Trocar “mas” por “mais” ou usar “onde” fora de hora são erros simples que podem derrubar a nota da redação do Enem.
A redação tem peso decisivo no resultado final, e, muitas vezes, uma boa nota no texto ajuda a equilibrar notas mais baixas em outras áreas.
O texto dissertativo-argumentativo exige clareza e domínio da norma culta, e é nesses pontos que os deslizes simples costumam passar despercebidos na correria da prova.
Confira, a seguir, os erros de gramática mais comuns, como evitá-los na hora da prova e o novo cronograma do Enem 2026.
Os erros de gramática que mais prejudicam a redação
Alguns deslizes parecem inofensivos, mas comprometem a clareza e a credibilidade do texto. Muitos candidatos se concentram em repertório e temas da atualidade e deixam a gramática em segundo plano, o que abre espaço para falhas que pesam na correção.
Veja os principais erros e como evitá-los:
O uso de “onde” e “aonde”
Use “onde” para indicar lugar fixo e “aonde” quando há ideia de movimento. Evite a palavra como conector universal, no lugar de expressões como “em que” ou “na qual”.
A troca de “mas” por “mais”
“Mas” indica oposição; “mais” expressa quantidade, intensidade ou comparação. Como têm som parecido, a troca passa batido sem uma releitura atenta.
Vírgulas a mais ou a menos
A vírgula deve organizar o raciocínio, não marcar a respiração. Encher o texto de vírgulas ou escrever parágrafos sem nenhuma atrapalha a leitura nos dois casos. E atenção a um erro que pesa na correção: nunca separe o sujeito do verbo com vírgula.
Repetição de palavras
Repetir os mesmos termos cansa a leitura e reduz a impressão de repertório. Varie com sinônimos, pronomes e reescritas, sem cair no vocabulário rebuscado.
Frases longas e gerúndio
Frases muito extensas, com várias orações encaixadas e verbos no gerúndio (terminados em “-ndo”), deixam o texto cansativo e difícil de acompanhar. Prefira períodos curtos, com uma ideia principal de cada vez, para tornar a argumentação mais clara.
Mistura de linguagem formal e informal
Gírias, abreviações e expressões de conversa quebram o tom sério que a redação pede e podem soar como falta de domínio da escrita. Mantenha a norma culta do começo ao fim e, na dúvida, troque a expressão informal por uma equivalente mais formal.

Isolados, esses deslizes podem parecer pequenos. Somados, passam a impressão de falta de revisão e enfraquecem a argumentação. Em uma prova em que cada detalhe conta, mostrar domínio da norma culta ajuda a sustentar a nota.
Como evitar esses erros na hora da prova
Mais importante do que usar palavras difíceis é escrever com clareza. Frases simples e diretas comunicam melhor a argumentação e abrem menos espaço para erros do que períodos longos e rebuscados.
Reservar alguns minutos para reler o texto no fim também faz diferença. Nessa revisão, vale checar a pontuação pela estrutura das frases, procurar palavras repetidas e conferir se alguma expressão soa informal demais para a prova.
Ler o texto com calma, como se outra pessoa estivesse avaliando, ajuda a perceber trocas de palavras parecidas, como “mas” e “mais”, e frases confusas antes de entregar a folha.
Treinar a escrita ao longo do ano também faz diferença. Escrever redações completas, com tema definido e tempo cronometrado, ajuda o estudante a perceber os próprios erros e a ganhar segurança até o dia da prova.
Quando será o Enem 2026 e o novo cronograma
Antes de fechar os estudos, vale ficar de olho no calendário. Pelo Edital nº 64/2026, do Inep, a taxa de inscrição custa R$ 85, e as provas serão aplicadas em novembro.
Em uma retificação publicada no Diário Oficial da União, o MEC ampliou o prazo de pagamento da taxa até 22 de junho. Confira o cronograma:
| Etapa | Data |
|---|---|
| Pagamento da taxa | 25 de maio a 22 de junho de 2026 |
| Resposta ao pedido de atendimento especializado | 26 de junho de 2026 |
| Recurso ao atendimento especializado | 29 de junho a 3 de julho de 2026 |
| Resultado do recurso | 10 de julho de 2026 |
| Aplicação das provas | 8 e 15 de novembro de 2026 |
A taxa pode ser paga por Pix, cartão de crédito e débito em conta. Apenas a quitação garante a participação de quem não tem isenção, por isso vale pagar com antecedência para não ficar de fora. Estudantes do programa Pé-de-Meia e alunos concluintes da rede pública estão entre os que têm direito à gratuidade.
Quer chegar mais preparado para a redação? Aproveite para revisar a gramática e treinar a escrita com os conteúdos de educação do Blog Pensar Cursos.
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