Brasileiros de várias cidades do país têm até amanhã, 1º de junho, para solicitar um pagamento de até R$ 6.220 na Caixa. Depois dessa data, o direito ao valor é perdido nesses municípios.
O pedido é feito pelo celular, sem precisar ir a uma agência, e o dinheiro pode cair na conta em poucos dias. Mesmo assim, muita gente ainda não correu atrás do valor.
Confira, a seguir, como funciona esse pagamento, por que o prazo muda de cidade para cidade e qual é o passo a passo para garantir o saque antes que o tempo acabe!
Como funciona o saque liberado pela Caixa
A Caixa Econômica Federal disponibiliza, em situações específicas, um valor que pode chegar a R$ 6.220 para trabalhadores que vivem em áreas atingidas por desastres naturais, como enchentes, deslizamentos e tempestades.
Não se trata de um dinheiro extra criado pelo poder público. É um recurso que o próprio trabalhador já tem guardado e que, em condições normais, permanece bloqueado, só podendo ser retirado em casos previstos em lei.
Na prática, a medida funciona como uma rede de apoio liberada em momentos de necessidade.
Por que o prazo muda de cidade para cidade
Cada cidade tem uma data-limite diferente para o pedido. Isso acontece porque o prazo começa a contar a partir do reconhecimento oficial do desastre, e cada município teve a sua situação reconhecida em um momento.
A regra é a seguinte: o trabalhador tem até 90 dias após a publicação da portaria que reconhece a emergência para fazer a solicitação. Como as portarias saem em datas distintas, os prazos finais também mudam.
Por isso, é fundamental conferir a data exata da sua cidade. Em vários municípios, esse prazo se encerra justamente amanhã, 1º de junho.
Entenda o que é o benefício pago pela Caixa
O pagamento em questão é o Saque Calamidade do FGTS. É uma autorização especial que libera o saldo do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço para trabalhadores que moram em cidades atingidas por desastres naturais, como temporais, alagamentos e deslizamentos.
O trabalhador pode retirar até R$ 6.220 de cada conta que tem no fundo, sempre limitado ao saldo disponível. Ou seja, quem possui mais de uma conta vinculada pode sacar esse valor de cada uma delas, de forma separada.
O ponto-chave é que a liberação depende de um aval do poder público. Enquanto o governo federal não declarar oficialmente a emergência na cidade e a Defesa Civil não confirmar os estragos no endereço do morador, o dinheiro segue indisponível, mesmo que a região tenha sido afetada.
Veja quais municípios têm prazo final amanhã: 1º de junho
Vários municípios têm a data-limite marcada para amanhã.
Confira:
| Estado | Municípios com prazo até 1º de junho |
|---|---|
| Bahia (BA) | Ribeira do Amparo |
| Minas Gerais (MG) | Araçuaí, Bonfinópolis de Minas, Divinésia e Gurinhatã |
| Mato Grosso (MT) | Guarantã do Norte |
| Pará (PA) | Bannach e Pacajá |
| Piauí (PI) | Cristino Castro |
| Paraná (PR) | Quedas do Iguaçu |
| Rio de Janeiro (RJ) | Barra Mansa |
Como a relação oficial é extensa e muda com frequência, o ideal é conferir o nome completo da sua cidade e o prazo exato direto no site do FGTS antes de fazer o pedido.
Passo a passo para solicitar pelo aplicativo do FGTS
O pedido é totalmente digital e feito pelo aplicativo FGTS, gratuito para Android e iOS.
Veja como solicitar:
- Abra o app FGTS e toque em “Solicitar seu saque 100% digital” ou no menu “Saques”;
- Selecione a opção “Calamidade pública”;
- Faça login com os seus dados de acesso, se for solicitado;
- Leia as condições, informe o município atingido e o CEP da residência;
- Escolha como deseja receber: crédito em conta de qualquer banco ou saque presencial;
- Anexe os documentos, confira tudo e confirme a solicitação.
Depois do envio, a Caixa analisa o pedido. Estando tudo certo, o valor é creditado em até cinco dias úteis.
Quem tem direito ao saque: confira os requisitos
Morar em uma cidade habilitada não é o suficiente. Para receber o valor, o trabalhador também precisa cumprir, ao mesmo tempo, alguns critérios definidos pela Caixa.
São eles:
- Ter conta no FGTS, ativa ou inativa, com saldo disponível para a retirada;
- Residir na área atingida pelo desastre, conforme o endereço reconhecido pela Defesa Civil do município;
- Não ter feito outro saque pelo mesmo motivo nos últimos 12 meses;
- Enviar o pedido dentro do prazo válido para a sua cidade, já que a data-limite varia conforme o município.
Quem não cumpre todas essas condições pode ter a solicitação negada.
Documentos necessários para o pedido
Antes de iniciar a solicitação, vale separar todos os documentos exigidos. Ter tudo em mãos evita atrasos e agiliza a aprovação logo na primeira tentativa.
Em geral, são solicitados:
- Documento de identidade com foto, como RG ou CNH;
- CPF, para confirmar o vínculo com o fundo;
- Comprovante de residência em nome do trabalhador, emitido até 120 dias antes da decretação da calamidade;
- Uma foto do rosto segurando o documento de identificação, usada para confirmar a identidade.
Caso o comprovante não esteja em nome do trabalhador, é possível apresentar uma declaração de residência oficial ou documento que comprove o vínculo com o endereço atingido.
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Saiba mais informações sobre o Saque Calamidade do FGTS no vídeo abaixo:



