PISA 2022: Brasil continua abaixo da média da OCDE no programa de avaliação

Os resultados do Programa Internacional de Avaliação de Estudantes (Pisa) referente ao ano de 2022 apontam que menos de 50% dos alunos brasileiros conseguiram nível mínimo de aprendizado em matemática e ciências. Desse modo, o Brasil segue com desempenho abaixo da média no estudo internacional de educação Pisa 2022

Os resultados do Pisa 2022 foram divulgados pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) nesta terça-feira, dia 5 de dezembro. 

Os dados apontam que, em 2022, o Brasil alcançou 379 pontos em matemática, 410 em leitura e 403 em ciências. A última avaliação realizada pelo Pisa foi em 2018, quando o desempenho do Brasil foi de 384 pontos em matemática, 413 em leitura e 404 em ciências. O estudo é realizado a cada três anos e avalia a qualidade da educação em diversos países.

Brasil fica abaixo da média nas três áreas avaliadas

A cada três anos, o Pisa avalia três capacidades. São elas: matemática, leitura e ciências. Nos últimos resultados, o Brasil Brasil continua no grupo abaixo da média dos países da OCDE nas três disciplinas: 472 pontos em matemática, 476 em leitura e 485 em ciências. 

A análise do Pisa 2022 foi realizada a partir de testes aplicados a 690 mil estudantes de 81 países. No Brasil, 10.798 alunos de 599 escolas passaram pela avaliação. De acordo com o relatório divulgado pela OCDE, na edição de 2022, o foco da avaliação foi a área de matemática. Sobre o desempenho dos estudantes brasileiros, o relatório afirma:

“Os resultados médios de 2022 foram praticamente os mesmos de 2018 em matemática, leitura e ciências. Os resultados do Pisa têm-se mantido notavelmente estáveis ​​durante um longo período: depois de 2009, nas três disciplinas, apenas foram observadas flutuações pequenas e, em sua maioria, não significativas”.

O relatório explica ainda que cada 20 pontos equivalem a um ano escolar. Desse modo, na área de ciências, por exemplo, o Brasil está com pelo menos quatro anos de atraso em relação aos membros da OCDE. No ranking educacional dos países que são membros da Organização, o Brasil aparece em 64º lugar entre as notas em matemática, 53º em leitura e 61º em ciências, atrás de outros latino-americanos, como o Chile, Uruguai, México e a Costa Rica.  

Impacto da pandemia

No cenário global, a avaliação da capacidade dos estudantes quanto à matemática também preocupa. Em países como a Alemanha, Islândia, a Noruega e Polônia, por exemplo, as notas em matemática caíram 25 pontos ou mais entre 2018 e 2022. Segundo o relatório, cerca de 25% dos estudantes de 15 anos (16 milhões de estudantes) apresentaram dificuldade em fazer cálculos com algoritmos básicos ou interpretar textos simples, não atingindo o  nível 2. 

Ainda de acordo com o relatório, essa queda na qualidade do aprendizado está relacionada ao fechamento das escolas por um longo período devido à pandemia da covid-19, mas também a outros fatores:

“A pandemia da covid-19 parece um fator óbvio que pode ter impactado os resultados nesse período. Na leitura, por exemplo, muitos países como a Finlândia, Islândia, os Países Baixos, a República Eslovaca e Suécia registraram estudantes com notas mais baixas durante algum tempo – em alguns casos durante uma década ou mais. As trajetórias educacionais foram bem negativas antes da pandemia chegar. Isso indica que as questões de longo prazo nos sistemas educativos também são culpadas pela queda no desempenho”. 

Sobre o PISA

Conhecido pela sigla Pisa (Program for International Student Assessment), é um programa de avaliação educacional coordenado pela OCDE com o objetivo principal de avaliar e comparar o desempenho acadêmico de estudantes de 15 anos de idade em diferentes países ao redor do mundo.

O Pisa busca avaliar não apenas o conhecimento dos estudantes em áreas específicas, mas também suas habilidades e competências para resolver problemas do mundo real. 

Os resultados do PISA são usados para comparar o desempenho educacional entre os países participantes, identificar tendências globais na educação e oferecer percepções sobre práticas educacionais bem-sucedidas em diferentes sistemas de ensino ao redor do mundo.

Com informações da Agência Brasil.

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