Depois de disputar uma Copa do Mundo, alguns jogadores trocaram as chuteiras por profissões que ninguém imaginava. Se hoje muitos craques se aposentam com a vida resolvida graças aos salários do futebol, nem sempre foi assim.
Alguns tomaram esse rumo por necessidade, enquanto outros seguiram uma nova paixão em áreas bem distantes dos gramados.
Com o Mundial de 2026 em disputa, veja quem virou agente funerário, pescador e até lutador de luta livre depois de defender a seleção.
Ray Wilson: campeão do mundo e agente funerário
Poucos imaginariam que um campeão do mundo terminaria a vida profissional cuidando de funerais. Ray Wilson foi titular da Inglaterra na Copa de 1966, disputou todas as partidas e levantou a taça em Wembley, na vitória sobre a Alemanha Ocidental, no único título mundial inglês.
Ao deixar os gramados, em 1971, abriu uma funerária e a tocou por mais de duas décadas. Morreu em 2018, aos 83 anos.
Wilson Piazza: do título de 1970 aos postos de combustíveis
Ídolo do Cruzeiro e campeão do mundo com o Brasil em 1970, Wilson Piazza pendurou as chuteiras em 1979. Antes de mudar de ramo, atuou como sindicalista em Belo Horizonte, até se tornar dono de uma rede de postos de combustíveis, negócio que tocou por anos.
Fábio Coentrão: do Real Madrid à pesca
Do gramado do Real Madrid ao convés de um barco: essa foi a virada de Fábio Coentrão. O português, que disputou as Copas de 2010 e 2014, encerrou a carreira em 2021, no Rio Ave, e foi seguir os passos do pai na pesca, atividade que descreve como sua verdadeira felicidade, longe da badalação europeia.
Tim Wiese: do gol para o ringue
Reserva de Manuel Neuer na Copa de 2010, o goleiro alemão Tim Wiese trocou as luvas pelos ringues. Estreou no WWE em 2016, no espetáculo que mistura luta e performance, exibindo um físico avantajado e o apelido de “A máquina”.
Taribo West: o zagueiro que virou pastor
Marcador temido por clubes como Inter de Milão e Milan, Taribo West defendeu a Nigéria nas Copas de 1998 e 2002, somando 42 jogos pela seleção. Após o futebol, encontrou a religião: virou pastor e fundou a própria igreja em 2014, movido pelo que chamou de um encontro pessoal com a fé.
Gabriel Batistuta: golfe e fazenda
Um dos maiores artilheiros da história da Argentina, com 56 gols, e presente em três Copas (1994, 1998 e 2002), Gabriel Batistuta trocou os estádios pelo campo aberto. Depois de administrar uma construtora, passou a cuidar da fazenda da família, onde cria cavalos e gado, e ainda disputa torneios profissionais de golfe.
Stéphane Guivarc’h: campeão mundial e vendedor de piscinas
Campeão do mundo com a França em 1998, ao lado de Zidane e Thierry Henry, Stéphane Guivarc’h saiu dos gramados em 2002 e foi para o comércio. Começou vendendo piscinas na empresa de um amigo, que antes atuava com encanamento, e segue no ramo há mais de uma década.
Félix: o goleiro de 1970 no comércio de carros
Titular do Brasil campeão em 1970, o goleiro Félix apostou no comércio de carros nos anos 2000, com concessionárias que não duraram muito. Depois, passou a coordenar uma cooperativa de ex-atletas em São Paulo, ligada a serviços para a prefeitura, sem nunca esconder que sua paixão seguia sendo o futebol.
Recomeços fora dos gramados
As trajetórias mostram que a aposentadoria no esporte pode ser o começo de uma nova carreira, seja por necessidade financeira, seja por pura vontade de recomeçar do zero. Longe dos holofotes, esses atletas provam que mudar de profissão faz parte da vida de muita gente, dentro e fora do futebol.
Assim como tantos brasileiros, eles precisaram aprender uma nova atividade, montar um negócio ou se qualificar para seguir em frente. A diferença é que viveram o auge em gramados de Copa do Mundo antes de recomeçar do zero em áreas bem distantes da bola, do mar ao púlpito, do ringue à fazenda.
Gostou de conhecer essas trajetórias? Continue explorando o Blog Pensar Cursos para mais informações relevantes, curiosidades e dicas sobre profissões!
Não são só os craques que podem lucrar com o futebol. Com a Copa de 2026 em andamento, também dá para garantir uma renda extra longe dos gramados, e algumas ideias nem exigem investimento. Confira:





