A escolha de uma carreira é uma das decisões mais relevantes na vida de uma pessoa. No entanto, a realidade do mercado de trabalho nem sempre corresponde às expectativas criadas durante a graduação. Um estudo realizado pelo projeto The College Payoff e divulgado pela Universidade de Georgetown, nos Estados Unidos, investigou quais graduações geram maior frustração entre os profissionais, revelando um cenário de insatisfação que envolve baixos salários, poucas oportunidades de crescimento e um choque entre o que foi aprendido e o que é exigido.
Embora a pesquisa tenha como base o contexto norte-americano, suas conclusões apontam para tendências globais, uma vez que muitos dos desafios profissionais são universais. Veja as profissões abaixo!
Jornalismo lidera o ranking de insatisfação
Com um índice de 87% de profissionais arrependidos, o Jornalismo ocupa o primeiro lugar da lista. A frustração na área está frequentemente ligada à baixa remuneração e à alta competitividade, que inclui a concorrência com pessoas sem formação específica na área.
A formação, que dura em média quatro anos, abrange uma ampla variedade de conhecimentos, desde política e sociologia até habilidades práticas como fotografia e edição de vídeo, mas a aplicação no mercado muitas vezes não reflete essa complexidade.
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As humanidades e a desconexão com o mercado
Logo após o jornalismo, outras áreas das ciências humanas e sociais apresentam altos níveis de descontentamento. Artes e Sociologia dividem a terceira posição, com 72% de profissionais insatisfeitos cada. Sociólogos podem atuar em pesquisa, institutos e docência, enquanto profissionais de artes encontram espaço em museus e projetos de conservação. Mesmo assim, a dificuldade em encontrar vagas estáveis e bem remuneradas é um fator crítico.
A área de Comunicações, mais ampla, registra 64% de arrependimento. Embora ofereça caminhos em cinema, publicidade e veículos de mídia, a realidade profissional para muitos é marcada pela instabilidade. Seguindo a tendência, Ciências Políticas aparece com 56% de insatisfeitos, um campo frequentemente ligado à vida acadêmica ou a institutos de pesquisa, onde as oportunidades podem ser limitadas.
Educação e ciências
A área de Educação, equivalente à Pedagogia no Brasil, mostra um índice de 61% de profissionais frustrados. O trabalho, focado no ensino infantil e nos processos de aprendizagem, embora vocacional, enfrenta desafios como baixos salários e condições de trabalho desgastantes.
Em um empate técnico, Letras e Biologia surgem com 52% de arrependimento. Ambas as formações habilitam para a docência, mas também abrem portas para outras áreas: Letras para revisão e tradução; Biologia para genética e meio ambiente. Contudo, uma parcela dos graduados relata dificuldades para se consolidar profissionalmente e alcançar a satisfação esperada.

Imagem: Freepik
Setor de Serviços e Marketing
O curso de Marketing, conhecido por sua amplitude e dinamismo, surpreende com 60% de profissionais arrependidos. As funções podem variar desde a definição de preços e estratégias de produto até a publicidade, mas a pressão por resultados e a saturação do mercado podem contribuir para a insatisfação.
O estudo também mencionou a área de Assistência Médica (com 58%), um curso sem equivalente direto no Brasil, mas que sinaliza os desafios enfrentados por profissionais de apoio na área da saúde.
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