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Home Dicas

Orações coordenadas e orações subordinadas: tem diferença? Tem, sim!

Mycarla Oliveira por Mycarla Oliveira
2 de abril de 2025, 09:05h
em Dicas, Português
Não precisar ser difícil – quando usar "entre" e "dentre" no texto (Foto: Unsplash).

Não precisar ser difícil – quando usar "entre" e "dentre" no texto (Foto: Unsplash).

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Quando falamos em construir frases mais complexas, é comum nos depararmos com dois tipos de orações: as coordenadas e as subordinadas. Mas será que há diferença entre elas? A resposta é um sonoro “sim”! Enquanto as orações coordenadas são independentes entre si, as subordinadas dependem uma da outra para que a mensagem fique completa. Deu para entender? Bem, aqui, nós queremos explorar essas diferenças de forma clara e objetiva, para que você nunca mais tenha dúvidas na hora de usá-las. Fique atento!

Leia também: Os temidos mitos gramaticais: saiba reconhecer e combater

As orações coordenadas e orações subordinadas

Na gramática da língua portuguesa, as orações podem ser classificadas em dois grandes grupos: orações coordenadas e orações subordinadas. Esses tipos de oração se diferenciam principalmente pela sua autonomia dentro do enunciado. Enquanto as orações coordenadas possuem sentido completo e podem existir independentemente, as orações subordinadas necessitam de outra oração para que seu significado seja compreendido de forma adequada.

Resumo sobre o assunto

As orações da língua portuguesa podem ser classificadas da seguinte maneira:

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  • Orações coordenadas: são independentes e possuem sentido completo.
    • Dividem-se em assindéticas (sem conjunção) e sindéticas (introduzidas por conjunção).
    • As orações coordenadas sindéticas são classificadas em: aditiva, adversativa, alternativa, conclusiva e explicativa.
  • Orações subordinadas: são dependentes e precisam de uma oração principal para fazer sentido.
    • Dividem-se em substantivas, adjetivas e adverbiais.
    • As orações subordinadas substantivas são: subjetiva, objetiva direta, objetiva indireta, predicativa, completiva nominal e apositiva.
    • As orações subordinadas adjetivas podem ser: explicativas ou restritivas.
    • As orações subordinadas adverbiais podem indicar: causa, comparação, concessão, condição, conformidade, conseqüência, finalidade, proporção ou tempo.

Orações coordenadas

As orações coordenadas são aquelas que apresentam sentido completo e não dependem de outra oração para serem compreendidas. Elas podem aparecer isoladas ou conectadas a outras orações através de conjunções coordenativas. Observe o exemplo:

Exemplo: não fui avisado sobre a reunião, mas compareci mesmo assim.

Nesse enunciado, há duas orações: “não fui avisado sobre a reunião” e “mas compareci mesmo assim”. Ambas possuem sentido completo e poderiam ser separadas por um ponto sem perder a compreensão.

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Tipos de orações coordenadas

Como veremos logo abaixo, elas podem ser classificadas em dois tipos principais:

1. Coordenadas assindéticas

Essas orações não são introduzidas por conjunção, aparecendo de forma sequencial sem conectores explícitos.

Exemplo: acordei cedo, tomei café, saí para o trabalho.

No exemplo acima, há três orações independentes, separadas apenas por vírgulas, sem nenhuma conjunção ligando-as.

Orações coordenadas e orações subordinadas: tem diferença? Tem, sim! (Foto: Unsplash).
Orações coordenadas e orações subordinadas: tem diferença? Tem, sim! (Foto: Unsplash).

2. Coordenadas sindéticas

As orações coordenadas sindéticas são introduzidas por conjunções coordenativas. Elas se subdividem em cinco categorias:

  • Aditiva: expressa acréscimo de informação.
    • Exemplo: estudei bastante e passei na prova.
  • Adversativa: indica uma oposição ou contraste entre as orações.
    • Exemplo: queria sair, mas estava chovendo.
  • Alternativa: expressa opções ou possibilidades.
    • Exemplo: ou você estuda, ou você não passa.
  • Conclusiva: apresenta uma conclusão em relação à oração anterior.
    • Exemplo: estava muito cansado, portanto fui dormir cedo.
  • Explicativa: introduz uma justificativa ou explicação.
    • Exemplo: não saia tarde, porque está perigoso.

A compreensão das orações coordenadas e subordinadas é fundamental para a construção de textos coesos e bem estruturados. O domínio dessas estruturas auxilia na clareza da comunicação escrita e oral, garantindo que as mensagens sejam transmitidas com precisão e eficácia.

Classificação Relação Estabelecida Exemplo
Aditiva Adição Malhei bastante e fiquei cansado.
Adversativa Oposição Malhei bastante, mas não me cansei.
Alternativa Alternância Ou malho cedo, ou descanso.
Conclusiva Consequência Malhei bastante, então fiquei cansado.
Explicativa Causa Fiquei cansado porque malhei bastante.

O que são orações subordinadas?

Na gramática, as orações subordinadas são aquelas que dependem de outra oração para que o enunciado tenha sentido completo. Diferentemente das orações independentes, que podem existir sozinhas sem comprometer a compreensão, as subordinadas precisam estar ligadas a uma oração principal para que sua mensagem seja clara.

Exemplo:

Oração subordinada + oração principal

“Mesmo sem ser convidado para a festa, decidi ir assim mesmo.”

Nesse exemplo, podemos identificar duas orações. A primeira, “Mesmo sem ser convidado para a festa”, não apresenta sentido completo sozinha, sendo necessária a continuação da sentença para que a ideia se complete. Já a segunda, “decidi ir assim mesmo”, pode ser compreendida de forma isolada, o que a caracteriza como uma oração principal. Como as orações subordinadas não possuem autonomia semântica, não podem ser separadas da principal por um ponto final, pois isso comprometeria a coerência da mensagem.

Quais são os tipos?

As subordinadas podem ser classificadas em três categorias principais, de acordo com sua função na estrutura do período:

  • Subordinadas substantivas

  • Subordinadas adjetivas

  • Subordinadas adverbiais

As subordinadas substantivas

As orações subordinadas substantivas exercem a função de um substantivo dentro da estrutura do enunciado. Elas se ligam à oração principal desempenhando papéis como sujeito, objeto direto, objeto indireto, complemento nominal, predicativo ou aposto.

Além disso, elas podem ser introduzidas por conjunções subordinativas integrantes, como “que” e “se”, ou mesmo por pronomes e advérbios interrogativos. Dependendo da relação estabelecida com a oração principal, essas orações podem ser classificadas em seis tipos diferentes.

Classificação Relação estabelecida Exemplo
Subjetiva Tem função de sujeito em relação à oração principal É essencial que o diálogo se estabeleça.
Objetiva direta Tem função de objeto direto em relação à oração principal Eu espero que você passe no exame.
Objetiva indireta Tem função de objeto indireto em relação à oração principal O professor duvida de que os alunos tenham estudado para a prova.
Predicativa Tem função de predicativo do sujeito em relação à oração principal A verdade é que ele está muito doente.
Completiva nominal Tem função de complemento nominal em relação à oração principal Tenho a certeza de que ele virá.
Apositiva Tem função de aposto em relação à oração principal Minha esperança era uma só: que terminássemos o projeto a tempo.

 

Mycarla Oliveira, especialista em língua portuguesa, no portal Pensar Cursos, também detalha sobre “Criar filhos leitores – 4 dicas para incentivar a leitura“, pois isso estimula a criatividade, melhora o desempenho escolar e fortalece o vínculo familiar.

Tags: dúvidas de portuguêsGramáticaLíngua Portuguesaortografia
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Mycarla Oliveira

Mycarla Oliveira

Formada em Letras – Língua Portuguesa e Literaturas pela UFRN desde 2021, atuo como escritora de contos e de romances há mais de uma década e, por isso, também trabalho como ghostwriter. Sempre lado a lado com a escrita, estou presente no ramo de revisão, redação e edição de textos.

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