em vestuário e calçados
Dentro do setor de serviços, dois subgrupos puxaram o resultado. A administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais somaram 172.306 vagas.
Já o bloco de informação, comunicação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas gerou 161.216 postos.
Os estados com os melhores resultados
São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina lideraram a geração de empregos no acumulado do ano, com saldos respectivos de 202.374, 78.640 e 63.006 postos. Os três concentram boa parte da atividade industrial e de serviços do país.
Em termos relativos, levando em conta o tamanho de cada estado, os destaques foram Goiás (2,8%), Amapá (2,6%) e Santa Catarina (2,5%).
No outro extremo, Alagoas registrou saldo negativo de 12.185 postos no período. Roraima (1.430) e Rio Grande do Norte (242) tiveram os menores saldos positivos entre os estados, em um quadro que mostra a diferença regional na geração de empregos formais no país.
O salário médio e o estoque atual de empregos
O salário médio real de admissão em abril foi de R$ 2.386,56, com leve alta em relação a março. Na comparação com abril de 2025, descontando a sazonalidade do mês, o ganho real chegou a R$ 42,21, ou 1,8%.
Para o trabalhador em jornada padrão, o salário real de admissão foi de R$ 2.429,79, ou 1,8% acima da média geral.
Para o trabalhador não típico, o valor caiu para R$ 2.047,86, 14,2% abaixo da média. O estoque total de vínculos formais no país está hoje em 47.810.425 empregos ativos.
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