A discussão sobre o equilíbrio entre vida profissional e pessoal tem se tornado cada vez mais relevante no Brasil, e um novo levantamento apresenta números que mostram essa mudança de pensamento. Uma pesquisa divulgada nesta quinta-feira (12) pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados revela que 80% dos trabalhadores com até 40 anos são a favor do fim da escala 6×1.
Esse debate deixou de ser algo restrito a pequenos grupos e passou a refletir a opinião de uma parte da população economicamente ativa. A seguir, confira os dados que evidenciam o que brasileiros de diferentes gerações pensam sobre essa carga horária de trabalho.
O que revelou os dados da pesquisa?
Os dados, coletados pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, são claros: os mais jovens são os principais impulsionadores da mudança. Entre os brasileiros de 16 a 40 anos, que englobam a Geração Z e os Millennials, o apoio à proposta de encerrar a carga horária de seis dias de trabalho por um de folga chega a 82%, contanto que não haja redução salarial.
Analisando por faixa etária, 31% da Geração Z (16 a 24 anos) são totalmente favoráveis à mudança, independentemente do impacto na remuneração. No entanto, o apoio salta para 82% quando a condição de manutenção salarial é adicionada, com 47% desse grupo condicionando seu “sim” à não diminuição dos vencimentos.
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O cenário é semelhante entre os Millennials (25 a 40 anos). Um total de 35% apoia o fim da escala 6×1 incondicionalmente. Quando a garantia de que o salário não será afetado entra na equação, o percentual de aprovação atinge os mesmos 82%, com 42% defendendo a alteração estritamente sob essa condição.

Imagem: Reprodução/ Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados

Imagem: Reprodução/ Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados
O peso do salário na decisão dos trabalhadores
O fator financeiro é, sem dúvida, o ponto central para a maioria dos trabalhadores. Marcelo Tokarski, CEO da Nexus, destaca que a renda mensal funciona como o principal fator de decisão no debate.
“Quando observamos os números em detalhe, fica evidente que a renda mensal funciona como o principal fator de decisão nesse debate. Há um grupo menor, mas relevante, que apoia o fim da escala independentemente do impacto salarial, o que sugere uma mudança de valores em relação ao trabalho. Ainda assim, a maioria dos millennials adota uma posição pragmática: apoia a mudança desde que ela não implique perda de renda”, disse o CEO da Nexus.
Inicialmente, os entrevistados foram questionados se eram a favor ou contra a medida, sem mencionar o salário. Em um segundo momento, aqueles que eram contra foram perguntados se mudariam de opinião caso a remuneração fosse mantida, o que causou uma migração para o grupo de aprovadores.
Um contraste entre as diferentes gerações
Enquanto os mais jovens lideram o fim da escala 6×1, o apoio à proposta diminui progressivamente com a idade. Entre os brasileiros de 41 a 59 anos, a aprovação ao fim da escala 6×1 cai para 62%. Já na população com mais de 60 anos, o índice de aprovação é ainda menor, chegando a 48%.
Essa diferença de percepção evidencia uma mudança de valores em relação ao trabalho. Enquanto gerações mais antigas podem ter uma visão mais tradicional da carga horária de trabalho, os mais novos priorizam a qualidade de vida e o bem-estar fora do ambiente corporativo.
Panorama nacional e detalhes do levantamento
Na média geral, considerando todas as faixas etárias, 63% dos brasileiros são a favor do fim da escala 6×1, independentemente da questão salarial. Este é um indicativo forte de que a insatisfação com o modelo atual é generalizada e não se restringe apenas a um grupo demográfico.
Para chegar a esses resultados, a Nexus entrevistou 2.021 pessoas com 16 anos ou mais, em todas as 27 unidades da federação, entre os dias 30 de janeiro e 5 de fevereiro. A margem de erro da pesquisa é de 2 pontos percentuais, com um intervalo de confiança de 95%, conferindo alta credibilidade aos dados apresentados.
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