Um estudo aponta as dez profissões que mais atraem pessoas com traços psicopáticos. A lista reúne carreiras ligadas ao poder, pressão e decisões rápidas.
A pesquisa trata de um conceito diferente do estereótipo do criminoso. O foco está em traços de personalidade que podem influenciar o ambiente de trabalho.
Confira a seguir o que diz o estudo, o conceito por trás dele e a lista das dez carreiras apontadas pela pesquisa.
O que diz o estudo sobre psicopatia e trabalho
A pesquisa ganhou repercussão por analisar quais profissões concentram mais pessoas com traços ligados à frieza emocional, alta competitividade e facilidade para tomar decisões sob pressão.
Os pontos centrais do estudo são os seguintes:
- A pesquisa analisou quais profissões reúnem mais pessoas com esse perfil
- O estudo se baseia em dados de comportamento e em registros do mundo do trabalho
- O autor associa esses traços a ambientes de autoridade, liderança e pressão
- A pesquisa voltou a circular após repercutir em vídeos nas redes sociais
O estudo parte de uma ideia que contraria o senso comum. Portanto, nem todo psicopata é um criminoso, e muitos atuam em profissões comuns do dia a dia.
O que é a psicopatia funcional
O conceito central do estudo é o de psicopatia funcional. O termo descreve um perfil distante da imagem do vilão de filmes.
A psicopatia funcional, segundo o estudo, envolve os seguintes traços:
- A frieza emocional diante de situações de pressão e de risco
- A autoconfiança elevada e a baixa sensação de medo
- O foco intenso e a capacidade de decidir de forma rápida e racional
- A resistência ao estresse em ambientes de tensão constante
O estudo destaca que apenas uma pequena parte da população tem esses traços. As estimativas citadas indicam algo entre 1% e 3% das pessoas, e a maioria leva uma vida profissional dentro da legalidade.
As 10 profissões que mais atraem traços psicopáticos
O estudo organiza as profissões em um ranking conhecido. A lista reúne carreiras de diferentes áreas, mas com pontos em comum.
Veja as dez profissões apontadas pela pesquisa:
- Diretor-executivo (CEO) — o cargo de maior poder na hierarquia das empresas.
- Advogado — atuação marcada por lógica fria e domínio das regras.
- Profissional de mídia (TV e rádio) — exposição pública e ambiente competitivo.
- Vendedor — rotina de metas, persuasão e pressão por resultados.
- Cirurgião — decisões clínicas difíceis sob forte tensão.
- Jornalista — prazos rígidos e necessidade de respostas rápidas.
- Policial — trabalho de risco que exige calma em situações de crise.
- Clérigo — liderança religiosa com forte influência sobre pessoas.
- Chef de cozinha — ambiente de caos, correria e pressão por desempenho.
- Servidor público — estrutura hierárquica, regras claras e estabilidade.
A lista mistura cargos de alta liderança com funções operacionais. O ponto em comum é o tipo de ambiente em que cada uma dessas carreiras se desenvolve.
Por que essas carreiras atraem esse perfil
A presença desses traços em certas profissões não é por acaso. O estudo aponta razões ligadas ao ambiente de cada carreira.
Entre os motivos apontados pela pesquisa estão os seguintes:
- A necessidade de tomar decisões rápidas e de agir sob forte pressão
- A presença de hierarquia, autoridade e poder sobre outras pessoas
- A exigência de manter a calma diante de situações de crise
- A vantagem que a frieza emocional pode representar em certas tarefas
Segundo o estudo, esses traços funcionam como uma ferramenta nesses contextos. A baixa carga emocional ajuda a lidar com decisões difíceis sem o peso do estresse.
Por outro lado, profissões muito ligadas à empatia atraem menos esse perfil. Carreiras de cuidado, como a enfermagem, aparecem entre as que menos reúnem esses traços.
Como esses traços afetam o ambiente de trabalho
A presença desse perfil tem efeito sobre a dinâmica das equipes. O tema desperta debate sobre liderança e convivência no trabalho.
No ambiente de trabalho, esses traços podem se manifestar das seguintes formas:
- A facilidade em tomar decisões impopulares sem grande desgaste emocional
- A tendência a manter a postura fria mesmo em momentos de tensão
- O risco de criar conflitos ou intrigas para ganhar destaque
Apesar da imagem de vantagem, esse perfil não garante bons resultados. Um estudo de universidades dos Estados Unidos mostrou que gestores com essas características tiveram desempenho pior que o dos colegas.
O reconhecimento desses padrões ajuda a entender a dinâmica das equipes. Saber lidar com diferentes perfis é parte do desafio de quem ocupa cargos de liderança.
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