O que foi a Revolução Industrial?

 

Quando falamos em Modernidade, muitas pessoas imediatamente associam esse período da Historia à Revolução Industrial. Essa associação é correta, mas incompleta.

Como vimos no primeiro artigo, a Modernidade é um período que começa por volta do século 15, com a gradativa diminuição da Igreja Católica na economia nacional dos países europeus. Porém, a Modernidade não se resume a esse período.

Um dos períodos decisivos da Era Moderna acontece, massivamente, a partir do século 18, e a ele chamamos comumente de Revolução Industrial.

Você sabe o que foi essa revolução? Sabe como ela afetou a sociedade mundial? E, mais importante quando vamos falar sobre ela em provas e ENEM:

Você sabe quais são as consequências da Revolução Industrial no século 21?

 

A evolução do trabalho: do manual ao mecânico

A Revolução Industrial, como o próprio nome diz, foi uma mudança que envolveu as indústrias.

Quando falamos em indústrias hoje, imediatamente imaginamos grandes linhas de produção, maquinários pesados, chaminés gigantescas, caminhões com contêineres…

Essas indústrias surgem com a Revolução Industrial, quando o desenvolvimento tecnológico de maquinários independentes avançou consideravelmente.

Porém, as tecnologias a serviço de trabalhos já existiam antes. O próprio fogo pode ser considerado uma tecnologia, tendo em vista que sua produção não é natural – isso é, depende da ação humana –, e ele serve para certo procedimento operacional.

A grande questão é que essas tecnologias, como um braseiro, um arado, ou um arco de pua são tecnologias que dependem de uma ou mais pessoas para sua execução eficiente.

Além disso, algumas dessas tecnologias executavam tarefas muito lentamente.

Com o progresso das ciências, foram sendo criados aparelhos tecnológicos que dependiam de muito menos pessoas – ou que faziam as mesmas tarefas que seres humanos, porém com mais rapidez.

Basta pensarmos em um tear mecânico: a produção de tecidos evoluiu consideravelmente.

 

A alienação do trabalhador e o surgimento do proletariado

Assim, uma primeira reação ao avanço tecnológico foi a alienação do trabalhador comum. Um trabalhador, individualmente, precisava saber de diversas técnicas para produzir certo bem de consumo. Quando aparece uma máquina que faz parte desses (ou todos os) procedimentos, esse trabalhador se torna obsoleto.

Por exemplo, um sapateiro demorava sete dias para produzir um par de botas. Com o surgimento que uma máquina para bater sola, costurar, vedar, entre outros, o tempo de produção dessa bota diminui.

Como consequência, o trabalhador se especializa apenas em uma das tarefas de produção. Logo, ele se torna uma “peça” que pode ser “trocada” se “der defeito”.

Em termos mais concretos, isso permite que mais produtos industrializados apareçam no mercado, mas reduz a importância do trabalho artesanal.

As principais consequências dessa alienação do trabalhador, além de tornar certos processos industriais algo razoavelmente simples de ser aprendido, por qualquer um, foram o surgimento de organizações laboriais, tendo em vista a luta por melhores trabalhos e condições de vida.

Trabalhadores de uma mesma área começam a se unir em busca de melhores condições e contra a precarização de seus postos. Surgem os sindicatos.

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