Escolher a área de atuação antes de iniciar a preparação é fundamental para que o candidato foque os estudos nos conteúdos exigidos e aumente as chances de aprovação. Concursos de diferentes áreas cobram matérias específicas, o que exige dedicação exclusiva para se aprofundar no conteúdo de cada segmento.
A decisão entre áreas como jurídica, administrativa, controle, fiscal, segurança, legislativa ou bancária depende do perfil do candidato, dos requisitos de escolaridade e das atribuições dos cargos disponíveis. Analisar esses fatores evita dispersão e otimiza a rotina de estudos.
Além da afinidade com a área e da formação acadêmica, é necessário considerar possíveis exigências adicionais dos editais, como títulos, experiência prévia e disponibilidade para mudanças de cidade, conforme a lotação prevista.
Critérios para avaliar antes de escolher a área do concurso
Entre os fatores relevantes para escolher uma área de concurso estão:
- Identificação com as funções e atribuições do cargo
- Compatibilidade entre talentos pessoais e atividades exercidas
- Nível de escolaridade exigido (nível médio, superior específico ou qualquer área)
- Possibilidade de progressão na carreira e benefícios ofertados pela instituição
- Localização das vagas e disponibilidade para possíveis remoções ou lotações fora da cidade de origem
Esses critérios auxiliarão na escolha de uma área compatível com o perfil e as expectativas do candidato, reduzindo a dispersão nos estudos.
Áreas de concurso público: principais segmentos e características
Os concursos públicos são divididos em diferentes áreas, cada uma com perfis de cargos, requisitos e rotinas distintas. Conhecer as características de cada segmento é essencial para tomar uma decisão informada.
- Carreiras jurídicas: voltada para formados em Direito, incluindo magistratura, defensorias, advocacia e promotoria, em geral exigindo registro na OAB e experiência, com salários iniciais que variam de R$ 16 mil a R$ 25 mil.
- Servidores de tribunais: cargos de técnico (nível médio) e analista (nível superior) com salário inicial em torno de R$ 7,5 mil para técnicos e de R$ 12,4 mil para analistas.
- Administrativa: abrange cargos de todos os níveis de escolaridade, como INSS, com salários para nível médio a partir de R$ 5 mil.
- Controle: inclui TCU, TC dos estados e municípios, CGU e STN, normalmente com salários entre R$ 22 mil e R$ 31 mil para cargos de auditoria.
- Fiscal: auditores fiscais federais (Receita Federal), estaduais e municipais, analistas tributários, com salários que podem superar R$ 20 mil.
- Segurança: polícias Civil, Militar, Federal e rodoviária, bombeiros e agentes penitenciários, com variação de escolaridade e remuneração (exemplo: perito da PCDF com R$ 16,8 mil iniciais).
- Legislativa: servidores do Senado, Câmara dos Deputados e assembleias legislativas, com salários que podem chegar a R$ 34 mil.
- Bancária: concursos para bancos públicos, como Caixa e Banco do Brasil, para técnico bancário ou escriturário (nível médio), com salários de R$ 4 mil a R$ 7 mil.
Requisitos de escolaridade e documentos exigidos
O grau de escolaridade exigido e os documentos comprobatórios para cada área de concurso variam conforme o cargo. Cargos jurídicos, por exemplo, geralmente pedem graduação em Direito e registro na OAB. Já áreas administrativas e bancárias possuem oportunidades para nível médio e superior em todas as áreas.
Alguns editais requerem títulos adicionais (como pós-graduação ou mestrado) na fase de avaliação de títulos. É fundamental conferir a lista de pré-requisitos e reunir a documentação completa, incluindo RG, CPF, diploma e comprovantes de experiência, quando necessário.
Remuneração, benefícios e plano de carreira
A remuneração inicial varia amplamente entre as áreas. Concursos jurídicos e de controle fiscal têm salários mais altos, enquanto cargos de apoio ou técnicos começam em faixas menores, mas oferecem estabilidade e benefícios como:
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Os valores exatos e a estrutura de benefícios são definidos em cada edital ou legislação interna do órgão.
Análise das lotações, mobilidade e perspectivas de crescimento
Muitos concursos federais podem exigir que o servidor atue em localidades diferentes da residência atual. Antes de definir a área, o candidato precisa avaliar a disposição para mudanças, consultando nos editais as cidades disponíveis para lotação inicial.
Informações sobre mobilidade, remoção e possibilidade de progressão funcional devem ser consideradas na escolha da área, já que impactam diretamente tanto a rotina como o desenvolvimento da carreira pública.
Como aprofundar o estudo na área escolhida
Após definir a área, é recomendável estudar os editais anteriores para identificar disciplinas recorrentes e conteúdos de maior peso nas provas. Cursos preparatórios e materiais específicos para cada área podem acelerar o aprendizado e a fixação do conteúdo.
O foco em uma única área permite ao candidato consolidar conhecimento de forma progressiva, tornando possível o aprofundamento nos temas mais exigidos pelas bancas examinadoras.
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