Mesmo quem domina a escrita pode, em algum momento, hesitar ao escolher entre “parênteses” ou “parêntesis”. Em textos acadêmicos, redações e até em ambientes profissionais, essa dúvida é recorrente.
Compreender o emprego adequado de cada termo é fundamental para evitar deslizes linguísticos e garantir uma comunicação eficiente e clara.
A principal questão relacionada ao uso de “parênteses” ou “parêntesis” está na frequência e na adaptação dessas palavras ao português brasileiro. Ambas existem, ambas estão corretas, mas há detalhes que orientam a melhor decisão para diferentes contextos da escrita formal ou cotidiana.
Diferenciando: quando empregar cada termo?
Segundo especialistas em língua portuguesa, “parênteses” é o plural da palavra “parêntese”. Portanto, quando houver apenas um daqueles sinais gráficos — representados pelos símbolos ( ) — o correto é escrever “parêntese”. Para dois ou mais, “parênteses”.
Já “parêntesis” é uma forma alternativa, igualmente aceita, que serve tanto para o singular quanto para o plural, sem variação de número. Ou seja: pode-se dizer “um parêntesis” ou “dois parêntesis”, sem necessidade de modificar a palavra.
O que são parênteses e para que servem?
Os parênteses — também chamados de parêntesis, dependendo da preferência ou tradição — são sinais de pontuação utilizados para isolar informações acessórias, explicações ou comentários em frases. São capazes de esclarecer um dado, destacar observações ou inserir detalhes que poderiam ser retirados sem prejuízo para o sentido principal do texto.
Exemplo no singular: O autor usou um parêntese para inserir uma informação adicional.
Alternativa: O autor usou um parêntesis para inserir uma informação adicional.
Exemplo no plural: As referências bibliográficas podem ser colocadas entre parênteses.
Alternativa: As referências bibliográficas podem ser colocadas entre parêntesis.
Qual termo é mais frequente no português do Brasil?
No Brasil, a forma “parêntese/parênteses” é a mais usual e a preferida pela maioria dos manuais escolares, obras gramaticais e dicionários.
Esse costume está relacionado ao processo de adaptação dos estrangeirismos ao padrão ortográfico e morfológico da língua portuguesa.
“Parêntesis” possui origem latina, próxima à forma “parenthesis”, herdada do grego. Mesmo estando correta, é empregada com menor frequência e pode soar menos familiar a leitores brasileiros, especialmente fora dos meios acadêmicos da linguística ou literatura clássica.
Como decidir qual palavra utilizar?
Para quem busca clareza e deseja se alinhar ao uso mais corrente, recomenda-se adotar “parêntese” (singular) e “parênteses” (plural). Essa escolha acompanha o fluxo natural da língua portuguesa e reduz as chances de causar estranhamento.
Mesmo assim, optar por “parêntesis” não será considerado erro, cabendo ao autor decidir conforme adequação estilística ou preferência de sua área de atuação.
Variação linguística e adequação comunicativa
O fenômeno da coexistência dessas formas ilustra como a língua portuguesa pode oferecer alternativas válidas de expressão.
A presença do termo “parêntesis” em ambientes formais ou textos técnico-científicos pode demonstrar erudição, mas não substitui o prestígio do uso consagrado de “parêntese/parênteses” nas gramáticas brasileiras.
Ao compor textos de maior acessibilidade ou destinados a públicos amplos, utilize as formas “parêntese” e “parênteses”. Elas favorecem o entendimento imediato e estão presentes nos mais diversos níveis de ensino em todo o país.
Origem e evolução das palavras
As palavras derivam do grego “parenthesis”, passando para o latim e, por fim, adaptando-se ao português. O formato “parêntese” é resultado direto desse processo de aportuguesamento, enquanto “parêntesis” preserva, em parte, a aparência da palavra de origem clássica.
Assim, as duas coexistem, mas com prevalência do termo aportuguesado no português escrito contemporâneo.
Resumo
Ao se deparar com a dúvida entre utilizar “parênteses” ou “parêntesis”, avalie o contexto e o universo do leitor. A forma “parêntese/parênteses” é amplamente reconhecida e adequada à norma habitual no Brasil, sendo recomendada para a maioria das situações comunicativas.
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