Salário baixo, falta de experiência exigida pelas empresas, poucas oportunidades de crescimento e dificuldade para conseguir o primeiro emprego estão entre as principais reclamações dos jovens sobre o mercado de trabalho. Uma pesquisa recente mostrou que 48% apontam a remuneração como o maior problema da vida profissional.
Confira a seguir os detalhes da percepção da geração Z, as quatro maiores queixas apontadas pelos jovens, a análise da consultoria sobre o cenário atual, a educação como caminho de saída e os setores apontados como mais promissores pelos próprios entrevistados.
O estudo e a percepção da geração Z
A pesquisa mapeou o sentimento da geração Z em relação ao mercado de trabalho brasileiro atual. O resultado foi divulgado pela Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina e ganhou repercussão na revista Você RH em junho.
Os pontos centrais do estudo envolvem:
- Público entrevistado composto por jovens com idade entre 18 e 28 anos no momento da pesquisa
- Cenário avaliado como pouco ou nada favorável por mais da metade dos participantes ouvidos
- Percepção majoritária de que o mercado é fechado e desafiador para quem busca primeira oportunidade
- Sensação de desalinhamento entre as exigências das empresas e o que elas oferecem aos candidatos
- Qualificação não garante acesso fácil às vagas, na visão da maioria dos jovens entrevistados
A geração analisada chegou ao mercado em meio à pandemia, à transformação digital acelerada e a uma sequência de mudanças nas relações de trabalho.
O resultado é um grupo que se mostra mais cauteloso, exigente e ao mesmo tempo crítico com o ambiente profissional encontrado.
Cerca de 59% dos integrantes da geração Z avaliam o cenário atual como pouco ou nada favorável para o início da carreira.
As quatro maiores queixas apontadas pelos jovens
A pesquisa identificou quatro frentes principais de insatisfação entre os jovens entrevistados. Os percentuais retratam um quadro em que as queixas se somam e se reforçam, criando um sentimento amplo de barreiras à entrada no mercado.
As principais queixas apontadas pelos entrevistados envolvem:
- Baixos salários mencionados por 48% dos jovens como obstáculo central da carreira
- Exigência de experiência prévia citada por 39% como entrave para a primeira oportunidade
- Alta concorrência apontada por 35% dos entrevistados como dificuldade extra no processo seletivo
- Falta de contatos profissionais indicada por 32% como peso real na hora de buscar uma vaga
- Soma de fatores que reforça a sensação de ambiente fechado e exigente para os jovens
A liderança do item salário no ranking expõe uma frustração financeira generalizada. O segundo colocado, a exigência de experiência prévia, é um clássico nas reclamações de quem está iniciando a vida profissional.
A combinação dos dois fatores ajuda a explicar por que muitos jovens aceitam vagas abaixo do desejado ou recorrem ao trabalho informal e por conta própria durante os primeiros anos da carreira.
O que diz a consultoria sobre o cenário atual
Os responsáveis pelo estudo destacaram um sentimento específico entre os jovens entrevistados durante a coleta dos dados.
Os pontos centrais da análise apresentada envolvem:
- Geração Z entra no mercado em um momento marcado por menor previsibilidade de renda mensal
- Maior competição por vagas disponíveis em comparação com gerações que entraram no mercado antes
- Sensação de descompasso entre o que as empresas exigem e o que oferecem para os candidatos
- Qualificação acadêmica não garante mais o acesso automático às melhores oportunidades profissionais
- Necessidade de adaptação constante ao novo cenário descrito como exigência adicional para os jovens
A análise vai ao encontro de levantamentos parecidos feitos por outras consultorias e institutos de pesquisa nos últimos anos.
A combinação de transformações tecnológicas, mudanças no perfil das empresas e instabilidade econômica cria um ambiente desafiador para quem está começando.
A educação como caminho de saída na visão dos entrevistados
Apesar do diagnóstico negativo sobre o ambiente profissional, a pesquisa mostra que os jovens não estão entregues nem desistiram da própria trajetória.
A maioria absoluta dos entrevistados aposta na formação continuada como ferramenta para reverter o quadro de dificuldades.
Os principais dados sobre educação revelados na pesquisa envolvem:
- Cerca de 80% dos jovens consideram estudar fundamental para construir um futuro profissional
- Aproximadamente 70% apontam o crescimento pessoal como maior motivação para continuar aprendendo
- Em torno de 63% citam a busca por melhores oportunidades de trabalho e renda como motor dos estudos
- Consciência clara de que a qualificação acadêmica é o caminho mais acessível para mudar de patamar
- Disposição alta para investir tempo e dinheiro em formação ao longo dos próximos anos
Os setores apontados como mais promissores pelos jovens
O estudo também mapeou as áreas em que os jovens enxergam as melhores oportunidades para os próximos anos.
A combinação entre interesse pessoal, perspectiva de mercado e identificação geracional desenha um panorama de tendências.
Os setores destacados pelos entrevistados envolvem:
- Tecnologia apontada por 41% como a área com mais e melhores oportunidades profissionais atualmente
- Economia criativa indicada por 28%, com destaque para games, produção de conteúdo e design
- Empreendedorismo considerado por quase quatro em cada dez jovens como caminho a ser explorado
- Busca por estabilidade ainda predomina sobre o desejo de abrir o próprio negócio em curto prazo
- Combinação de áreas vista como estratégia para diversificar e reduzir riscos profissionais futuros
A liderança da tecnologia confirma a tendência observada em estudos anteriores feitos com a mesma faixa etária.
O destaque para a economia criativa reflete a relação próxima dessa geração com o universo digital, criação de conteúdo e novos modelos de negócios surgidos com as redes sociais.
O empreendedorismo aparece como possibilidade, mas com peso menor do que a busca por uma renda estável no início da carreira profissional.
No Blog Pensar Cursos, você acompanha novidades do mercado de trabalho juvenil, dados sobre carreira para a geração Z e dicas para construir um caminho profissional.





