Uma mudança pouco divulgada pode transformar a rotina financeira de segurados do INSS que enfrentam dificuldades para executar tarefas básicas no dia a dia. Na prática, quem recebe R$ 1.621,00 pode passar a receber R$ 2.026,25 por mês.
Muitos aposentados elegíveis ainda desconhecem esse direito, e o valor extra não está atrelado a revisões periódicas nem ao reajuste anual aplicado pela Previdência Social.
O complemento foi criado para atender segurados que dependem de cuidados constantes de terceiros, sendo indispensável entender a quem se aplica, como funciona o pedido e quais documentos são exigidos. Quer saber se você tem direito? Continue a leitura!
O que é o complemento na aposentadoria do INSS?
O benefício adicional, também denominado acréscimo para assistência de terceira pessoa, é destinado a segurados já aposentados que passam a depender de outra pessoa para realizar atividades rotineiras, como higiene pessoal, alimentação ou deslocamento.
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Esse recurso extra, vinculado ao sistema previdenciário, pode ser requerido por segurados com aposentadoria por invalidez em tramitação ou já concedida. O complemento atende, sobretudo, quem convive com enfermidades graves, restrições físicas de caráter permanente ou quadro de acamamento devidamente comprovado por documentação médica.
Quem pode receber o aumento no benefício do INSS?
A possibilidade do complemento abrange aposentados do INSS com limitações severas que precisam de suporte de outras pessoas para as atividades do cotidiano.
As condições que conferem elegibilidade, segundo avaliação pericial, incluem:
- Ausência total de visão;
- Amputação de nove ou mais dedos das mãos;
- Paralisia completa nos dois braços ou nas duas pernas;
- Perda das pernas sem viabilidade de uso de prótese;
- Perda de uma das mãos e dois pés, ainda que com possibilidade protética;
- Perda de um braço e uma perna quando a adaptação protética for inviável;
- Comprometimento mental grave que dificulte autocuidado, organização ou tomada de decisões;
- Enfermidade que resulte em acamamento contínuo;
- Incapacidade definitiva para atividades essenciais da vida diária.
A decisão final depende de avaliação realizada por médico perito do INSS e, na sequência, da validação do supervisor de perícias.

Qual é o valor do benefício com o complemento?
Por regra, nenhuma aposentadoria por invalidez do INSS pode ser inferior ao salário mínimo nacional, que em 2026 corresponde a R$ 1.621,00. Esse é o piso garantido a qualquer segurado que tenha o benefício aprovado.
Para quem recebe esse valor-base e obtiver a aprovação do acréscimo de 25%, o pagamento mensal passa a ser de R$ 2.026,25. O cálculo incide automaticamente sobre o benefício principal, sem tributação específica sobre essa parcela adicional.
Vale destacar que o benefício pode ser superior a R$ 1.621,00 e, nesses casos, o complemento acompanha proporcionalmente o valor recebido.
Veja alguns exemplos:
| Benefício atual | Com acréscimo de 25% |
|---|---|
| R$ 1.621,00 | R$ 2.026,25 |
| R$ 2.000,00 | R$ 2.500,00 |
| R$ 3.000,00 | R$ 3.750,00 |
| R$ 5.000,00 | R$ 6.250,00 |
| R$ 8.475,55 | R$ 10.594,44 |
Ou seja, quanto maior for o benefício, maior será o valor do complemento recebido mensalmente.
Além disso, o montante final varia conforme o motivo da incapacidade e o tempo de contribuição do segurado, podendo chegar a patamares bem mais elevados.
Documentos necessários para solicitar o complemento
A solicitação é feita de forma digital, mas exige a apresentação de documentos pessoais e comprobatórios. Tenha em mãos:
- Documento de identificação: RG, CIN, CNH ou Carteira de Trabalho;
- Cadastro de Pessoa Física (CPF);
- Laudos médicos originais: atestados, relatórios e exames que evidenciem a condição;
- Procuração e documentos do responsável legal, quando aplicável;
- Documentação médica atualizada, preferencialmente com CID e descrição das limitações funcionais.
Como pedir o complemento pelo INSS: passo a passo digital
Todo o processo pode ser concluído sem necessidade de deslocamento, por meio das plataformas digitais oficiais da Previdência:
- Acesse o site ou aplicativo Meu INSS ou instale o aplicativo disponível no Google Play ou App Store;
- Insira CPF e senha de acesso;
- No campo de busca, digite “acréscimo de 25%”;
- Selecione o serviço indicado;
- Anexe os documentos requeridos e siga as instruções do sistema até concluir o pedido.
Durante a análise, o segurado poderá ser convocado para perícia médica ou avaliação social presencial. Caso o sistema apresente instabilidade, o telefone 135 pode ser utilizado para agendamento.
Prazos de análise e resposta do INSS
O prazo estimado para conclusão do processo é de até 45 dias corridos. O acompanhamento e o resultado podem ser consultados no Meu INSS, na seção “Consultar Pedidos”.
Quem for convocado para perícia presencial deve comparecer à unidade indicada portando documentos médicos originais e identificação válida. O serviço é integralmente gratuito.
Situações especiais e exceções
O benefício é exclusivo para aposentados vinculados ao INSS ou segurados em processo de análise para aposentadoria por invalidez.
Pensionistas e beneficiários de outros auxílios não têm direito automático ao complemento. Em caso de negativa, o segurado pode apresentar recurso administrativo ou buscar atendimento presencial para revisão do processo.
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E agora, confira a seguir um vídeo sobre o INSS:












