O Pé-de-Meia ainda tem um pagamento de R$ 1.000 a liberar, e milhares de estudantes querem saber quando o dinheiro cai.
Circula a informação de que o depósito sairia já nesta segunda-feira, 15 de junho. Porém, a data que vale é outra, definida pela Caixa, banco que paga o programa a estudantes inscritos no Cadastro Único (CadÚnico).
Confira, a seguir, o dia certo do depósito, quem tem direito ao valor e como consultar pendências.
Quando cai o pagamento de R$ 1.000 do Pé-de-Meia
Ao contrário do que muita gente espera, o depósito não acontece em 15 de junho. O valor de R$ 1.000 corresponde ao Incentivo-Conclusão referente ao ano de 2025, pago de forma residual aos estudantes que cumprem os critérios do programa e ainda não haviam recebido o benefício.
Na prática, esse repasse fecha uma pendência: ele garante o dinheiro a quem concluiu o ensino médio em 2025, mas teve o pagamento adiado até a confirmação dos dados pela rede de ensino.
Em vez de 15 de junho, segundo a Caixa, banco que operacionaliza o programa, os depósitos estão programados para o período de 29 de junho a 6 de julho de 2026, organizados pelo mês de nascimento do estudante:
| Mês de nascimento | Data do depósito |
|---|---|
| Janeiro e fevereiro | 29 de junho |
| Março e abril | 30 de junho |
| Maio e junho | 1º de julho |
| Julho e agosto | 2 de julho |
| Setembro e outubro | 3 de julho |
| Novembro e dezembro | 6 de julho |
Vale entender por que essa data foi usada. A janela de 29 de junho a 6 de julho foi definida, originalmente, para o repasse da frequência escolar de 2026, no valor de R$ 200, destinado a quem ainda está cursando o ensino médio.
O MEC, porém, encaixou nessa mesma janela o pagamento residual do Incentivo-Conclusão de 2025, no valor de R$ 1.000, para os estudantes que concluíram o ensino médio naquele ano e ainda não tinham recebido o benefício.
Quais são as regras para receber o Incentivo-Conclusão
Criado para premiar quem chega ao fim da escola, o Incentivo-Conclusão é pago uma vez ao estudante que termina o ensino médio. Para ter direito ao valor de 2025, é preciso reunir três condições:
- Ter concluído o ensino médio em 2025;
- Cumprir os critérios do Pé-de-Meia;
- Estar inscrito no CadÚnico.
O depósito é feito em conta aberta pela Caixa no nome do próprio estudante. Diferentemente das parcelas de frequência, que podem ser usadas durante o curso, esse valor fica retido como uma poupança e só pode ser sacado depois da conclusão de todo o ensino médio.
Entenda o Pé-de-Meia e os outros incentivos

O Pé-de-Meia foi criado pela Lei nº 14.818, de janeiro de 2024, para ajudar o jovem a continuar e terminar o ensino médio na rede pública. Quem cuida do dinheiro é a Caixa: ela abre a conta, quando preciso, e deposita os valores indicados pelo Ministério da Educação (MEC).
Além do Incentivo-Conclusão, o programa paga outros três benefícios:
- Incentivo-Matrícula: R$ 200 por ano, ao se matricular;
- Incentivo-Frequência: R$ 1.800 por ano, em nove parcelas, para quem vai às aulas;
- Incentivo-Enem: R$ 200, em parcela única, para quem faz a prova.
Somando tudo ao longo dos três anos, o estudante pode receber mais de R$ 9 mil.
Outro ponto que facilita: não é preciso se inscrever. O próprio MEC seleciona quem tem direito, e a Caixa abre a conta digital, que é usada pelo aplicativo Caixa Tem.
Calendário do Incentivo Conclusão para os próximos ciclos
Para quem concluir o ensino médio mais adiante, o Incentivo-Conclusão tem datas próprias de pagamento:
- Ensino médio regular: 22 de fevereiro a 1º de março de 2027;
- EJA (Educação de Jovens e Adultos) – 1º semestre de 2026: 24 a 31 de agosto de 2026;
- EJA – 2º semestre de 2026: 22 de fevereiro a 1º de março de 2027.
Como tirar dúvidas e verificar pendências
O atendimento é feito apenas pelos canais oficiais do Ministério da Educação (MEC). É possível ligar para o telefone 0800 616161 ou acessar o portal oficial do programa, na opção “Consulta Pé-de-Meia“.
Por esses canais, o estudante confere se o pagamento foi liberado e se há alguma pendência de dados a ser resolvida pela escola. As datas podem variar conforme o envio das informações pela rede de ensino ao MEC, por isso vale checar com frequência.
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