Não recebeu o PIS/Pasep na sua conta em maio? O dinheiro pode estar a caminho nas próximas semanas!
Muita gente nem imagina que tem direito ao valor, e outras tantas só descobrem isso quando o prazo está perto de acabar. O benefício existe há décadas e ainda assim deixa milhões de reais sem saque a cada ciclo, simplesmente porque o trabalhador não confere o calendário no tempo certo.
Entenda por que alguns beneficiários não receberam o valor em maio, conheça as regras de pagamento e descubra em qual lote o seu nome se encaixa.
Continue lendo e entenda todos os detalhes do benefício!
O que é o PIS/Pasep e de onde vem esse valor
O Abono Salarial é um benefício anual garantido pela Constituição Federal, criado para complementar a renda de quem trabalha com carteira assinada e recebe baixos salários. Existe há décadas, está previsto em lei e mesmo assim continua sendo um dos pagamentos mais ignorados pelos próprios trabalhadores.
A liberação varia conforme o vínculo empregatício. Quem atua na iniciativa privada recebe pelo PIS, operado pela Caixa Econômica Federal. Já os servidores públicos recebem pelo Pasep, com pagamento feito pelo Banco do Brasil. Apesar dos canais diferentes, o calendário segue a mesma lógica para os dois grupos.
Em 2026, a estimativa é que cerca de 26,9 milhões de trabalhadores tenham direito ao valor, conforme dados do governo federal. Esse número mostra a dimensão do programa e explica por que os pagamentos são distribuídos ao longo de vários meses.
Quem tem direito ao pagamento do abono este ano
Antes de checar a data de pagamento, vale confirmar se o seu nome realmente está incluído na lista de quem vai receber neste ciclo. A inclusão depende de critérios definidos por lei e avaliados com base no ano-base 2024.
Cinco condições precisam ser cumpridas para garantir o direito ao benefício:
- Ter recebido remuneração média de até R$ 2.766 por mês em 2024;
- Ter trabalhado com carteira assinada por pelo menos 30 dias naquele ano;
- Estar inscrito no PIS ou no Pasep há, no mínimo, 5 anos;
- Ter atuado em empresa que contribui para o programa;
- Ter os dados corretamente registrados pelo empregador no eSocial dentro do prazo.
Quem atende a todos esses pontos entra automaticamente na lista divulgada pelo governo, sem necessidade de cadastro adicional.
Não recebeu o benefíco em maio? Entenda o motivo
O critério usado para definir a data de cada pagamento é o mês de nascimento do trabalhador. Quem nasceu nos primeiros meses do ano recebe antes, e quem nasceu nos últimos meses só vê o dinheiro disponível mais para a frente.
Em maio de 2026, a liberação atendeu especificamente os trabalhadores nascidos em maio e junho, com depósito iniciado no dia 15. Quem nasceu em outros meses e ainda não recebeu não precisa se preocupar: o pagamento ainda não chegou na sua faixa, mas está garantido no calendário oficial.
Essa organização evita sobrecarga no sistema bancário e permite que cada grupo de aniversariantes tenha um período próprio para movimentar o valor depositado.
Confira as três datas finais de pagamento ainda este ano

Quem ainda não recebeu pode marcar no calendário as próximas três liberações, distribuídas até agosto. Os valores ficam disponíveis para saque até 30 de dezembro de 2026, mesmo para quem não conseguir movimentar logo na data inicial.
Saiba quais são os três últimos grupos e quando cada um recebe:
| Nascidos em | Recebem a partir de | Recebem até |
|---|---|---|
| Julho e agosto | 15 de junho | 30/12/2026 |
| Setembro e outubro | 15 de julho | 30/12/2026 |
| Novembro e dezembro | 17 de agosto | 30/12/2026 |
Após 30 de dezembro, o dinheiro que não for sacado retorna ao Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e não pode mais ser resgatado pelo trabalhador. Por isso, fica o alerta para não deixar a consulta para a última hora.
Quanto você pode receber e como o valor é calculado
O valor pago não é fixo. Ele varia conforme o número de meses trabalhados ao longo do ano-base 2024, com base no salário mínimo vigente, que em 2026 está em R$ 1.621,00.
O cálculo segue uma regra simples: o salário mínimo é dividido por 12 e multiplicado pela quantidade de meses trabalhados.
Quem teve vínculo formal durante o ano inteiro recebe o valor cheio. Já quem trabalhou apenas alguns meses recebe uma parcela proporcional, como mostra a tabela:
| Meses trabalhados | Valor do abono |
|---|---|
| 1 mês | R$ 136,00 |
| 2 meses | R$ 271,00 |
| 3 meses | R$ 406,00 |
| 4 meses | R$ 541,00 |
| 5 meses | R$ 675,00 |
| 6 meses | R$ 811,00 |
| 7 meses | R$ 946,00 |
| 8 meses | R$ 1.081,00 |
| 9 meses | R$ 1.216,00 |
| 10 meses | R$ 1.351,00 |
| 11 meses | R$ 1.486,00 |
| 12 meses | R$ 1.621,00 |
Como conferir se o pagamento foi liberado e por onde resgatar
Antes de procurar uma agência bancária, vale verificar a situação do abono pelos canais oficiais. A consulta é gratuita, rápida e pode ser feita pelo celular sem sair de casa.
Veja alguns caminhos disponíveis:
- Pelo aplicativo Carteira de Trabalho Digital: é a forma mais rápida. Acesse com CPF e senha do Gov.br e verifique se o abono está disponível para você.
- Pelo aplicativo Caixa Tem ou site da Caixa: para trabalhadores da iniciativa privada, o valor pode estar disponível diretamente na conta poupança social digital da Caixa.
- Pelo Alô Trabalho — telefone 158: atendimento de segunda a sábado, das 7h às 22h, para tirar dúvidas sobre a situação do pagamento.
- Presencialmente: em agências da Caixa Econômica Federal (PIS) ou Banco do Brasil (Pasep), com documento de identificação em mãos.
Esses canais mostram o valor exato a receber, a data prevista de liberação e o tipo de conta em que o crédito será disponibilizado, evitando deslocamentos desnecessários.
O que fazer se o dinheiro não cair na data prevista
Se o valor não aparecer na conta na data esperada, abra o aplicativo Carteira de Trabalho Digital e verifique se há alguma pendência no seu perfil. Em muitos casos, o empregador enviou informações incorretas ao eSocial, o que costuma segurar a liberação até a correção dos dados.
Se o problema persistir, vale procurar uma agência da Caixa ou do Banco do Brasil, conforme o tipo de vínculo, levando documento de identidade e, se possível, a carteira de trabalho.
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