A versão digital da Carteira de Identidade Nacional (CIN) pode ser usada como documento oficial direto no celular, pelo aplicativo GOV.BR.
Até 12 de junho, 55,8 milhões de pessoas já haviam emitido a nova carteira, segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública. Parte delas, porém, ainda não acessou a versão digital disponível na plataforma.
Confira, a seguir, o que a CIN digital reúne em um só lugar, como baixar o documento no celular e que cuidados tomar para não cair em golpes durante o acesso.
Quais documentos a Carteira de Identidade digital reúne
A principal vantagem da versão digital é juntar documentos em um só lugar, o que dispensa carregar vários cartões. Além de identificar o cidadão, a CIN pode concentrar, num único acesso pelo celular, os seguintes registros:
- Título de Eleitor;
- Carteira Nacional de Habilitação (CNH);
- Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS);
- identidade funcional e certificado militar;
- Número de Identificação Social (NIS);
- Número de Identificação do Trabalhador (NIT);
- números dos programas PIS e Pasep.
Para que esses dados apareçam na carteira, os documentos precisam ser apresentados no momento da solicitação da CIN. A inclusão é opcional e depende do interesse de cada cidadão em concentrar os registros.
Como acessar a versão digital no celular
A versão digital só fica disponível depois da emissão do documento físico, e o passo a passo é simples:
- Receba a carteira impressa, emitida no posto de identificação do seu estado.
- Baixe e abra o aplicativo Gov.br no celular, sem precisar voltar ao posto.
- Acesse a seção carteira de documentos, onde a CIN digital aparece pronta para uso na tela.
A primeira via da carteira é gratuita, e a versão digital é liberada logo após a entrega do documento impresso, sem custo extra.
Na prática, reunir tudo em um só app facilita o dia a dia: o cidadão usa a CNH digital ao dirigir, apresenta o título na votação ou comprova o vínculo de trabalho pela CTPS, tudo pela tela do celular, sem depender dos cartões físicos.
O que muda com a identidade digital
A CIN substituiu o antigo Registro Geral (RG) e adotou o CPF como número único de identificação, conforme o Decreto nº 10.977, de 23 de fevereiro de 2022. Com a mudança, um só número passa a valer em todo o país, tanto na versão física quanto na digital.
Na prática, a nova carteira serve como identificação em viagens, na entrada de shows e eventos e em qualquer situação que exija comprovar quem é a pessoa. Por reunir os dados do cidadão em um único cadastro, também funciona como porta de entrada para serviços públicos e benefícios sociais.
Para estimular o uso da versão digital, o governo federal passou a enviar avisos pelo WhatsApp e pela Caixa Postal do GOV.BR, voltados a quem emitiu a carteira, mas ainda não a acessou no aplicativo.
Até quando emitir a nova carteira de identidade
A troca do RG antigo pela CIN é obrigatória, mas não imediata. Segundo o portal gov.br, a substituição é gradual e os prazos mudam conforme o perfil do cidadão:
- População em geral: o RG antigo vale até 28 de fevereiro de 2032; a partir de 1º de março de 2032, a CIN passa a ser obrigatória.
- Beneficiários de programas sociais: quem recebe aposentadoria, pensão, Bolsa Família ou BPC deve converter o documento até 2027, sob risco de precisar da CIN para manter o benefício a partir de 2028.
- Pessoas com 60 anos ou mais: seguem isentas da troca obrigatória.
A emissão fica a cargo dos institutos de identificação de cada estado. Por isso, o prazo exato para regularizar e os procedimentos variam conforme a unidade da federação, e a orientação é acompanhar os canais oficiais do órgão estadual antes de agendar.
Quem ainda não emitiu a carteira pode verificar onde solicitar em seu estado pela página oficial do Governo Digital.
Se deseja acompanhar mais notícias e informações detalhadas sobre serviços públicos, acesse o Blog Pensar Cursos e confira outras atualizações sobre documentos digitais, benefícios e direitos do cidadão.
Mais detalhes podem ser conferidos no vídeo a seguir:






