A maneira de estudar para o Enem mudou — e quem não acompanhar essa virada pode pagar caro na hora da prova!
A inteligência artificial deixou de ser experimento em sala de aula e virou ferramenta cotidiana nos principais cursinhos do Brasil. ChatGPT, Gemini e NotebookLM são hoje aplicados desde o planejamento das aulas até a correção de redações em poucos minutos.
No entanto, há um detalhe importante: usar IA do jeito errado pode atrapalhar mais do que ajudar — e a maioria dos estudantes ainda não sabe como tirar o melhor proveito dessas ferramentas.
Continue a leitura e descubra como aplicar a IA nos seus estudos sem cair nas armadilhas mais comuns.
A IA já faz parte da rotina dos cursinhos
A inteligência artificial chegou de vez aos cursinhos brasileiros. O que antes gerava resistência por parte dos professores — preocupados com cola e perda de foco dos alunos — virou uma ferramenta integrada ao dia a dia das principais escolas preparatórias do país.
Cursinhos como Descomplica, Cursinho da Poli, Objetivo e Oficina do Estudante já adotam a tecnologia em diferentes frentes, do planejamento de aulas à correção de redações, passando pela elaboração de exercícios personalizados e pelos resumos de conteúdo.
O setor público acompanha o movimento. O Ministério da Educação (MEC) lançou recentemente um aplicativo oficial para candidatos do Enem, com correção automatizada de redação e assistente virtual baseado em IA.
A forma de usar a IA faz toda a diferença
A diferença entre quem se beneficia da inteligência artificial e quem é prejudicado por ela está em uma única decisão: como o aluno faz a pergunta. Pedir à IA “resolva a equação” entrega uma resposta pronta. Pedir “explique como resolver” entrega um aprendizado.
O primeiro caminho leva à dependência: o estudante decora uma solução que não entendeu e trava na hora da prova. O segundo desenvolve raciocínio e autonomia, pilares fundamentais para o desempenho no Enem.
Os professores entrevistados pela BBC News Brasil convergem em um ponto central: a IA é uma ferramenta de apoio e não pode substituir o material didático nem o papel do professor.
Estabelecida essa premissa, é possível identificar as aplicações mais eficazes da tecnologia para os estudos.
1. Monte um plano de estudos sob medida
Essa é uma das aplicações mais simples e poderosas da IA. Ferramentas como ChatGPT e Gemini conseguem criar cronogramas detalhados de estudo a partir de poucas informações.
Para um bom resultado, informe à IA:
- Quanto tempo falta para o Enem;
- Quantas horas por dia você consegue estudar;
- Em quais matérias você se sente mais fraco;
- Qual curso e universidade você quer.
Com essas informações, a IA pode entregar o plano até em formato de planilha, separando as prioridades semana a semana. Quanto mais detalhado for o pedido, melhor será o resultado.
2. Resuma aulas longas em poucos minutos
Aulas online costumam ter 40 minutos ou mais. Reassisti-las inteiras só para revisar um conceito é perda de tempo — e é aqui que ferramentas como o Google NotebookLM brilham.
O NotebookLM consegue transcrever vídeos do YouTube e responder perguntas baseadas apenas no conteúdo do vídeo. Na prática, é como ter um assistente que assistiu à aula com você e está pronto para tirar dúvidas pontuais.
O próprio YouTube já oferece a transcrição da fala dos vídeos abaixo do player, com busca por palavra. Combinar essas duas ferramentas economiza horas de revisão por semana.
Atenção: use os resumos para revisar conteúdos que você já estudou ou que não são prioridade. Para matérias mais pesadas, vá direto na aula completa.
3. Gere questões parecidas com as do Enem
Pedir “questões de termologia” no ChatGPT vai te entregar exercícios genéricos, muitas vezes fora do estilo do Enem. Para resultados úteis, é preciso ser específico.
A dica dos professores é simples: baixe os PDFs com as provas dos Enems passados (estão disponíveis gratuitamente no site do governo), envie esses arquivos para o chatbot e peça questões com a mesma estrutura.
Um exemplo de prompt eficiente: “Estou enviando provas de Física dos últimos três Enems. Crie 10 questões inéditas seguindo exatamente o mesmo padrão de enunciado, dificuldade e tema das originais.” O resultado fica muito mais próximo do que cai na prova real.
4. Receba feedback rápido na redação
Antes da IA, uma redação corrigida levava dias para voltar com comentários. Hoje, plataformas como a do Descomplica devolvem o feedback em minutos — separado por competência exigida pelo Enem.
Mais que a nota, o que ajuda mesmo é entender:
- O que ficou bom em cada competência;
- Onde a redação falhou;
- Sugestões concretas para melhorar.
Dica: redações precisam ser escritas à mão, não digitadas. No dia da prova, é caneta e papel. Treinar com o mesmo formato faz a diferença.
Cuidados que todo estudante precisa ter
Apesar dos avanços recentes, a inteligência artificial ainda comete erros que podem comprometer o aprendizado. Os próprios especialistas ouvidos pela BBC News Brasil reforçam que a supervisão humana continua indispensável.
Três cuidados básicos fazem diferença na rotina de estudos:
- Confira sempre as respostas geradas pela IA com o material didático ou com um professor;
- Evite usar a tecnologia para conteúdos fora do cronograma — o excesso pode gerar ansiedade e desviar o foco;
- Mantenha um projeto único dentro do chat, garantindo consistência nas respostas seguintes.
A conclusão é direta: a IA potencializa quem estuda com método, mas tende a prejudicar quem a usa como atalho.
Continue se preparando!
Usar inteligência artificial nos estudos não é mais um diferencial — é uma habilidade que pode ser decisiva para quem quer uma vaga na universidade. Mas a tecnologia, sozinha, não basta. É preciso saber estudar.
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