A partir do dia 17 de junho, a Caixa libera um pagamento que pode chegar a R$ 1.000, e o quanto cada família recebe depende de quem mora na casa.
A quantia não é um auxílio único nem emergencial: soma uma parcela base a adicionais voltados a famílias com crianças, adolescentes ou gestantes. Os depósitos são escalonados e seguem até o fim do mês, conforme o número do cartão de cada beneficiário.
Confira, a seguir, de qual benefício se trata, quem alcança os R$ 1.000 e quando o dinheiro cai na conta.
De qual benefício se trata o pagamento de R$ 1.000?
O pagamento de R$ 1.000 faz parte do Bolsa Família de junho de 2026, que começa a ser depositado no dia 17 para as famílias com NIS de final 1.
A quantia, porém, não cai para todo beneficiário: ela aparece apenas nas famílias que reúnem, ao mesmo tempo, o piso do programa e quatro adicionais por composição.
Pela Lei nº 14.601/2023, que rege o Bolsa Família, o valor é montado como uma cesta: parte de um piso garantido a todos e cresce conforme as pessoas que moram na casa.
Veja como a conta chega aos R$ 1.000:
- R$ 600 — piso mínimo por família: é o valor base, assegurado a todo beneficiário, independentemente do tamanho da família;
- R$ 300 — dois Benefícios Primeira Infância (BPI): são R$ 150 por criança de até 6 anos, somados ao piso;
- R$ 100 — dois Benefícios Variável Familiar (BVF): são R$ 50 por gestante, nutriz ou jovem de 7 a 18 anos.
A soma das três partes chega a R$ 1.000. É o caso, por exemplo, de uma família com duas crianças de até 6 anos e dois adolescentes matriculados na escola.
Esse é o teto dessa composição, e não a regra geral. A maioria das famílias recebe o piso de R$ 600 ou um valor intermediário, que sobe a cada criança, adolescente ou gestante incluída no Cadastro Único.
Calendário do Bolsa Família: confira as datas de depósitos deste mês
Como o pagamento é escalonado, cada família recebe em um dia diferente, conforme o último número do NIS (Número de Identificação Social), impresso no cartão do programa. Depois do NIS final 1, que abre o calendário, os depósitos seguem pelos demais finais até o dia 30.
Para descobrir o seu dia, basta olhar o dígito final do NIS e localizá-lo na tabela:
| Final do NIS | Data do depósito |
|---|---|
| 1 | 17 de junho (quarta-feira) |
| 2 | 18 de junho (quinta-feira) |
| 3 | 19 de junho (sexta-feira) |
| 4 | 22 de junho (segunda-feira) |
| 5 | 23 de junho (terça-feira) |
| 6 | 24 de junho (quarta-feira) |
| 7 | 25 de junho (quinta-feira) |
| 8 | 26 de junho (sexta-feira) |
| 9 | 29 de junho (segunda-feira) |
| 0 | 30 de junho (terça-feira) |
O depósito fica disponível já na manhã da data indicada, e o dinheiro não tem prazo de validade: se a família não sacar no dia certo, o valor permanece na conta e pode ser movimentado depois.
Como movimentar os valores pagos pelo programa

Não é preciso ir a uma agência para receber. O valor cai automaticamente na Poupança Social Digital, uma conta simplificada que a Caixa abre em nome de cada beneficiário e que funciona inteiramente pelo celular.
A porta de entrada é o aplicativo Caixa Tem, pelo qual a família movimenta o dinheiro sem sair de casa: paga contas e boletos, faz transferências por Pix e compra com o cartão virtual na função débito.
Quem prefere o dinheiro em mãos tem várias opções de saque, todas gratuitas:
- Cartão do Bolsa Família: saca nos terminais de autoatendimento e compra no débito;
- Caixa Tem: gera um código que libera o saque sem cartão nos caixas eletrônicos;
- Lotéricas e correspondentes Caixa Aqui: atendimento presencial, feito com o cartão e a senha.
Antes da data do depósito, o ideal é confirmar quanto vai receber. O valor da parcela e os adicionais ficam disponíveis no aplicativo Bolsa Família, que reúne as informações de cada família cadastrada.
Persistindo a dúvida, o cidadão pode acionar dois canais oficiais e gratuitos: o Disque Social 121, do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social (MDS), disponível em dias úteis, e o telefone 111, da Caixa, voltado a questões sobre o cartão e o saque.
Quem tem direito ao Bolsa Família: confira os critérios
Para receber o Bolsa Família, é preciso cumprir as regras estabelecidas pelo programa, reunidas no portal oficial do MDS.
Em resumo, pode receber a família inscrita no Cadastro Único (CadÚnico) com renda mensal de até R$ 218 por pessoa, que também cumpra os compromissos de saúde e educação. A renda é o total da casa dividido pelo número de moradores.
A inscrição é presencial, e não pela internet. O responsável pela família deve procurar o CRAS ou um posto do Cadastro Único, levando os documentos de todos os moradores:
- CPF ou título de eleitor do responsável;
- Documento de identidade de cada integrante;
- Comprovante de residência atualizado.
Dá para adiantar o atendimento com um pré-cadastro pelo aplicativo do Cadastro Único; depois, a família tem até 240 dias para concluir o registro presencialmente.
Mesmo cumprindo os critérios, a entrada não é automática: o governo seleciona as famílias conforme o orçamento disponível, com prioridade para as mais vulneráveis. A aprovação é avisada por carta ou pelo aplicativo do Bolsa Família.
Regras para continuar recebendo o benefício
Receber o Bolsa Família exige manter três compromissos em dia:
- CadÚnico atualizado: revise os dados a cada mudança de endereço, renda ou composição e, no máximo, a cada 24 meses, no CRAS ou em um posto do Cadastro Único;
- Saúde e educação: garanta a frequência escolar de crianças e adolescentes e o acompanhamento de saúde de gestantes, crianças e nutrizes. O descumprimento pode bloquear o pagamento;
- Mudanças na família: comunique logo o nascimento de um filho ou a chegada de uma gestante, para que os adicionais entrem no próximo depósito.
Conseguir um emprego também não corta o benefício na hora. Pela Regra de Proteção, a família segue recebendo metade do valor por até 12 meses, desde que a renda por pessoa fique entre R$ 218 e R$ 706.
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