A proximidade do início da Copa do Mundo de 2026 tem gerado grande expectativa entre os apostadores brasileiros: cerca de 56% da população do Brasil já declarou que pretende fazer apostas durante o torneio, e o que mais chama a atenção é que 79% desse grupo encontram-se endividados.
Para saber mais detalhes sobre o perfil dos apostadores e as possíveis consequências das apostas na Copa do Mundo de 2026, continue a leitura.
Situação dos apostadores no Brasil
Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), os gastos mensais dos brasileiros com apostas online cresceram mais de 500% desde a regulamentação do setor, saindo de menos de R$ 5 bilhões para R$ 30 bilhões.
O estudo mostra que o aumento no uso das chamadas bets está diretamente associado à piora no índice de inadimplência no país, atingindo principalmente famílias de menor renda, de até cinco salários mínimos.
Riscos financeiros
O fato de pessoas endividadas apostarem durante a Copa do Mundo gera preocupação devido aos riscos financeiros envolvidos.
O cenário pode levar a um aumento do endividamento, uma vez que as apostas, especialmente em momentos de grande envolvimento emocional, podem resultar em decisões impulsivas e perdas financeiras significativas. Esse comportamento pode comprometer ainda mais o equilíbrio do orçamento familiar e aumentar a exposição a dificuldades econômicas prolongadas.
Além disso, a prática pode contribuir para o surgimento de problemas relacionados ao controle do gasto com jogos de azar, impactando a saúde financeira e o bem-estar dos apostadores.
Perfil e objetivo dos apostadores
Confira na tabela abaixo qual é o perfil etário dos apostadores:
Os objetivos dos apostadores durante o torneio da Copa do Mundo são variados e podem ser destacados da seguinte forma:
- 31% buscam retorno financeiro como complemento do orçamento familiar.
- 15% desejam obter uma renda extra.
Estratégias práticas para evitar problemas financeiros com apostas durante a Copa
- Definir um limite de gastos: estabelecer um valor máximo para apostas, considerando a realidade financeira sem comprometer contas fundamentais.
- Separar o dinheiro das apostas do orçamento doméstico: não misturar recursos destinados a despesas como alimentação, contas e saúde com valores para entretenimento.
- Acompanhar os gastos em tempo real: registrar cada aposta permite identificar rapidamente desvios e interromper o ciclo de perda.
- Buscar informação sobre educação financeira: aproveitar conteúdos gratuitos e buscar orientações em canais oficiais de defesa do consumidor.
- Evitar apostas motivadas pelo impulso emocional: analisar se o desejo de apostar aumenta em momentos de euforia ou frustração ligados aos jogos.
- Se estiver endividado, não corra riscos: caso a sua aposta não seja bem sucedida, você pode ficar ainda mais enrolado financeiramente.
Políticas públicas para controlar as apostas
Especialistas e entidades defendem a criação de campanhas permanentes de informação para o público, com o objetivo de conscientizar a população sobre os riscos corridos, especialmente os mais vulneráveis. Além disso, apoiam restrições na publicidade de apostas e sugerem que a regulamentação dessas atividades seja semelhante à aplicada a bebidas alcoólicas e produtos de tabaco.
Essas medidas visam reduzir os impactos negativos das apostas na sociedade brasileira, principalmente durante grandes eventos esportivos como a Copa do Mundo.
Educação financeira como prevenção ao endividamento
Ter acesso a informações claras e aprender a planejar as finanças pode ajudar trabalhadores e famílias a lidar melhor com os gastos durante grandes eventos esportivos. A conscientização sobre os próprios hábitos de consumo, junto com campanhas educativas, reduz os riscos e contribui para manter a saúde financeira, independentemente do desempenho dos times ou da emoção dos jogos.
Buscar orientação de especialistas, órgãos como o Programa de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) e o programa Na Ponta do Lápis do Ministério da Educação (MEC) são formas recomendadas para fortalecer o planejamento financeiro individual e coletivo.
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