A nova Carteira de Identidade Nacional (CIN) já pode ser acessada diretamente pelo celular, mas muita gente ainda não sabe quais requisitos são necessários para liberar a versão digital do documento.
A identidade virtual promete facilitar o acesso a serviços públicos, reduzir burocracias e aumentar a segurança contra fraudes. Veja o que é preciso para ter a nova CIN no smartphone.
Novo documento substitui gradualmente o antigo RG
A Carteira de Identidade Nacional foi criada para substituir o modelo tradicional do Registro Geral (RG), que utilizava numerações diferentes em cada estado brasileiro.
Com a mudança, o Cadastro de Pessoa Física (CPF) passou a ser utilizado como número único de identificação em todo o território nacional.
A proposta é padronizar os registros civis e facilitar a conferência de dados em diferentes serviços administrativos.
Além da identificação principal, a CIN também permite adicionar outras informações importantes ao documento, como:
- Carteira Nacional de Habilitação (CNH);
- Carteira de trabalho;
- Título de eleitor;
- Certificado militar;
- Tipo sanguíneo;
- Nome social.
Outro diferencial do novo modelo é a presença de um código eletrônico utilizado para confirmar a autenticidade das informações apresentadas.
Validade da nova CIN muda conforme a idade
O prazo de validade da Carteira de Identidade Nacional varia de acordo com a faixa etária do cidadão. A medida foi adotada para permitir atualização periódica das informações e da fotografia ao longo dos anos.
Confira como funciona:
- Crianças de até 12 anos incompletos: validade de 5 anos;
- Pessoas entre 12 e 60 anos incompletos: validade de 10 anos;
- Pessoas com 60 anos ou mais: validade por tempo indeterminado.
Emissão presencial continua sendo obrigatória
Mesmo com a disponibilidade da versão digital, o primeiro passo ainda precisa ser feito presencialmente. O cidadão deve comparecer ao órgão responsável pela identificação civil em seu estado para solicitar a emissão da nova carteira.
Durante o atendimento, ocorre a análise da documentação e a atualização dos dados cadastrais. Após a conclusão do processo e a impressão da versão física, a identidade digital é liberada para acesso no aplicativo GOV.BR. A primeira emissão do documento permanece gratuita em todo o Brasil.
Cadastro no GOV.BR é indispensável
Para visualizar a CIN pelo celular, o usuário precisa possuir conta ativa na plataforma GOV.BR. O sistema funciona como ambiente central de acesso aos serviços digitais da administração pública e reúne documentos oficiais vinculados ao CPF do cidadão.
Em alguns casos, pode ser necessário aumentar o nível de segurança da conta antes da liberação completa dos recursos digitais.
Entre as validações disponíveis estão:
- Reconhecimento facial;
- Confirmação bancária;
- Verificação de dados cadastrais;
- Autenticação por aplicativos oficiais.
Essas verificações ajudam a impedir acessos indevidos e fortalecem a proteção das informações pessoais.
Coleta biométrica faz parte do processo
A biometria é uma das etapas exigidas durante a emissão da nova identidade. O procedimento serve para confirmar a identidade do titular e aumentar a confiabilidade do cadastro nacional.
As informações biométricas ficam associadas ao documento e auxiliam nos mecanismos de verificação utilizados em plataformas digitais.
Em muitos aparelhos, o acesso à CIN também pode ser protegido por impressão digital, senha ou reconhecimento facial do próprio celular.
Documento digital facilita uso no dia a dia
Após liberada no aplicativo, a CIN pode ser apresentada diretamente na tela do smartphone em diferentes situações cotidianas.
A versão digital reduz a necessidade de portar o documento físico em vários atendimentos e facilita consultas rápidas das informações pessoais.
O novo formato também acompanha o avanço da digitalização dos serviços públicos brasileiros, que vêm ampliando o atendimento online nos últimos anos. A expectativa é que novas funcionalidades sejam incorporadas gradualmente ao documento nos próximos anos.
RG antigo continuará válido
Apesar da expansão da CIN em todo o país, o RG tradicional segue válido até março de 2032. Isso significa que a troca ainda não precisa ser feita imediatamente por quem possui documento em bom estado de conservação.
Mesmo assim, a emissão antecipada pode ser útil para pessoas que precisam atualizar dados cadastrais, utilizam serviços digitais ou possuem documentos antigos.
A tendência é que o novo modelo seja adotado gradualmente pela população conforme a ampliação dos sistemas integrados de identificação civil.
Resumo das principais informações sobre a CIN digital
- A CIN utiliza o CPF como número único de identificação nacional;
- A versão digital fica disponível no aplicativo GOV.BR;
- É obrigatório emitir primeiro a versão física do documento;
- O cidadão precisa possuir conta ativa no GOV.BR;
- A coleta biométrica faz parte do processo de emissão;
- A primeira via da nova identidade é gratuita;
- O documento possui código digital para autenticação das informações;
- O RG antigo continua válido até março de 2032;
- A validade da CIN varia conforme a idade do cidadão;
- A nova identidade permite integrar diferentes dados em um único cadastro.
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