Mais de 49 milhões de pessoas já possuem a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN), mas o governo quer ir muito além: a meta é chegar a 130 milhões até o final de 2026. Para acelerar esse processo, o Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos anunciou o repasse de R$ 44,25 milhões para quatro estados. Os recursos fazem parte de um programa inédito voltado a áreas remotas e populações vulneráveis.
Confira abaixo para onde vão os recursos, quantas emissões são esperadas, por que a CIN é tão importante e como fazer a sua.
O que disse a ministra?
A ministra da Gestão, Esther Dweck, destacou que a nova carteira é fundamental para combater fraudes. Segundo ela, muitas pessoas só descobrem que tiveram documentos usados indevidamente quando alguém abre um crediário em seu nome, e o sistema antigo do RG facilitava esse tipo de golpe.
A ministra reforçou que a CIN é dez vezes mais segura que o RG antigo e que todos os brasileiros precisarão fazer a troca futuramente. Com os novos recursos, a expectativa é alcançar regiões onde a população ainda tem dificuldade de acesso a postos de atendimento.
Por que a CIN é tão importante?
A Carteira de Identidade Nacional resolve um problema: com o antigo RG, uma mesma pessoa podia ter até 27 números diferentes de identidade, um por estado, abrindo espaço para fraudes e duplicidades.
A CIN utiliza o CPF como número único de identificação em todo o território, possui QR Code para validação eletrônica rápida e padrão internacional MRZ, que permite o uso como documento de viagem em países do Mercosul. Além disso, a CIN é condição para acessar a conta Ouro no Gov.br, que dá acesso a mais de 4.600 serviços digitais federais e mais de 8 mil serviços de estados e municípios.
CIN e benefícios sociais
A importância da CIN vai além da identificação. A partir de maio de 2026, novos beneficiários de programas sociais que não possuírem biometria cadastrada precisarão emitir a CIN para ter acesso aos benefícios.
A partir de janeiro de 2027, todas as renovações e novas concessões de documentos exigirão biometria. E, a partir de janeiro de 2028, a CIN será a única base biométrica aceita para novos benefícios e renovações. O governo garantiu, porém, que não haverá bloqueio automático de pagamentos durante a transição.
Quais estados recebem os recursos?
Os R$ 44,25 milhões serão transferidos para quatro estados através do Programa Nacional de Fomento à Gestão e Emissão da Carteira de Identidade Nacional (Procin). A Bahia foi o primeiro estado a receber o repasse, durante o Encontro Estadual de Prefeitos em Salvador:
| Estado | Valor | Emissões previstas | Foco |
| Bahia | R$ 13,45 mi | 2,74 milhões | Áreas remotas e vulneráveis |
| Maranhão | R$ 12,83 mi | 1,87 milhão | Capilaridade regional |
| Amazonas | R$ 10,11 mi | 1,05 milhão | Comunidades ribeirinhas |
| Amapá | R$ 7,84 mi | 83,8 mil | Acesso a áreas isoladas |
O governo informou que outras unidades da federação poderão ser contempladas em breve, conforme a demanda e a capacidade de emissão de cada estado.
Quantas CINs já foram emitidas?
O Piauí lidera o ranking proporcional, com mais de 27% da população com o documento. A produção atual é de aproximadamente 1,8 milhão de emissões por mês, e o governo pretende ampliar esse ritmo por meio de incentivos do Fundo Nacional de Segurança Pública, parcerias com a Caixa Econômica Federal e o repasse de recursos direto aos estados. A meta de 130 milhões até o final de 2026 representa quase dois terços da população brasileira.
Como emitir a sua CIN?
O processo é simples e a primeira via é gratuita em todo o Brasil. O cidadão deve acessar o site do Governo Federal e agendar o atendimento no Instituto de Identificação do seu estado. No dia marcado, é preciso comparecer com certidão de nascimento ou casamento (original e legível), CPF regularizado e comprovante de residência.
No local, serão coletadas as digitais dos dez dedos, a fotografia e a assinatura. Após a emissão do documento físico, a versão digital fica disponível automaticamente no aplicativo Gov.br, na carteira de documentos.
Até quando o RG antigo vale?
O antigo RG continua válido até 28 de fevereiro de 2032. A partir dessa data, apenas a CIN, a CNH e o passaporte serão aceitos como documentos de identidade no Brasil.
A CIN tem validade que varia conforme a idade: 5 anos para quem tem de 0 a 11 anos, 10 anos para quem tem de 12 a 59 anos e validade indeterminada para maiores de 60 anos. Quem emite agora evita filas futuras e já garante um documento moderno, seguro e aceito em todo o território nacional e no Mercosul.
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