Como a escola pode ajudar em direitos básicos da comunidade onde está inserida?

 

Embora não seja a função da escola, muitas vezes, é a escola que presta a assistência social à comunidade que dela faz parte.

Isso acontece, devido à imagem que tradicionalmente se associa aos órgãos de educação pública: um espaço de formação cidadã, democraticamente organizado. Ou seja, um lugar no qual todos têm voz, e onde há um cuidado e atenção especial com os indivíduos.

Um traço extremamente positivo, se pensarmos bem, afinal, mostra que a escola não perdeu, totalmente, seu prestígio, embora a educação, como carreira e ideal de vida, esteja menos favorecida.

Claro que há diretores que deixam essa distinção bem clara, e quando são consultados sobre questões como cartão de transporte, campanhas de prevenção ou vacinação, simplesmente passam os telefones dos órgãos específicos.

Certo, é uma atitude minimamente necessária, nesses casos. Entretanto, a escola pode fazer mais pelo seu público (pelos pais de alunos, a bem dizer). Como? Entenda:

 

Traduzindo a linguagem burocrática, para a comunicação cotidiana: a escola como facilitadora

Muita gente que precisa de documentos básicos, como comprovante de renda, segunda via de RG ou entrada em documentação de pensão busca a escola.

Por quê? Porque apesar de esse órgão não ter a função de auxiliar nessas burocracias, a escola possuí equipes formadas por funcionários públicos. Ou seja, gente que entende de linguagem burocrática.

Assim, a escola pode facilitar a vida de pessoas que tenham essas pendências. Ou seja: tornando a linguagem mais clara.

Já questões como passe escolar, educação sexual dos estudantes, e práticas de higiene e saúde pessoal envolvem a escola, parcialmente. Claro que a escola não precisa ser o órgão público que vai resolvê-las, porém, pode ser um órgão que vai auxiliar os demais na resolução.

 

A escola como espaço de formação identitária

Outro encargo que a escola pode (e deveria) assumir é de formação identitária, tanto dos alunos, quanto da comunidade.

A escola amalgama a historia social do bairro, e a historia de vida dos alunos. Como tal, pode auxiliar na formação identitária de ambos, ao se tornar um espaço de cultura e memória.

Ao se abrir para que os estudantes e suas famílias se integrem à rotina escolar, a instituição de ensino passa a fazer parte daquela historia, e eventualmente, de resgate de uma memória coletiva e individual de cada estudante.

Assim, a escola vai desenvolvendo o senso de coletividade e pertencimento, e a noção de ancestralidade, entre os alunos e seus familiares.

 

Espaço de manutenção dos Direitos Humanos

Outro encargo que a escola pode abraçar, eventualmente, junto de órgãos de outras secretarias é a manutenção dos direitos humanos naquela comunidade.

Assim, a gestão da escola cria campanhas como doação de roupas e alimentos, doação de absorventes, campanhas de educação sexual, de prevenção ao bullying, racismo, e preconceitos, campanhas anti-suicídio etc.

Além de identificar famílias com casos de violência doméstica.

Com medidas assim, a instituição escolar se torna protagonista de mudanças sociais naquela comunidade, passando a ser revalorizada.

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