Você sabia que mais de meio milhão de trabalhadores brasileiros precisaram de afastamento do trabalho por transtornos mentais em 2025?
Enquanto o tema da saúde mental ganha espaço, os números do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) revelam uma realidade preocupante.
Em alta histórica, foram concedidos 546.254 benefícios apenas no capítulo de transtornos mentais e comportamentais, deixando claro que o ambiente de trabalho e o bem-estar emocional estão cada vez mais conectados.
Diante desse cenário, compreender o atual panorama das doenças mentais ligadas ao trabalho é fundamental tanto para empresas quanto para profissionais que enfrentam sintomas de ansiedade, depressão e outros transtornos.
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Este conteúdo detalha os dados mais recentes, explica os principais tipos de auxílios concedidos e mostra como essa tendência afeta a todos no dia a dia.
Panorama recente: crescimento expressivo dos auxílios por saúde mental
A concessão de benefícios temporários pelo INSS para casos de transtornos mentais não para de crescer. Apenas em 2025, houve um aumento de 15,66% em relação ao ano anterior, quando 472.328 auxílios foram registrados.
O salto não foi isolado: também se observou um crescimento de 15,19% nos benefícios por incapacidade temporária causados por todas as doenças do capítulo V da CID-10.
Quem são os mais afetados pelos transtornos mentais?
Os dados do INSS mostram que as mulheres estão mais expostas aos afastamentos por transtornos mentais e comportamentais.
Em 2025, elas foram responsáveis por 63,46% dos benefícios concedidos. Ou seja, dos 546.254 afastamentos, 346.613 foram para mulheres e 199.641 para homens.
Entre as possíveis causas estão não só o ambiente de trabalho mais exigente, como também fatores sociais, dupla jornada e o estigma ligado à busca por saúde mental.
Estados que mais registram afastamentos por saúde mental
O problema atinge todo o país, mas com grande variação regional. São Paulo lidera o ranking de afastamentos, com 149.375 concessões, seguido por Minas Gerais (83.321) e Rio Grande do Sul (46.738). Outros estados como Paraná, Santa Catarina e Rio de Janeiro também apresentam altos índices.
| Estado | Benefícios Concedidos (2025) |
|---|---|
| São Paulo | 149.375 |
| Minas Gerais | 83.321 |
| Rio Grande do Sul | 46.738 |
| Paraná | 28.831 |
| Rio de Janeiro | 41.997 |
| Santa Catarina | 39.441 |
O cenário aponta para a necessidade de atenção por parte de empregadores e dos próprios trabalhadores em regiões mais vulneráveis.
Transtornos mais comuns: ansiedade e depressão lideram
Dentre todos os casos afastados, dois diagnósticos se destacam: transtornos ansiosos e episódios depressivos. Em 2025, foram 166.489 auxílios por transtornos ansiosos (CID F41) e 126.608 por episódios depressivos (CID F32). Transtorno bipolar, depressão recorrente e reações ao estresse também aparecem entre as principais causas.
Além disso, transtornos ligados ao uso de substâncias, esquizofrenia e transtornos de adaptação figuram entre os motivos mais frequentes de afastamento temporário.
Principais concessões por CID (2025)
- F41: Transtornos ansiosos – 166.489
- F32: Episódios depressivos – 126.608
- F31: Transtorno bipolar – 60.904
- F33: Depressão recorrente – 60.551
- F43: Estresse/adaptação – 23.773
Por que os benefícios do INSS por saúde mental têm crescido?
A busca por auxílio junto ao INSS decorre de mudanças no ambiente de trabalho, sobrecarga, insegurança e até da ampliação do debate sobre saúde emocional. O reconhecimento dos transtornos mentais ganha força na sociedade e permite que mais pessoas procurem apoio especializado, sem tanto receio.
Além do estresse, fatores como o aumento do uso de substâncias psicoativas, exigências tecnológicas e instabilidade profissional também são mencionados em estudos recentes como disparadores para transtornos mentais relacionados ao trabalho.
Mudança social e redução do estigma
Com a saúde mental deixando de ser tabu, trabalhadores buscam mais seus direitos e solicitam o benefício quando necessário, o que contribui de forma positiva para o início do tratamento e recuperação.
Como funciona o afastamento por transtornos mentais?
Quando um profissional, por motivo de doença mental, tem a capacidade de trabalho comprometida e necessita de afastamento por mais de 15 dias, é preciso buscar avaliação médica para dar entrada no benefício do INSS.
- O afastamento é comprovado por laudo médico
- Necessária perícia oficial para validação do benefício
- Documentos comprobatórios de tratamentos são importantes
É recomendado que, em caso de dúvidas, o trabalhador busque informações no próprio INSS ou com profissionais especializados na área previdenciária.
O que as empresas podem fazer para reduzir afastamentos?
A prevenção dos transtornos mentais no trabalho passa por iniciativas que vão desde a promoção de um ambiente saudável até políticas efetivas de apoio emocional.
- Investimento em programas de saúde mental
- Atenção ao ambiente físico e psicológico do trabalho
- Apoio contínuo e sinalização de recursos disponíveis
Organizações que promovem escuta ativa, acolhimento e flexibilidade acabam prevenindo novos pedidos de afastamento e promovendo a qualidade de vida dos funcionários.
Dicas para o trabalhador cuidar da saúde mental
- Procure ajuda ao identificar sinais de exaustão emocional
- Desenvolva uma rede de apoio dentro e fora do trabalho
- Priorize autocuidado e identifique fatores de risco
Cuidar da mente é tão válido quanto cuidar do corpo. Ter atenção às próprias emoções e buscar apoio especializado é sempre um passo importante para não enfrentar as dificuldades sozinho.
Para conferir outros direitos do trabalhador assista ao vídeo abaixo e acesse a página inicial do Blog Pensar Cursos.











