O salário mínimo poderá ter reajuste de 5,9% em 2027, conforme projeção apresentada pelo governo federal na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), e esse aumento impactará diretamente os benefícios do INSS, como aposentadorias, pensões, auxílios e BPC/Loas.
O novo valor, porém, só deve aparecer nos pagamentos realizados a partir de fevereiro — ou seja, os segurados que recebem benefícios equivalentes ao piso do INSS, correspondente ao salário mínimo, verão o reajuste no extrato apenas no segundo mês de 2027.
Por enquanto, o percentual ainda é uma estimativa. O valor definitivo dependerá do fechamento do INPC até novembro de 2026, da aprovação do Orçamento e da publicação do decreto oficial, prevista para ocorrer entre dezembro de 2026 e janeiro de 2027.
Até a confirmação, o reajuste de 5,9% permanece como uma projeção baseada nas regras orçamentárias encaminhadas ao Congresso Nacional. Continue lendo para entender como o aumento poderá afetar os benefícios do INSS.
Valor do salário mínimo (piso) para quem recebe benefício do INSS
Se o reajuste de 5,9% for confirmado, o salário mínimo subirá de R$ 1.621 para R$ 1.717 em 2027. Isso representa um aumento mensal de R$ 96 em relação ao valor atual. O acréscimo anual será de aproximadamente R$ 1.152, considerando os meses com o novo valor.
Caso seja aprovado, o novo salário mínimo, que também corresponde ao piso dos benefícios do INSS, começará a ser pago efetivamente a partir de fevereiro de 2027 aos segurados do instituto e aos beneficiários do BPC/Loas. O reajuste alcançará aposentadorias, pensões, auxílios e o BPC/Loas, já que nenhum benefício pode ter valor inferior ao piso nacional.
Assim, mesmo que o reajuste seja oficializado por decreto entre dezembro de 2026 e janeiro de 2027, o depósito atualizado só aparece no extrato bancário do segurado no segundo mês do ano. Por isso, recomenda-se acompanhar as informações no portal Meu INSS para se certificar do valor recebido.
Aumento para pagamentos acima do salário mínimo

Beneficiários do INSS que recebem acima do piso nacional não têm o mesmo percentual de reajuste aplicado ao salário mínimo. Nesses casos, a correção considera apenas a inflação acumulada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), razão pela qual o aumento costuma ser menor.
Em 2026, por exemplo, os benefícios acima do mínimo foram reajustados em 3,9%, enquanto o piso nacional teve alta de 6,79% em relação ao ano anterior. O teto do INSS para 2027, atualmente fixado em R$ 8.475,55, também só será definido após a divulgação do INPC acumulado, prevista para o fim de 2026.
Por que o reajuste do salário mínimo é maior?
O salário mínimo segue uma política de valorização que combina a inflação medida pelo INPC com o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). Nesse cálculo, a projeção considera cerca de 3,06% de inflação e 2,5% de ganho real, resultando em um reajuste estimado de 5,9%.
Já os benefícios do INSS acima do piso nacional são corrigidos apenas pelo INPC. Essa diferença explica por que o salário mínimo costuma ter aumento maior, garantindo ganho real e ampliando o poder de compra de quem recebe o piso.
Diretrizes e limites do orçamento federal para o reajuste do salário mínimo
A LDO estabelece as metas fiscais, os parâmetros econômicos e as regras para os gastos federais. Com base nessas diretrizes, o governo elaborará o Orçamento de 2027, que deverá ser enviado ao Congresso em agosto.
Para 2027, a proposta prevê superávit primário de 0,5% do PIB, equivalente a R$ 73,2 bilhões. A margem de tolerância é de 0,25 ponto percentual, o que permite resultado de até 0,25% do PIB, ou R$ 36,6 bilhões, sem descumprimento da meta. Em 2026, o objetivo é um superávit de 0,25% do PIB, com possibilidade de resultado zero. Para 2028, a projeção sobe para 1% do PIB.
Em relação aos precatórios, 39,4% das despesas previstas para 2027 serão incluídas na meta fiscal, percentual superior ao mínimo constitucional de 10%. Com isso, R$ 57,8 bilhões ficarão fora do cálculo do resultado primário, o mesmo valor excluído em 2026.
Os parâmetros econômicos para 2027 consideram crescimento do PIB de 2,56%, inflação de 3,04% e taxa Selic acumulada de 10,55% ao ano.
Pelo arcabouço fiscal, as despesas públicas podem crescer, no máximo, 2,5% acima da inflação. Para 2027, o limite total de gastos é de R$ 2,54 trilhões. A LDO também prevê medidas de contenção, como restrições à criação de benefícios tributários e limites para despesas com pessoal. Uma das regras impede que o Executivo proponha aumento dos gastos com servidores superior a 0,6% acima da inflação.
Como conferir o reajuste pelo Meu INSS?
Se o novo piso do INSS for aprovado, o recomendado é acessar o Meu INSS, na web ou aplicativo, após a data de pagamento em fevereiro. No portal, escolha a opção “Extrato de Pagamento” e confira o novo valor creditado. Caso identifique divergência, é possível abrir um pedido de revisão online ou buscar orientação presencial em uma agência do INSS.
Quer ficar por dentro de todas as atualizações sobre salários, INSS e benefícios sociais? Veja mais matérias como esta no Blog Pensar Cursos e acompanhe mudanças que podem impactar seu bolso.
Aproveite e assista ao vídeo abaixo para conferir como usar o Meu INSS:






