O próximo pagamento do ressarcimento PIS/Pasep será liberado pela Caixa em 25 de junho de 2026, porém há uma exigência para receber o valor.
O depósito corresponde às cotas esquecidas nos antigos fundos PIS e Pasep, devidas a quem trabalhou de carteira assinada ou como servidor público entre 1971 e 1988 e nunca retirou o dinheiro.
Confira a seguir o calendário completo até janeiro de 2027 e o passo a passo para pedir o valor pela Caixa!
O que é o ressarcimento PIS/Pasep
Trata-se da devolução das cotas guardadas nos extintos fundos do Programa de Integração Social (PIS) e do Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (Pasep). Com o fim desses fundos, o saldo foi repassado ao Tesouro Nacional, mas quem nunca sacou ainda pode pedir a quantia à União.
A exigência para receber o valor no dia 25 de junho é ter feito a solicitação até o dia 31 de maio. Isso porque o Ministério da Fazenda libera o dinheiro em datas fixas, sempre no mês seguinte à aprovação do pedido.

Veja o calendário oficial de pagamentos, conforme informações da Caixa, até o encerramento do prazo:
| Solicitação feita até | Pagamento liberado em |
|---|---|
| 31/05/2026 | 25/06/2026 (quinta-feira) |
| 30/06/2026 | 27/07/2026 (segunda-feira) |
| 31/07/2026 | 25/08/2026 (terça-feira) |
| 31/08/2026 | 25/09/2026 (sexta-feira) |
| 30/09/2026 | 26/10/2026 (segunda-feira) |
| 31/10/2026 | 25/11/2026 (quarta-feira) |
| 30/11/2026 | 28/12/2026 (segunda-feira) |
| 31/12/2026 | Janeiro de 2027 |
Ainda dá para receber em junho?
Não. O prazo para entrar no lote de 25 de junho terminou em 31 de maio, e quem não pediu até essa data ficou de fora desse pagamento. A próxima janela já está aberta: basta formalizar a solicitação até 30 de junho para receber em 27 de julho. Quem deixar passar esse prazo cai automaticamente no lote seguinte, de agosto.
Quem pode pedir o valor
Tem direito quem trabalhou de carteira assinada ou foi servidor público entre 1971 e 1988 e ainda tinha saldo no Fundo PIS/Pasep antes desse repasse aos cofres da União.
Se o titular já faleceu, o pedido passa para os beneficiários legais, como dependentes habilitados à pensão por morte ou sucessores autorizados pela Justiça.
O valor não é fixo: gira em torno de R$ 2,8 mil a R$ 2,9 mil, mas pode ficar acima ou abaixo dessa faixa conforme o tempo de trabalho e o salário recebido na época.
Documentos exigidos
A consulta e o pedido exigem documento de identificação oficial e atualizado. No caso de titular falecido, o beneficiário precisa apresentar um destes comprovantes:
- Certidão PIS/Pasep/FGTS emitida pela Previdência Social com a relação dos dependentes habilitados;
- Declaração de dependentes habilitados à pensão emitida pelo órgão pagador;
- Autorização judicial ou declaração de únicos herdeiros feita em cartório, com autorização de saque assinada pelos sucessores.
Como solicitar o ressarcimento
A consulta do saldo e o pedido podem ser feitos pelo aplicativo FGTS, disponível na Play Store e na App Store, ou pelo site do Repis Cidadão. Quem prefere atendimento pessoal pode procurar qualquer agência da Caixa Econômica Federal, opção comum entre idosos e herdeiros que precisam entregar documentos extras.
Após formalizado, o pedido segue para análise do Ministério da Fazenda, que aprova ou nega a liberação.
Como o dinheiro é depositado
O pagamento sai apenas em conta individual da Caixa. Quem já tem conta corrente, poupança ou Conta Digital recebe o crédito diretamente nela. Para quem não possui conta, o banco abre de forma automática e gratuita uma Conta Poupança Social Digital, movimentada pelo aplicativo Caixa Tem.
Quando o pagamento pode atrasar
A liberação depende do orçamento federal disponível no ano. Se faltar verba, o valor é transferido para o calendário seguinte, com correção monetária prevista em lei. O andamento pode ser conferido pelo aplicativo FGTS ou na agência, onde também aparece se o pedido foi deferido ou indeferido.
O prazo para reivindicar o dinheiro é de até cinco anos a partir desse repasse ao Tesouro Nacional. Passado esse período, o direito ao saque é perdido de vez.
A consulta leva poucos minutos e pode revelar valores esquecidos. Realize-a pelo aplicativo e acompanhe o Blog Pensar Cursos para não perder os próximos prazos.
Assista ao vídeo abaixo e saiba mais:





