Existe um grupo de servidores públicos que recebe, no início da carreira, o equivalente ao que muitos brasileiros não ganham em um ano inteiro.
Os maiores salários da União passam longe do senso comum sobre o serviço público, com remunerações que partem de R$ 20 mil e alcançam valores superiores a R$ 40 mil logo no primeiro contracheque.
E não para por aí: gratificações, adicionais e progressões funcionais conseguem empurrar os ganhos totais para perto do teto constitucional, que hoje ultrapassa R$ 46 mil por mês.
Confira quais são os cargos na área pública com maiores salários, quanto cada um paga e o que é exigido para disputar uma dessas vagas.
Quais cargos públicos pagam acima de R$ 20 mil por mês
Os cargos com maiores salários do funcionalismo federal estão concentrados nas carreiras jurídicas, no Legislativo, nos órgãos de controle e na fiscalização tributária.
Todos exigem nível superior e aprovação em concursos considerados entre os mais difíceis do país. A formação específica costuma ser um filtro adicional, principalmente nas áreas jurídicas e contábeis.
Essas carreiras de Estado reúnem características em comum: estabilidade, progressão salarial contínua e benefícios robustos, o que explica a alta concorrência observada em cada edital.
Magistratura federal: o topo da lista
Entre os cargos na área pública com maiores salários, a magistratura federal ocupa posição de destaque. São remunerações iniciais que partem de R$ 30 mil e podem ultrapassar R$ 40 mil com auxílios, gratificações e tempo de serviço.
Juiz Federal
Salário inicial: acima de R$ 30 mil, podendo chegar a R$ 40 mil com adicionais
O juiz federal julga processos que envolvem a União, autarquias e matérias tributárias, previdenciárias e criminais de alcance nacional. Para ingressar, o candidato precisa ter graduação em Direito e comprovar, no mínimo, três anos de atividade jurídica.
O concurso tem várias fases: prova objetiva, discursiva, oral, prática e avaliação de títulos. A progressão funcional ao longo dos anos eleva ainda mais a remuneração, especialmente quando somada a cargos de desembargador.
Ministério Público: defensor da sociedade e dos altos salários
Procurador da República e Procurador do Trabalho
Salário inicial: acima de R$ 24 mil
O procurador da República atua em causas de interesse federal, enquanto o procurador do Trabalho cuida das relações trabalhistas. Os dois cargos exigem formação em Direito e prática jurídica comprovada.
O concurso é um dos mais disputados da área e cobra domínio amplo em diferentes ramos do Direito, além de capacidade analítica elevada.
Defensor Público Federal
Salário inicial: acima de R$ 20 mil
A Defensoria Pública da União garante acesso à Justiça para quem não tem condições de contratar um advogado. A carreira oferece estabilidade e progressão consistente, com avaliação teórica e prática no processo seletivo.
Legislativo: consultores e analistas com salários de elite
Consultor Legislativo da Câmara e do Senado
Salário inicial: acima de R$ 30 mil
O consultor legislativo elabora pareceres técnicos e dá suporte direto à produção de leis no Congresso Nacional. O concurso costuma exigir formação em Direito, Economia, Administração ou Ciências Sociais, com provas específicas por área.
Analista Legislativo
Salário inicial: acima de R$ 20 mil
O analista exerce funções administrativas, técnicas e estratégicas dentro da Câmara e do Senado. A remuneração também soma auxílios relevantes, o que eleva os ganhos totais.
Receita Federal e Auditoria do Trabalho: fiscalização bem remunerada
Auditor Fiscal da Receita Federal
Salário inicial: entre R$ 22 mil e R$ 23 mil, com bônus de produtividade
O auditor fiscal combate fraudes tributárias e fiscaliza o recolhimento de impostos federais. O concurso aceita qualquer formação superior, mas cobra contabilidade, direito tributário, economia e legislação fiscal em profundidade.
Auditor Fiscal do Trabalho
Salário inicial: cerca de R$ 22 mil
Esse auditor fiscaliza empresas para assegurar o cumprimento das normas trabalhistas e de segurança no trabalho. A exigência mínima é nível superior em qualquer área, com provas centradas em legislação trabalhista e direito.
Auditor de Controle Externo: salários de R$ 26 mil a R$ 37 mil
Os auditores de controle externo do Tribunal de Contas da União (TCU) e dos tribunais estaduais fiscalizam a aplicação do dinheiro público. São responsáveis por auditorias em obras, contratos e políticas públicas.
O ingresso exige nível superior, geralmente em áreas como Direito, Administração, Economia, Contabilidade ou Engenharia. O concurso é técnico e cobra finanças públicas, auditoria e controle governamental.
Polícia Federal e diplomacia: cargos de prestígio
Delegado e Perito da Polícia Federal
Salário inicial: cerca de R$ 26.800
O delegado lidera investigações e operações, enquanto o perito atua na análise técnica de provas. O delegado precisa ter formação em Direito e prática jurídica ou policial. Já o perito pode vir de áreas como Engenharia, Tecnologia, Contabilidade ou Ciências Forenses.
O processo seletivo reúne provas teóricas, avaliação física e, em determinados cargos, testes práticos.
Diplomata
Salário inicial: cerca de R$ 22 mil
O diplomata representa o Brasil no exterior, atuando em negociações e relações internacionais. O acesso acontece pelo concurso do Instituto Rio Branco, considerado um dos mais exigentes do país. Qualquer formação superior é aceita, mas Relações Internacionais, Direito, Economia e História tendem a ajudar.
Teto constitucional limita os contracheques
Por determinação da Constituição, nenhum servidor pode ganhar mais do que um ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), valor atualmente superior a R$ 46 mil mensais.
Na prática, porém, gratificações, auxílios-moradia, auxílios-alimentação e outros adicionais podem fazer com que a remuneração total ultrapasse, eventualmente, esse patamar em casos específicos, assunto frequente em análises do Conselho Nacional de Justiça.
O que é preciso para disputar esses concursos
Alcançar um cargo público com salário acima de R$ 20 mil exige planejamento, estudo contínuo e, muitas vezes, anos de preparação. A concorrência é alta, e apenas uma pequena parcela dos candidatos consegue aprovação.
Entre as recomendações mais comuns para quem inicia a jornada nos estudos estão:
- Escolher uma carreira alinhada ao perfil pessoal e à formação acadêmica
- Estudar o edital completo antes de qualquer material didático
- Resolver provas anteriores da banca responsável pelo concurso
- Manter rotina constante de revisões e simulados
- Investir em materiais atualizados, cursos preparatórios e leitura de jurisprudência, quando exigido
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