Você sabia que milhões de brasileiros que dependem do pagamento mensal do INSS permanecem todos os anos à margem do abono natalino?
Fique atento: mais de 6 milhões de pessoas não receberão o 13º salário do INSS, mesmo sendo contempladas todo mês por benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social.
Essa realidade desafia expectativas e exige atenção redobrada de quem depende desse recurso para o sustento familiar.
Por que o 13º salário do INSS é tão esperado?
O abono anual pago pelo INSS representa um suporte importante para milhões de aposentados e pensionistas em todo o país.
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O chamado 13º salário do INSS normalmente é liberado em duas parcelas: a primeira com 50% do valor, sem descontos, e a segunda com eventuais deduções, como imposto de renda, entregues nos meses de abril e maio — especialmente nos últimos anos, com a política de antecipação iniciada em 2020 durante a pandemia de Covid-19.
O impacto desse pagamento é sentido principalmente por famílias que dependem da renda do INSS para despesas como alimentação, remédios e contas básicas.
Por isso, o calendário de liberação dessas parcelas é sempre motivo de grande atenção, movimentando expectativas e planejamentos por parte dos beneficiários.
Como funciona o pagamento do abono anual do INSS?
O INSS realiza o pagamento do 13º salário de modo automático, sem necessidade de qualquer solicitação adicional dos beneficiários.
O valor é depositado diretamente na conta cadastrada, de acordo com o número final do benefício, obedecendo ao calendário anual divulgado pelo próprio INSS. Isso garante praticidade e previsibilidade, características importantes para quem depende dessa renda.
A primeira parte do pagamento costuma ocorrer no primeiro semestre, enquanto a segunda parcela é tradicionalmente liberada no início do segundo semestre — a menos que o governo federal opte, como tem feito recentemente, por antecipar integralmente o repasse. Essas decisões são amplamente divulgadas pelos canais oficiais do governo e pelo INSS.
Quem tem direito ao 13º salário do INSS?
O direito ao abono anual se estende a aposentados, pensionistas por morte, pessoas que recebem auxílio por incapacidade temporária, auxílio-acidente ou auxílio-reclusão.
Ou seja, é um benefício que contempla quem contribuiu para o sistema previdenciário durante a vida laboral, estabelecendo vínculo com a Previdência Social e, assim, acesso ao adicional de renda ao final do ano.
No entanto, existe uma importante exceção que atinge um grupo considerável da população: nem todos que recebem recursos do INSS estão incluídos na lista dos que podem contar com o 13º salário no final do ano.
Por que milhões de pessoas não recebem o 13º salário do INSS em 2026?
Mais de 6 milhões de brasileiros, entre eles idosos com 65 anos ou mais e pessoas com deficiência de baixa renda, fazem parte de uma faixa populacional que não é contemplada pelo abono anual do INSS.
Os beneficiários do chamado Benefício de Prestação Continuada (BPC), apesar de receberem mensalmente um valor equivalente a um salário mínimo, permanecem de fora do 13º salário em 2026.
Essa situação ocorre porque este auxílio que esse público recebe é de natureza assistencial — e não previdenciária. O objetivo é garantir a sobrevivência de quem tem renda familiar muito baixa e não possui meios próprios para o sustento.
Diferentemente das aposentadorias e pensões, não há contribuição anterior ao INSS: o pagamento é feito pelo governo federal com base em critérios sociais e de vulnerabilidade.

A diferença entre benefício assistencial e previdenciário
Os benefícios assistenciais são pagos independentemente de contribuição, destinados a amparar pessoas em extrema necessidade social.
Já os benefícios previdenciários são fruto de contribuições ao sistema de seguridade, dando ao trabalhador direitos como aposentadorias, pensões e também ao abono anual.
Assim, apenas quem se enquadra dentro das regras da previdência social, com histórico de recolhimento, pode contar com o 13º salário do INSS.
Como consultar pagamentos e novidades do INSS para 2026?
Quem recebe benefícios pelo INSS, seja de natureza assistencial ou previdenciária, pode acompanhar todas as informações sobre pagamentos, datas e possíveis antecipações diretamente nos canais oficiais do Instituto.
O site do INSS e o aplicativo Meu INSS são plataformas confiáveis para acessar essas novidades, evitando cair em golpes ou informações desencontradas.
Mesmo sem direito ao 13º em 2026, é fundamental que todos os beneficiários estejam atentos ao calendário, ao valor dos depósitos e às comunicações oficiais. Dessa forma, evitam dúvidas e planejam melhor seu orçamento, respeitando as regras de cada modalidade de benefício.
Perspectivas futuras: existe chance de mudança?
Até o momento, não há indicações oficiais de mudança para o abono dos beneficiários assistenciais para 2026. Qualquer alteração exige projeto de lei e aprovação no Congresso Nacional, além de previsão orçamentária, sobretudo em um contexto de limitações fiscais.
Fique atento aos debates legislativos e acompanhe notícias para se atualizar caso surja alguma proposta de ampliação dos direitos desse público.
Enquanto isso, entidades sociais e representantes políticos discutem possibilidades para tornar a renda dessas famílias menos vulnerável a oscilações. Para quem depende do benefício, manter-se informado é fundamental para não ser surpreendido e buscar alternativas de apoio quando possível.
O que fazer se você não receber o 13º salário do INSS?
Se você faz parte do grupo que não terá direito ao abono em 2026, procure organizar o orçamento mensal prevendo que não haverá esse depósito extra.
Avalie programas sociais complementares, como benefícios estaduais ou municipais, ou consulte organizações de defesa dos direitos para buscar orientação e, caso necessário, acione o canal da ouvidoria da Previdência Social para esclarecimentos.
Informação e planejamento são aliados essenciais para atravessar com mais tranquilidade os períodos do ano que costumam exigir despesas extras, principalmente para quem não conta com o abono tradicional dos segurados do INSS.
Para conferir mais sobre o 13º salário do INSS, assista ao vídeo abaixo e acesse a página inicial do Blog Pensar Cursos.















