Comissário de bordo é a profissão mais desejada no Brasil em 2026, liderando o ranking de buscas com 23.900 pesquisas anuais; o salário inicial parte de R$ 2.694,79, podendo superar R$ 6 mil mensais com benefícios e adicionais, segundo o Sindicato Nacional dos Aeronautas e dados oficiais das principais companhias aéreas.
A preferência pela carreira foi apurada em levantamento internacional da Remitly, reforçando o interesse dos brasileiros pelo setor aéreo. Além do piso salarial, o cargo oferece benefícios como passagens aéreas com desconto, plano de saúde, seguro de vida e auxílio-creche, tornando a área ainda mais atrativa.
O comissário é responsável pela segurança, conforto e atendimento aos passageiros durante voos regulares, tanto nacionais quanto internacionais. Para este trabalho, as empresas valorizam formação específica, conhecimentos de idiomas e experiência com atendimento ao cliente.
Por que a profissão de comissário de bordo é a dos sonhos dos brasileiros?
A pesquisa realizada pela Remitly constatou que a profissão lidera o interesse no Brasil devido ao apelo de viagens, salários competitivos e status no setor de aviação. Esse cenário difere do ranking mundial, onde a carreira mais buscada é a de ator ou atriz.
No levantamento, comissário de bordo ficou à frente de várias outras profissões tradicionais, como bombeiro, terapeuta, professor, empreendedor, advogado e policial. O estudo considerou o comportamento de busca no Google como indicador do desejo profissional em 145 países.
Requisitos para ser comissário de bordo em 2026
Para se tornar comissário no Brasil, é necessário ter pelo menos 18 anos, ensino médio completo, estar em dia com obrigações militares e eleitorais, além de possuir Certificado Médico Aeronáutico (CMA) de segunda classe. Também é obrigatório concluir treinamento inicial aprovado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Apesar de não ser mais exigida a conclusão formal do curso em escola de aviação pela Anac desde 2024, as principais companhias aéreas ainda exigem formação técnica, treinamento prático supervisionado de, no mínimo, 5 horas, e habilidades como inglês e espanhol intermediários. Conhecimentos em Libras e experiência prévia em atendimento são diferenciais.
Formação e custo para se qualificar
Os cursos para comissários de bordo no Brasil têm duração média de três a cinco meses, custando entre R$ 2 mil e R$ 7 mil, dependendo da escola de aviação. A preparação inclui simulações práticas de combate a incêndio, evacuação, sobrevivência e primeiros socorros, além de formação regulatória em aviação civil.
Mesmo com a flexibilização normativa, o treinamento teórico e prático ainda é indispensável nos processos seletivos da maioria das companhias brasileiras.
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Salário de um comissário de bordo no Brasil
O piso salarial do comissário é de R$ 2.694,79 em 2026, segundo a Convenção Coletiva do Sindicato Nacional dos Aeronautas. Em empresas como Latam e Gol, o piso pode chegar a R$ 2.874,52 e R$ 2.806,39, respectivamente.
Adicionais de voo, compensação orgânica, vale-alimentação e remuneração por sobreaviso elevam a renda mensal, que pode variar entre R$ 4 mil e R$ 6 mil, dependente da escala e tempo de casa.
Além do salário, o pacote de benefícios inclui plano de saúde, odontológico, passagens aéreas com desconto, auxílio-creche, seguro de vida e treinamentos contínuos. Em empresas internacionais, como Emirates e Qatar Airways, a remuneração mensal pode chegar a R$ 21 mil, com moradia e transporte incluídos.
Rotina e desafios do comissário de bordo
A rotina é regulada pela Lei do Aeronauta (Lei n° 13.475/2017) e por regras específicas da Anac, limitando horas de voo mensais, períodos de descanso e escalas. O comissário pode atuar em jornadas diárias entre 9 e 18 horas, com pelo menos 10 folgas mensais, sendo obrigatória a divulgação da escala com cinco dias de antecedência.
O trabalho exige equilíbrio emocional, capacidade de resposta rápida a emergências e habilidade no atendimento sob pressão. Entre os desafios estão a convivência com ambientes sob estresse, turnos alternados, distância da família e a responsabilidade de garantir segurança a bordo.
Oportunidades de crescimento na carreira de comissário
O desenvolvimento profissional inclui promoções para chefe de cabine, instrutor, examinador e funções correlatas em operações em solo ou gestão de segurança. A progressão depende de experiência, desempenho, cursos adicionais e domínio de idiomas.
O crescimento pode ocorrer tanto em companhias nacionais quanto internacionais, e profissionais motivados podem alcançar salários superiores conforme avançam para funções de liderança.
Comparação internacional e tendências de mercado
Enquanto no Brasil a carreira de comissário de bordo lidera o ranking, globalmente áreas como atuação, tecnologia e saúde também se destacam. Surge uma tendência de aumento do interesse por profissões ligadas à Inteligência Artificial, veterinária e direito.
Mudanças nas preferências dos jovens quanto à profissão dos sonhos são acompanhadas de perto por companhias aéreas, escolas de aviação e órgãos reguladores, que atualizam constantemente os pré-requisitos e oportunidades do setor aéreo.
Mudanças recentes nas regras para novos comissários
Desde janeiro de 2024, os processos para obtenção da licença ficaram mais flexíveis, facilitando o acesso à carreira. Ainda assim, o mercado valoriza candidatos bem-preparados, com formação reconhecida e habilidades sociais desenvolvidas.
Quem deseja ingressar na área deve acompanhar as normas da Anac e seguir atualizado quanto às exigências dos principais empregadores do setor.
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