Quem espera a restituição do Imposto de Renda em 2026 precisa saber a data do pagamento e o que fazer caso o valor não caia na conta.
A Receita Federal já liberou a consulta do maior lote da história, com R$ 16 bilhões a serem depositados ainda em maio. O dinheiro vai direto para a conta bancária informada na declaração.
Confira, a seguir, quando o valor é pago, quem recebe primeiro e como resolver eventuais erros no depósito!
O que é a restituição do Imposto de Renda
Ao longo do ano, o trabalhador tem uma parte da renda retida na fonte como Imposto de Renda. No momento da declaração anual, a Receita Federal compara o que foi pago com o que era realmente devido.
Quando o contribuinte paga imposto a mais, ele tem direito a receber a diferença de volta. É esse valor devolvido pela Receita que recebe o nome de restituição.
Atenção: a restituição vale apenas para quem recolheu mais do que devia. Por isso, depois de entregar a declaração, milhões de brasileiros passam a acompanhar de perto quando esse dinheiro vai cair na conta.
Por que o lote deste ano chama a atenção
A restituição não é paga de uma vez só. Todo ano, a Receita divide o valor em lotes, liberados em meses diferentes, e a ordem segue critérios definidos pelo órgão.
Em 2026, o primeiro lote já entra para a história. São R$ 16 bilhões em créditos para 8.749.992 contribuintes, o equivalente a 40% de tudo o que será restituído no ano.
O valor é 45% maior do que o primeiro lote de 2025, que já havia sido recorde, quando foram pagos R$ 11 bilhões a 6,2 milhões de pessoas. Segundo a Receita, o avanço é resultado da modernização e da automação no processamento das declarações, o que faz o dinheiro chegar mais cedo e para mais gente.
Afinal, quando e como o pagamento será feito?
A espera tem data certa para acabar: o primeiro lote será pago no dia 29 de maio. Nesse dia, o crédito é liberado de forma gradual, conforme cada banco processa os depósitos.
Por isso, a Receita Federal orienta o contribuinte a aguardar até o fim do dia antes de concluir que o valor não caiu, já que o horário do crédito muda de uma instituição para outra.
Vale lembrar que o depósito é feito apenas em conta bancária do próprio contribuinte, nunca de terceiros.
O que fazer em caso de erro no pagamento

Nem sempre o dinheiro cai na conta como esperado. Pode haver erro nos dados bancários ou algum problema na conta indicada na declaração. A boa notícia é que, nesses casos, o valor não é perdido: ele fica disponível para ser reagendado.
O contribuinte tem até um ano, contado a partir da primeira tentativa de pagamento, para pedir o reagendamento do crédito junto ao Banco do Brasil.
Veja como solicitar o reagendamento:
- Pela internet: o contribuinte acessa o Portal BB e segue as orientações para reagendar o crédito da restituição;
- Por telefone: o atendimento é feito pela Central de Relacionamento do Banco do Brasil, no 4004-0001, para quem mora em capitais, e no 0800-729-0001, para as demais localidades;
- Para deficientes auditivos: há um canal exclusivo, pelo número 0800-729-0088.
Em qualquer um dos canais, é preciso informar o valor da restituição e o número do recibo da declaração.
Já se o dinheiro não for resgatado dentro de um ano, o pedido deixa de ser feito no banco e passa a ser registrado no portal e-CAC, na opção de restituição não resgatada na rede bancária.
Como consultar se a restituição foi liberada
Antes mesmo da data do pagamento, o contribuinte já pode descobrir se o seu nome entrou no lote. A Receita Federal liberou a consulta a partir das 10h desta sexta-feira (22), e o procedimento é rápido, gratuito e feito em poucos passos:
- Acesse o site oficial da Receita Federal, no portal gov.br;
- Clique na opção “Meu Imposto de Renda”;
- Selecione “Consultar minha restituição”.
A verificação também pode ser feita pelo aplicativo oficial da Receita Federal, disponível para celulares e tablets. Além de mostrar a situação da declaração, o sistema indica se há alguma pendência. Nesse caso, o contribuinte pode corrigir os dados por meio de uma declaração retificadora, evitando atrasos no recebimento.
Quem tem prioridade para receber primeiro
A Receita Federal não paga todo mundo ao mesmo tempo: a lei define grupos que recebem antes dos demais. Neste primeiro lote, cerca de R$ 8,64 bilhões são reservados a esses contribuintes prioritários. Veja a distribuição:
| Grupo prioritário | Número de restituições |
|---|---|
| Idosos com mais de 80 anos | 256.697 |
| Idosos entre 60 e 79 anos | 2.256.975 |
| Pessoas com deficiência ou doença grave | 222.100 |
| Contribuintes que têm no magistério a maior fonte de renda | 1.054.789 |
Além dos grupos prioritários, 4.959.431 restituições vão para contribuintes que entregaram a declaração pré-preenchida e optaram por receber via PIX. Esse modelo digital ajuda a acelerar a análise e o pagamento, garantindo lugar entre os primeiros a receber.
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