Aquelas pontadas leves nas mãos ao fim do dia podem custar sua carreira. O que muitos ignoram como “apenas cansaço” é, na verdade, o corpo gritando por socorro antes de uma lesão incapacitante. Entenda por que ignorar esses pequenos alertas é o caminho mais rápido para a LER, a condição que lidera o ranking de afastamentos trabalhistas no Brasil, e saiba como interromper esse ciclo hoje mesmo.
Por que LER e DORT são considerados problemas de saúde pública?
LER (Lesões por Esforço Repetitivo) e DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho) afetam cerca de 15 milhões de brasileiros, segundo dados do Tribunal Regional do Trabalho da 7ª Região (TRT-CE). Entre 2024 e 2026, essas condições se mantêm entre os principais motivos de concessão de benefícios previdenciários, superadas apenas por acidentes de trânsito. O avanço desses quadros está ligado a ambientes de alta pressão por resultados e a tarefas que exigem movimentos repetitivos, em especial em setores administrativos, bancários, teleatendimento e comércio.
Os sinais de LER: como identificar e agir rapidamente
Os primeiros sintomas de LER surgem de modo discreto: sensação de peso, dor leve ou desconforto nos punhos, mãos, braços, ombros e pescoço, quase sempre no final do expediente. Muitos tentam ignorar, acreditando tratar-se apenas de fadiga comum. O risco aumenta quando a dor se repete e persiste após o trabalho, pois sinaliza sobrecarga do sistema musculoesquelético.
Formigamento ou dormência nos dedos, especialmente quando surgem durante as atividades ou logo ao acordar, indicam que nervos estão sendo comprimidos. Esse sinal não deve ser normalizado, já que aponta para lesões em estágio inicial.
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Outra evidência precoce é a perda de força — dificuldade para segurar objetos pequenos, sensação de fraqueza ou tremor mesmo em ações cotidianas. Perceber que tarefas simples se tornam difíceis é um alerta direto do corpo sobre a necessidade de pausa e reavaliação das condições de trabalho.
Ambiente sob pressão acelera o adoecimento
Fatores como metas agressivas, intervalos irregulares e cobrança constante impedem que o corpo se recupere adequadamente. Segundo Karoline Monteiro, CEO do Monteiro AKL Advocacia Especializada, priorizar produtividade sem respeitar limites fisiológicos expõe o trabalhador ao risco elevado de adoecimento. A organização do trabalho tem impacto direto no quadro: quanto menores as oportunidades para pausas e alongamentos, mais rápido evolui o processo de lesão.
O que fazer ao identificar os primeiros sinais de LER/DORT?
- Pare e adapte: Não continue com movimentos repetitivos se perceber dor, formigamento ou fraqueza. Pequenas mudanças evitam o agravamento.
- Implemente pausas regulares: Alternar tarefas e programar intervalos reduz a sobrecarga muscular.
- Invista em ergonomia: Ajuste a altura da mesa, cadeira, teclado e ferramentas para manter postura neutra.
- Pratique alongamentos: Exercícios simples ao longo do expediente ajudam no alívio de tensão e prevenção de novos sintomas.
- Busque avaliação médica: Se o desconforto persistir, procure um especialista em Saúde Ocupacional o quanto antes. Diagnóstico precoce facilita o tratamento e preserva sua capacidade de trabalho.
Consequências para a carreira e direitos trabalhistas
Ignorar sintomas de LER/DORT compromete sua saúde e pode dificultar o reconhecimento do vínculo entre doença e atividade profissional. Segundo especialistas, registrar as primeiras queixas e buscar orientação adequada amplia as chances de garantir os direitos previdenciários, caso o afastamento se torne necessário. Em cenários marcados por metas e pressão crescente, cuidar da saúde ocupacional deixou de ser uma escolha pessoal: é um fator estratégico para o equilíbrio emocional e financeiro.
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