O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) autorizou nesta quarta-feira (8) a nomeação de 159 aprovados no Concurso Público Nacional Unificado (CNU 1) para cargos da própria pasta. As duas portarias foram publicadas no Diário Oficial da União e beneficiam candidatos do certame aplicado em agosto de 2024.
A medida reforça o quadro técnico do órgão em duas carreiras de nível superior e depende de condições orçamentárias para se concretizar. Confira a seguir a divisão por cargo, as regras que condicionam a convocação, os salários das funções e os números gerais do concurso.
As duas portarias e os cargos contemplados
A Portaria MGI nº 5.566/2026 libera a nomeação de 118 aprovados para o cargo de analista em tecnologia da informação. Já a Portaria nº 5.567/2026 autoriza a chamada de 41 aprovados para analista técnico de políticas sociais. Ambos os cargos exigem diploma de curso superior em qualquer área de formação, reconhecido pelo Ministério da Educação (MEC).
O cargo de analista em tecnologia da informação integra o quadro permanente de nível superior do MGI, com remuneração inicial que parte de R$ 11.150,80 e evolui ao longo da carreira. A função de analista técnico de políticas sociais também se enquadra entre as carreiras estratégicas do governo federal voltadas às áreas de gestão e desenvolvimento de programas públicos.
O que ainda condiciona a nomeação
A autorização não garante convocação imediata. O preenchimento efetivo dos cargos depende da existência de vagas na data da nomeação e de orçamento para custear as novas despesas. Tudo isso deve respeitar a Lei Orçamentária Anual (LOA) e a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que definem quanto o governo pode gastar no período.
Na prática, o ordenador de despesas do órgão precisa declarar que há recursos para arcar com as contratações antes de o nome do aprovado sair no Diário Oficial. Só depois dessa etapa a nomeação é efetivada.
Prazos após a convocação
Uma vez nomeado, o candidato tem prazo legal de 30 dias, contados da publicação do ato, para tomar posse. A entrega da documentação obrigatória costuma ser feita de forma digital e inclui a aprovação em inspeção médica oficial para atestar aptidão física e mental.
Após a posse, o servidor tem até 15 dias para entrar em exercício e iniciar as atividades no órgão. Perder qualquer um desses prazos pode tornar a nomeação sem efeito, abrindo a vaga para o próximo colocado da lista.
Os números do CNU 1
O Concurso Nacional Unificado de 2024 ofertou inicialmente 6.640 vagas em 21 órgãos do governo federal, para os níveis médio e superior. O certame foi estruturado em oito blocos temáticos, sendo sete de nível superior e um de nível intermediário.
As provas foram aplicadas em dois turnos, no dia 18 de agosto de 2024, em 228 municípios de todas as unidades da Federação. Mais de 2,14 milhões de pessoas se inscreveram, mas a abstenção chegou a 54,12%: cerca de 970 mil candidatos efetivamente fizeram as provas do chamado “Enem dos concursos”.
Considerado o maior concurso unificado já realizado no país, o CNU 1 segue em fase de convocações mais de um ano após a aplicação. Ao longo de 2026, o MGI vem publicando portarias sucessivas para preencher vagas originais e remanescentes em diversos órgãos, à medida que surgem espaço no quadro e disponibilidade de recursos.
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