O ato de arrancar fios de cabelo de forma repetitiva no dia a dia pode ser mais do que um simples hábito. Muitas pessoas não sabem que essa compulsão pode ser um transtorno psicológico grave, que afeta tanto crianças quanto adultos.
Se você percebe esse comportamento em si mesmo ou em alguém próximo, e quer entender melhor suas causas, consequências e opções de tratamento, confira a seguir as principais informações sobre esse quadro.
O que é a tricotilomania?
A tricotilomania é classificada como um transtorno psicológico caracterizado pela compulsão de arrancar cabelos do couro cabeludo ou de outras regiões do corpo.
Segundo o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5), esse transtorno integra os transtornos do controle de impulso, que também envolvem quadros compulsivos.
Quais fatores podem desencadear a mania de arrancar cabelos?
A origem desse comportamento é multifatorial. Fatores emocionais, como ansiedade, estresse intenso, situações de tédio ou frustração, estão entre os principais gatilhos. Do lado biológico, alterações neuroquímicas nos níveis de neurotransmissores, como dopamina e serotonina, também podem desempenhar papel relevante.
Principais sinais e sintomas
A intensidade do comportamento varia, podendo causar falhas perceptíveis, sofrimento ou impacto direto na rotina. Os principais sinais associados à tricotilomania envolvem repetição do ato de arrancar os fios, dificuldade de controlar o comportamento mesmo diante de prejuízos, sensação de tensão anterior ao ato e alívio imediato após arrancar os cabelos.
Em muitos casos, a pessoa tenta esconder falhas capilares usando chapéus ou penteados específicos, e pode sentir vergonha ou evitar situações sociais devido ao problema.
Como a tricotilomania afeta a vida social e emocional?
O impacto da tricotilomania vai além das marcas visíveis. Pessoas afetadas referem prejuízos na autoestima, constrangimento, afastamento social e dificuldades em ambientes de convívio, como escola ou trabalho. Alunos, por exemplo, podem evitar aulas presenciais ou apresentações. Adultos podem limitar sua exposição pública envolvendo eventos e situações sociais. Esse distanciamento tende a agravar sintomas de tristeza e isolamento.
Com o que a tricotilomania pode ser confundida?
A tricotilomania pode ser confundida com condições dermatológicas como alopecia areata, que também causam queda de cabelo, e com o Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC), devido aos comportamentos repetitivos presentes em ambos, embora motivados por fatores diferentes.
Para identificar a tricotilomania, é importante observar se a pessoa apresenta o ato repetitivo de arrancar cabelos para aliviar tensão ou tédio, diferentemente do TOC, onde os comportamentos são motivados por obsessões intrusivas. Além disso, é importante passar por avaliação dermatológica antes de ser encaminhado ao profissional de saúde mental.
Critérios para diagnóstico profissional
De acordo com a psicologia, para que o comportamento seja considerado tricotilomania, os episódios precisam ser recorrentes, difíceis de conter e geradores de sofrimento significativo ou prejuízo funcional. O diagnóstico deve ser confirmado por um profissional de saúde mental, com base em entrevistas clínicas e, quando necessário, avaliação multidisciplinar.
Quando buscar ajuda e superar a compulsão?
Pessoas que identificam sintomas semelhantes à tricotilomania devem procurar acompanhamento psicológico para avaliação e orientação adequada. O acesso ao tratamento depende da gravidade dos sintomas, tempo de evolução do quadro e disponibilidade de rede de apoio.
Se houver prejuízo na autoestima, dificuldades em interações sociais, riscos de infecção ou lesões no couro cabeludo devido ao hábito, a procura por psicólogo ou psiquiatra se torna ainda mais relevante. Quanto antes iniciar o acompanhamento, maiores são as chances de controlar sintomas e retomar a qualidade de vida.
Locais como Centros de Atenção Psicossocial (CAPS), unidades básicas de saúde e consultórios particulares são pontos de referência para iniciar o atendimento.
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