O INSS paga três grupos de beneficiários nesta sexta-feira, 3 de julho, mas nem todos recebem o mesmo valor. A diferença entre uma conta e outra chama a atenção.
No mesmo dia e pelo mesmo instituto, convivem quem recebe o menor valor da Previdência e quem leva o maior.
Veja, a seguir, quais grupos recebem na folha de 3 de julho, o tamanho dessa diferença e as regras que explicam por que uns recebem tão mais que outros!
Quais grupos recebem nesta sexta-feira, 3 de julho
O INSS divide os pagamentos em duas faixas para organizar a fila: primeiro deposita para quem recebe até o piso e, em seguida, para quem ganha acima dele.
Cada faixa segue o número final do cartão de benefício, sem contar o dígito que aparece depois do traço. No benefício 0108-4, por exemplo, o número considerado é o 8.
Em 3 de julho, entram na lista de pagamento três grupos: quem ganha até um salário mínimo e tem cartão de final 8, além de quem ganha acima de um salário mínimo com cartões de finais 3 e 8.
Os pagamentos de junho começaram em 24 de junho para quem recebe até R$ 1.621 e em 1º de julho para os valores maiores, com encerramento marcado para 7 de julho.
Do piso ao teto: a diferença que pesa no bolso
No mesmo 3 de julho, o INSS deposita valores que revelam os dois extremos da Previdência. De um lado, estão os beneficiários que recebem o piso, de R$ 1.621, equivalente ao salário mínimo, ou valores até esse limite. De outro lado, quem embolsa R$ 8.475,55, o teto, isto é, o valor máximo, pago pelo instituto.
A diferença entre os dois chega a R$ 6.854,55 em uma única parcela, o que faz o teto valer mais de cinco vezes o piso.
Chegar ao topo, no entanto, é raro. Segundo o INSS, 12,2 milhões de benefícios superam o salário mínimo, mas, desse grupo, apenas cerca de 13,7 mil chegam exatamente ao teto.
A maioria fica no piso: são cerca de 21,9 milhões de benefícios, mais de 60% do total.
Afinal, por que a diferença nos valores é tão grande?

Poucos segurados conseguem atingir o teto do INSS porque ele depende diretamente do histórico de contribuições ao longo da vida.
Para chegar ao valor máximo, é necessário ter contribuído por muitos anos sobre salários próximos do limite permitido. Isso faz com que a média salarial usada no cálculo da aposentadoria fique elevada o suficiente para alcançar o teto.
Na prática, como a maioria dos trabalhadores contribui com valores abaixo desse limite durante a carreira, o resultado final do benefício também fica abaixo do teto.
Os limites de 2026 foram atualizados pela Portaria Interministerial MPS/MF nº 13, de janeiro deste ano, que reajustou em 3,90% os valores pagos acima do piso.
Como se aproximar do valor máximo pago pelo INSS
Receber o teto não é automático, mas algumas escolhas ajudam a chegar perto dele:
- Contribuir alto por mais tempo: recolher perto do limite máximo por boa parte da vida, não só nos últimos anos;
- Cuidar da média: pela Reforma da Previdência (Emenda Constitucional nº 103/2019), o cálculo usa todos os salários desde julho de 1994, e os valores baixos puxam a média para baixo;
- Somar tempo de contribuição: o benefício parte de 60% da média e sobe 2% a cada ano acima de 20 de contribuição para homens e 15 para mulheres, até 100%;
- Conferir o histórico: no Meu INSS, o extrato de contribuições (CNIS) mostra vínculos e salários; corrigir falhas evita um valor menor.
Como consultar a data e o valor do pagamento
Apesar da diferença nos valores, os canais de consulta e atendimento são os mesmos para todos. Para saber o dia certo do depósito, o beneficiário confere o final do cartão e compara com o calendário. As informações também estão reunidas nos canais oficiais:
- Meu INSS: no site ou no aplicativo, a data e o valor aparecem no serviço “extrato de pagamento”;
- Telefone 135: atende de segunda a sábado, das 7h às 22h, com ligação gratuita.
Confira o final do seu cartão e veja se o seu benefício cai nesta sexta-feira, 3 de julho. Para acompanhar outras notícias como esta, explore o Blog Pensar Cursos e fique sempre bem informado.
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