Você já ficou em dúvida sobre qual forma usar: “chapéus” ou “chapéis”? E quanto à palavra “xarope”: será que existe “charope”? Essas dúvidas são bastante comuns entre quem deseja escrever melhor e compreender as regras de plural e ortografia da língua portuguesa.
A seguir, você vai descobrir quais são as formas corretas segundo a norma-padrão e entender os motivos gramaticais por trás dessas palavras.
Diferença entre “xarope” e “charope”
Entre as formas xarope e charope, somente xarope está correta na língua portuguesa. A palavra, de origem árabe, é classificada como um substantivo masculino e se refere a um líquido viscoso, adoçado, geralmente utilizado como medicamento ou ingrediente culinário. “Charope” não existe nas normas do idioma oficialmente adotadas no Brasil e deve ser evitada em qualquer situação formal ou escolar.
No cotidiano, “xarope” também pode agir como adjetivo, atribuindo a alguém ou algo um tom de enfado, aborrecimento ou insistência exagerada. Além disso, existe o verbo “xaropar”, que remete ao ato de medicar (com xarope) ou mesmo de importunar alguém de maneira contínua.
Exemplos de uso de “xarope”
- O médico recomendou um xarope natural contra a tosse.
- A receita pede xarope de açúcar para dar brilho à sobremesa.
- Ele ficou xarope com tantas reclamações repetidas.
- Xarope seu irmão para ele estudar para a prova.
Plural de “chapéu”
O plural correto de chapéu é chapéus. Não se utiliza “chapéis” em hipótese alguma, pois esse formato não segue a norma culta da língua. A confusão ocorre devido à variedade de regras para a formação do plural em português, especialmente com palavras terminadas em “-el”, “-al” ou “-eu”.
O termo “chapéu” é terminado em ditongo “-éu”. Segundo a regra, substantivos com essa terminação formam o plural acrescentando apenas “s” ao final da palavra. Isso significa que outras palavras semelhantes, como troféu, véu e céu, também adotam esse padrão: troféus, véus, céus.
Exemplos com o plural “chapéus”
- Os chapéus estavam organizados na prateleira central.
- No casamento, muitas senhoras usavam chapéus elegantes.
- Conheço pessoas que colecionam chapéus de diferentes estilos.

Imagem: Blog Pensar Cursos
Por que as dúvidas surgem?
Muitas incertezas em relação à grafia e ao plural vêm das regras variadas do português e de influências do uso informal. É comum associar certas terminações de palavras a outros padrões sem verificar a regra gramatical. Por exemplo, “papel” tem plural “papéis” devido ao final “-el”, mas “chapéu” segue o modelo do ditongo “-éu”, mudando apenas com um “s” no plural.
No caso de “xarope”, a ocorrência do som “ch” antes de “ar” em vocábulos faz as pessoas cogitarem “charope” como possível, mas a procedência da palavra não admite essa grafia. O erro se perpetua por transmissão oral, mas está sempre incorreto em qualquer registro.
Verbo “xaropar” e usos no cotidiano
Além de substantivo e adjetivo, existe o verbo “xaropar”, utilizado para relatar o ato de tratar com xarope ou de aborrecer insistentemente alguém. A conjugação desse verbo reforça o uso correto do termo “xarope”, inclusive em formas verbais:
- Presentes: (que eu) xarope, (que ele/ela) xarope
- Imperativo: xarope ele agora!
Palavras com finais parecidos: como diferenciar o plural?
A melhor forma de não errar é identificar o padrão de formação do plural de cada grupo. Palavras terminadas em “-eu” (com ditongo) recebem apenas “s”. Já aquelas de final “-el”, “-ol”, ou “-ul”, mudam a vogal e acrescentam “-éis”, “-óis” e “-uis”, respectivamente.
Outros exemplos:
- troféu → troféus
- céu → céus
- pastel → pastéis
- anzol → anzóis
- azul → azuis
Dicas práticas para nunca mais errar
- Memorize a associação: “-éu” → “-éus” (chapéu → chapéus).
- Lembre-se: “xarope” é sempre com “x” no início.
- Recorra ao dicionário sempre que surgir incerteza.
- Evite analogias sem base, pois nem sempre as palavras seguem o mesmo padrão.
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