Quem recebe acima do mínimo do INSS já tem dia certo pra ver a segunda parcela do 13º na conta!
E o calendário traz uma particularidade que muita gente ainda não percebeu: para quem está nessa faixa de renda, as datas seguem uma lógica bem específica, diferente de quem recebe o piso nacional. Entender esse detalhe é a única forma de não passar batido pelo dia certo do depósito.
O número final do cartão de benefício é a chave para descobrir quando o valor cai. Quem confere o dado errado acaba olhando o extrato dias antes ou dias depois e perde a chance de se organizar com o dinheiro que vai chegar.
O que é o 13º salário do INSS
O 13º salário é um direito garantido por lei a quem recebe benefícios pagos pela Previdência Social, equivalente a uma remuneração extra somada ao valor habitual do mês. A natureza do pagamento é a mesma do abono anual oferecido aos trabalhadores formais, com a diferença de que, no caso dos segurados do INSS, o cálculo considera o tempo em que cada pessoa esteve com o benefício ativo durante o ano.
O abono é depositado em duas etapas, chamadas oficialmente de primeira e segunda parcela. O valor total corresponde a um mês adicional para quem manteve o benefício ao longo dos doze meses. Quem passou a receber só no meio do ano leva valor proporcional, calculado conforme o número de meses ativos.
Por que o 13º foi antecipado neste ano
O abono anual de aposentados e pensionistas costuma ser pago em duas etapas, normalmente nos meses de agosto e novembro, conforme prevê o decreto que regulamenta a Previdência. Em 2026, porém, o governo federal decidiu antecipar os depósitos para o início do ano, prática que vem se repetindo nas últimas temporadas como estratégia de injeção de renda.
A medida foi formalizada por decreto presidencial e busca dar fôlego ao consumo das famílias, quando muitos aposentados começam a sentir o peso de despesas como material escolar dos netos, ajuste do IPTU e renovação de seguros. A circulação extra de recursos também aquece o comércio em todas as regiões do país.
Quem tem direito ao abono anual em 2026
A legislação previdenciária define com clareza quais grupos entram na conta do pagamento e quais ficam de fora do calendário extra. Conferir essa lista evita expectativa desnecessária e ajuda quem ainda não recebe o benefício a entender se haverá depósito surpresa na conta.
Têm direito ao 13º salário do INSS:
- Aposentados, em qualquer modalidade prevista pela legislação;
- Pensionistas, especialmente quem recebe pensão por morte;
- Beneficiários de auxílio-acidente concedido pelo Instituto;
- Beneficiários de auxílio-reclusão, dentro das regras estabelecidas em lei;
- Mulheres que estiveram em gozo de salário-maternidade no período;
- Quem recebeu benefício por incapacidade temporária, antigo auxílio-doença.
Não recebem o abono anual:
- Titulares do Benefício de Prestação Continuada (BPC), pago a idosos acima de 65 anos e a pessoas com deficiência em situação de baixa renda;
- Beneficiários da antiga Renda Mensal Vitalícia, modalidade em processo de extinção.
Como funcionam os pagamentos?
O sistema do INSS divide os segurados em dois grupos para distribuir os pagamentos ao longo do mês. Quem recebe exatamente um salário mínimo entra em uma faixa específica, com cronograma próprio, enquanto quem recebe qualquer valor acima desse patamar segue uma lógica diferente, geralmente concentrada nos últimos dias úteis do calendário.
A primeira parcela do abono já foi depositada entre os dias 24 de abril e 8 de maio, dentro do calendário antecipado definido pelo governo federal.
Agora, a expectativa se volta para o segundo repasse, que chega na próxima janela de pagamentos e fecha o ciclo do 13º deste ano. Esse formato em duas etapas distribui o impacto financeiro, evita filas nos bancos e organiza melhor o repasse bilionário envolvido na operação, que alcança cerca de 11,9 milhões de benefícios na faixa superior ao pis
Caledário da segunda parcela do 13º para quem recebe acima do mínimo

Para o grupo que está acima do piso nacional, os depósitos começam no dia 1º de junho e se estendem até o dia 8 do mesmo mês. Cada dia atende dois finais de benefício, no padrão clássico adotado pelo INSS.
Veja o cronograma completo:
- Finais 1 e 6: depósito em 1º de junho.
- Finais 2 e 7: depósito em 2 de junho.
- Finais 3 e 8: depósito em 3 de junho.
- Finais 4 e 9: depósito em 5 de junho.
- Finais 5 e 0: depósito em 8 de junho.
Diferente do que aconteceu em abril e maio, este segundo repasse chega com descontos previstos em lei. Sobre o 13º salário incidem apenas os abatimentos obrigatórios, ou seja, a contribuição previdenciária do próprio INSS e, dependendo do valor recebido, o Imposto de Renda Retido na Fonte.
Como resultado desses abatimentos, o valor depositado em junho fica menor do que aquele recebido em maio. A diferença é totalmente regular e está prevista na legislação previdenciária, sem qualquer impacto sobre o restante do benefício.
Como identificar o número final do cartão de benefício
Antes de cravar a data certa, o segurado precisa olhar com calma o número do próprio cartão. O detalhe que confunde muita gente é o famoso dígito verificador, aquele algarismo que aparece sozinho depois do hífen, e que não deve ser considerado no cálculo. O número que vale é o último antes do traço.
Um exemplo prático ajuda a fixar: se o cartão registra a sequência 0104-7, o número que serve de referência para o calendário é o quatro, e não o sete. Anotar essa informação em um papel ou tirar uma foto da carteirinha evita confusão a cada novo período de depósito ao longo do ano.
Onde consultar o número e tirar dúvidas sobre o depósito
Quem não está com o cartão em mãos tem mais de um caminho oficial para encontrar a informação sem sair de casa. Confira as opções:
- Aplicativo Meu INSS: disponível para celulares Android e iPhone. O caminho mais direto, dentro do app, é tocar no atalho Extrato de Pagamento, que exibe o número completo do benefício e o histórico recente de depósitos.
- Site do Meu INSS: alternativa para quem prefere acessar pelo computador, com as mesmas funções da versão mobile.
- Central 135: canal telefônico oficial da Previdência, com atendimento gratuito para telefones fixos e tarifas reduzidas para chamadas de celular. Funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h.
Cuidados para não cair em golpes durante o pagamento
Toda vez que o dinheiro extra cai na conta dos aposentados, a tentativa de fraude também aumenta. Mensagens por aplicativo, links suspeitos pedindo recadastro e ligações que prometem antecipar parcelas circulam com força nesses períodos e enganam até quem se considera atento. Nenhum desses contatos parte de canais oficiais.
A orientação é simples: o INSS jamais envia link para atualizar dados pessoais por mensagem e nem solicita senha, código de acesso ou foto de documento por telefone.
Em caso de dúvida, o canal seguro continua sendo o aplicativo oficial, o site e a Central 135, todos os demais devem ser descartados sem clicar.
O que fazer se o valor não cair na data correta
Casos pontuais de atraso podem acontecer e costumam ter explicação simples: o aplicativo do banco demorou a atualizar o saldo ou o segurado conferiu o final do cartão de forma equivocada. Antes de qualquer providência, vale repetir a checagem com atenção e aguardar o fim do expediente bancário.
Persistindo a ausência do crédito, a orientação oficial é acionar a Central 135 ou abrir requerimento pelo Meu INSS. A pendência costuma ser resolvida em poucos dias úteis, sem prejuízo ao valor total devido ao beneficiário.
Cada decisão sobre o INSS mexe diretamente no orçamento de milhões de famílias. Continue ligado no Blog Pensar Cursos para acompanhar essas mudanças em primeira mão e descobrir como elas afetam o seu benefício.
Para mais detalhes sobre a segunda parcela do 13° INSS, acesse o vídeo:








