Muita gente sente falta daquele fim de tarde mais longo, principalmente quando lembra da facilidade para aproveitar o dia. O assunto volta a despertar curiosidade: será que o horário de verão vai voltar em 2026?
O tema ganhou força entre especialistas e governo, com possíveis mudanças que podem afetar desde o uso de energia até o funcionamento de diversos setores. Quer entender o que está em pauta, quais as chances reais e o que isso muda para você? Continue lendo e confira!
Motivações técnicas e mudanças nos objetivos
Quando surgiu, em 1985, o horário de verão era pensado principalmente para economizar energia, aproveitando melhor a luz natural nos finais de tarde. Desde 2019, a medida está suspensa. Atualmente, a prioridade seria outra: deslocar o pico de consumo de energia para períodos ainda com incidência solar, facilitando a utilização de fontes renováveis.
O ONS (Operador Nacional do Sistema) publicou, em 2024, análise apontando que a medida poderia ampliar o aproveitamento solar e eólico. O estudo indicou redução de até 2,9% da carga máxima. Ou seja, além da economia, o novo objetivo é facilitar a integração de energias renováveis ao sistema elétrico, tornando o atendimento à demanda mais eficiente.
O que está sendo discutido sobre o horário de verão em 2026?

Com a sugestão do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), a possível volta do horário de verão em 2026 entrou na agenda do Ministério de Minas e Energia (MME), conforme revelou o diretor de Planejamento do órgão, Alexandre Zucarato. A decisão depende do governo federal porque afeta não só o sistema elétrico, mas também outros setores importantes da economia.
Os estudos recentes sobre a adoção da medida não levaram à sua volta. Agora, existe um novo olhar para o horário de verão, que precisará passar por avaliações políticas e técnicas. Segundo Zucarato, a necessidade em 2026 pode estar ligada a fatores eleitorais, já que a decisão envolve repercussão ampla.
Impactos para setores econômicos e alternativas em avaliação
Reflexos na economia e setores envolvidos
Segundo Luiz Carlos Ciocchi, ex-diretor-geral do ONS, é fundamental pesar prós e contras. O horário de verão pode beneficiar setores como turismo, mas trazer transtornos para áreas como transportes e aviação. Essas complexidades fazem com que a avaliação do retorno vá além da esfera técnica e seja tema de discussões políticas e econômicas.
Medidas paralelas e o papel do TCU
O TCU (Tribunal de Contas da União) sugeriu que o MME avalie o horário de verão como alternativa ao LRCAP (Leilão de Reserva de Capacidade na forma de Potência), previsto para 2026. Essa análise faz parte das ações voltadas para garantir o fornecimento de energia, especialmente nos meses de maior demanda, entre outubro e dezembro.
O cenário energético
De acordo com Alexandre Zucarato, a transição entre o período de chuvas e o período seco em 2026 representa um desafio técnico. Isso porque a maior parte da geração de energia elétrica depende da disponibilidade hídrica e do atendimento aos picos de carga, principalmente no fim de tarde.
Recentemente, foi observado crescimento de cerca de 3 GW na carga durante o pico — o que torna necessário planejar alternativas, especialmente se o volume de chuva não contribuir para elevar os níveis dos reservatórios.
Outras ações em análise para garantir energia em 2026
O MME lidera um grupo de análises para 2026 com a chamada Agenda Eletroenergética, reunindo 27 possíveis medidas. Entre as ações, além do horário de verão, estão:
- Antecipação do LRCAP;
- Ampliação do uso do reservatório intermediário da UHE Belo Monte;
- Redução da vazão do rio Paraná;
- Extensão da oferta flexível das termelétricas;
- Incentivos ao consumo inteligente, especialmente por grandes consumidores.
Todas essas propostas serão consideradas pelo CMSE (Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico) e pelo próprio MME, conforme o cenário de demanda do Sistema Interligado Nacional evoluir ao longo do ano.
E o que você pode esperar?
Por enquanto, a possibilidade de retorno do horário de verão em 2026 segue em estudo. O governo avalia a medida ao lado de outras opções, com decisões previstas conforme a evolução do setor e os desafios do clima.
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