Durante a restituição do IRPF, situações inesperadas podem ocorrer, como o preenchimento incorreto dos dados bancários. No entanto, é possível resolver esse problema por meio do reagendamento, um serviço disponibilizado pelo Banco do Brasil.
Apesar disso, é importante ficar atento: esse procedimento só pode ser realizado dentro do prazo de até um ano após a primeira tentativa de crédito. Contudo, para quem perder esse prazo, ainda é possível regularizar a situação por meio do Portal e-CAC.
Com o primeiro lote já liberado e o segundo ainda em processamento, entender o que fazer em caso de erro nos dados bancários pode fazer toda a diferença. Conhecer os procedimentos corretos para reagendar o pagamento pode ajudar a evitar a perda do benefício e garantir o recebimento do crédito. Continue lendo e confira todos os detalhes!
O que acontece se houver erro nos dados bancários?
O pagamento da restituição do IR só pode ser realizado em conta bancária de titularidade do próprio declarante, seguindo rotinas de segurança que bloqueiam transferências em caso de erro nos dados bancários informados ou problemas com a conta de destino.
Se for identificado erro no banco, agência ou número da conta, o crédito simplesmente não ocorre. Nesses casos, o valor fica retido e o contribuinte não perde o direito à restituição, desde que siga os procedimentos corretos para reaver o dinheiro.
O sistema impede depósitos em contas de terceiros, fortalecendo a segurança e evitando fraudes.
Reagendamento do crédito: opções oferecidas pela Receita Federal
Diante de erro nos dados bancários, o contribuinte dispõe de até um ano após a primeira tentativa de crédito para solicitar o reagendamento. Esse serviço é disponibilizado pelo Banco do Brasil, com atendimento flexível e prático.
- Portal BB: Pelo site do Banco do Brasil, é possível iniciar a solicitação de reagendamento.
- Central de Relacionamento BB: Telefones 4004-0001 (capitais) e 0800-729-0001 (demais localidades).
- Atendimento a deficientes auditivos: 0800-729-0088.
Para realizar o reagendamento, é necessário informar o valor da restituição e o número do recibo da declaração do Imposto de Renda. Após a solicitação, basta aguardar a nova tentativa de crédito na conta bancária corrigida.
Se não solicitar em até um ano: e agora?
Caso o procedimento de reagendamento não seja feito em até um ano após a tentativa inicial, a situação se torna diferente. O contribuinte, então, precisa acessar o Portal e-CAC e seguir o caminho: “Declarações e Demonstrativos” > “Meu Imposto de Renda” > “Solicitar restituição não resgatada na rede bancária”.
O pedido é processado digitalmente e uma nova liberação do valor é agendada conforme análise da Receita Federal.
Como consultar a restituição e verificar os dados

A Receita Federal disponibiliza meios digitais para os contribuintes acompanharem todas as fases da restituição. Para começar, acesse o site oficial da Receita Federal e clique em “Meu Imposto de Renda”, em seguida, em “Consultar minha restituição”.
Essa página disponibiliza orientações e canais de atendimento, com opções de consulta simplificada e consulta completa, por meio do extrato de processamento acessado no e-CAC. Caso sejam identificadas pendências na declaração, o contribuinte pode realizar a retificação e corrigir as informações incorretas.
Outra alternativa prática é o aplicativo da Receita Federal, disponível para smartphones e tablets, que permite acompanhar o status da restituição e até verificar a situação cadastral do CPF, tudo em tempo real e de forma segura.
Recorde de pagamentos em 2026 e quem recebe primeiro
A Receita Federal do Brasil liberou a consulta ao segundo lote da restituição do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) referente a junho de 2026. O acesso foi disponibilizado às 9h da última terça-feira (23/6), com pagamento previsto para o dia 30 de junho. Esse lote contemplará R$ 16 bilhões em créditos para 9.585.797 contribuintes e é o maior já registrado em número de beneficiários e valores, empatando com o primeiro lote de 2026.
Somando-se os dois primeiros lotes do ano, 18,3 milhões de pessoas serão beneficiadas, totalizando R$ 32 bilhões devolvidos. A priorização segue critérios legais: idosos acima de 80 anos (155.060 pessoas), entre 60 e 79 anos (1.106.923), pessoas com deficiência (106.294), contribuintes cuja maior renda é de magistério (507.768), além da prioridade para declarações pré-preenchidas e restituição via PIX.
Em 2026, cerca de 80% do total estimado de restituições será quitado já nos dois primeiros lotes.
Prioridade, praticidade e segurança no processo
A agilidade nos pagamentos evidencia o esforço do órgão em tornar o processo cada vez mais eficiente, com a maioria das restituições pagas nos primeiros lotes. O uso de soluções digitais, como o PIX e a declaração pré-preenchida, oferece mais comodidade e transparência aos contribuintes.
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Aproveite e assista ao vídeo abaixo para conferir o calendário de restituição do IR em 2026:




