“Analizar” ou “analisar”? “Impresão” ou “impressão”? “Pesquizar” ou “pesquisar”? Se você já travou na hora de escrever uma dessas palavras, pode ficar tranquilo — essa é uma das dúvidas mais comuns da língua portuguesa, e até quem escreve bem no dia a dia escorrega de vez em quando.
A boa notícia é que existem macetes práticos que resolvem a maioria desses casos sem precisar decorar listas intermináveis.
Continue lendo para conhecer as regras que vão simplificar de vez a sua relação com o S, o SS e o Z.
Por que essa confusão é tão comum no português
O problema começa no som. Em muitas palavras, as letras S, SS e Z produzem sons parecidos ou até idênticos dependendo da posição que ocupam. “Casa” e “azar”, por exemplo, têm o mesmo som no meio, mas usam letras diferentes. Isso acontece porque o português herdou regras de formação de palavras do latim, do grego e do árabe, cada um com suas próprias lógicas.
Na prática, o ouvido sozinho não resolve. É por isso que confiar apenas na pronúncia leva a erros — e é também por isso que os macetes de formação de palavras funcionam tão bem. Eles olham para a estrutura, não para o som.
O papel dos sufixos na ortografia
Antes de entrar nos macetes, vale entender um conceito que facilita tudo: o sufixo.
Sufixo é a parte que se acrescenta ao final de uma palavra para formar outra. Por exemplo, “limpeza” vem de “limpo” + o sufixo “-eza”. “Impressão” vem de “imprimir” + o sufixo “-são”.
A maioria dos erros com S, SS e Z acontece justamente na hora de acrescentar esses sufixos. Saber qual sufixo pede qual letra é o atalho mais eficiente para acertar a grafia sem precisar consultar o dicionário a cada frase.
Quando usar S entre vogais
O S entre duas vogais tem som de Z — e é aí que mora a confusão. O macete aqui é prestar atenção na palavra de origem.
Se o verbo original já tem S, a palavra derivada mantém o S. Veja:
- “Analisar” vem de “análise” (que já tem S), então é com S;
- “Pesquisar” vem de “pesquisa” (que tem S), então segue com S;
- O mesmo vale para “avisar” (de “aviso”), “improvisar” (de “improviso”) e “paralisar” (de “paralisia”).
Palavras formadas com os sufixos “-oso” e “-osa” também levam S. “Gostoso”, “cheirosa”, “bondoso”, “nervosa” — todas seguem essa regra sem exceção.
Quando usar SS
O SS aparece sempre entre duas vogais e tem som forte de “S” (nunca som de Z). O macete principal envolve os verbos terminados em “-eder”, “-edir” e “-imir”.
Quando esses verbos geram substantivos, o SS entra em cena:
- Imprimir → impressão;
- Conceder → concessão;
- Permitir → permissão;
- Agredir → agressão.
Outra dica valiosa: verbos terminados em “-meter” e “-mitir” também pedem SS nos substantivos derivados:
- Remeter → remessa;
- Admitir → admissão;
- Demitir → demissão.
Quando usar Z
O Z costuma aparecer em palavras formadas por sufixos específicos, e conhecer esses sufixos resolve a maior parte das dúvidas.
Sufixo “-eza” — forma substantivos a partir de adjetivos e sempre leva Z. “Belo” vira “beleza”, “puro” vira “pureza”, “limpo” vira “limpeza”, “firme” vira “firmeza”. Essa regra não tem exceções.
Sufixo “-izar” — forma verbos e também leva Z. “Atual” vira “atualizar”, “real” vira “realizar”, “hospital” vira “hospitalizar”, “suave” vira “suavizar”. Atenção: “analisar” não entra aqui porque vem de “análise” (palavra que já tem S), e não de um adjetivo.
Sufixos “-az” e “-iz” — em adjetivos, sempre com Z. “Capaz”, “audaz”, “veloz”, “feliz” — todos com Z no final.
Resumo prático para consulta rápida
Para fixar de vez, salve esta tabela no celular:
| Letra | Regra | Exemplos |
|---|---|---|
| S entre vogais | A palavra de origem já tem S | análise → analisar, pesquisa → pesquisar |
| S com “-oso/-osa” | Sempre S, sem exceção | delicioso, poderosa, curioso |
| SS | Verbos em “-eder”, “-edir”, “-imir”, “-meter”, “-mitir” que viram substantivos | impressão, concessão, remessa, demissão |
| Z com “-eza” | Adjetivo que vira substantivo | belo → beleza, puro → pureza |
| Z com “-izar” | Adjetivo ou substantivo que vira verbo | atual → atualizar, real → realizar |
Regra de ouro: na dúvida, volte à palavra de origem. Se ela já tem S, o derivado mantém o S. Se o sufixo é “-eza” ou “-izar”, vai de Z.
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