A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) emitiu, nesta terça-feira (21/07), um alerta sobre o uso de deepfakes por criminosos para manipular a imagem e a voz de celebridades e profissionais de saúde. O objetivo é divulgar e estimular a venda de medicamentos e suplementos alimentares.
A Anvisa reforça que nenhum medicamento ou suplemento deve ser indicado ou utilizado sem uma avaliação individualizada realizada por um profissional habilitado.
Isso ocorre porque uma substância considerada segura para determinada pessoa pode oferecer riscos a outra, devido ao histórico clínico, à presença de doenças preexistentes ou à possibilidade de interação com outros medicamentos e tratamentos em andamento.
“NÃO se deixe levar por modismos alardeados em redes sociais. Muitas vezes, alguns influenciadores são contratados por uma marca para impulsionar vendas ou captar novos clientes. Mesmo quando agem motivados por boa-fé, é importante lembrar que nem toda pessoa que cria conteúdo conhece as particularidades do quadro de saúde de cada indivíduo”, disse a Anvisa.
Impacto das indicações erradas em tratamentos e saúde pública
Ao adotar medicamentos ou suplementos por indicação não profissional, o paciente corre riscos de efeitos colaterais, agravamento de doenças, falha terapêutica e intoxicação. A administração inadequada pode causar reações adversas, desenvolver complicações a partir de doenças já existentes e até mascarar sintomas de problemas graves, retardando o diagnóstico.
No âmbito coletivo, indicações indevidas favorecem a proliferação de medicamentos e suplementos ilegais, dificultam o controle sanitário e sobrecarregam o sistema de saúde com casos de automedicação e intoxicação. Entre suplementos, a Anvisa explica que suas funções são restritas à suplementação de nutrientes em pessoas saudáveis, não podendo ser comercializados ou anunciados para fins de tratamento, prevenção ou cura de doenças.
Por que a avaliação médica é indispensável para o uso de qualquer produto?
Mesmo indicações feitas por médicos devem ser checadas, já que perfis e anúncios falsos de supostos médicos, inclusive criados por IA, têm se multiplicado. O paciente deve confirmar se o profissional tem registro ativo nos conselhos de classe e se o conteúdo divulgado está de acordo com a legislação atual.
O Conselho Federal de Medicina, pela Resolução 2.336/2023, determina que conteúdos médicos em redes sociais obrigatoriamente exibam número de registro (CRM) e RQE, quando aplicável. Esta checagem pode ser feita diretamente no site do CFM.
Há risco mesmo sendo “100% natural”?
Propagandas que prometem riscos nulos com “soluções naturais” não têm respaldo técnico. Fitoterápicos, obtidos de plantas medicinais, podem causar problemas quando usados de forma indiscriminada ou sem aprovação da Anvisa. São medicamentos sujeitos à avaliação e regularização, e não estão isentos de contraindicações ou efeitos indesejados.

Imagem: Magnific
Como verificar se medicamentos e suplementos são regularizados pela Anvisa?
No Brasil, a venda legal de medicamentos é restrita a farmácias regularizadas pela vigilância sanitária ou em seus sites oficiais. Produtos adquiridos de marketplaces, redes sociais, ambulantes ou outros canais não-oficiais costumam ser ilegais ou possuir origem desconhecida, o que representa alto risco ao consumidor.
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ENTRAR NOS GRUPOS →Suplementos alimentares também só podem ser comercializados se regularizados e registrados. Para confirmar a regularidade, a consulta pode ser feita em tempo real no site da Anvisa para medicamentos e nesta página para suplementos.
Recomendações práticas para proteger sua saúde e evitar golpes
- Não confie em aconselhamentos, vídeos e áudios de pessoas desconhecidas, mesmo que famosas.
- Sempre consulte um profissional de saúde habilitado antes de iniciar qualquer uso de medicamento ou suplemento.
- Confira o registro profissional de influenciadores ou médicos pelos órgãos oficiais.
- Evite comprar medicamentos e suplementos em redes sociais, marketplaces e sites sem autorização sanitária.
- Verifique se o produto possui registro aprovado pela Anvisa.
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