Você sabia que pode ter um dinheiro parado no seu nome — e simplesmente não está usando? Pois é. Milhares de brasileiros deixam valores relevantes bloqueados sem nem saber que têm direito de acessá-los. E hoje, quem mora em um lugar específico do Brasil pode estar diante de uma oportunidade real de resgatar até R$ 6.220 — sem fila, sem agência e sem custo algum.
Todos os CPFs estão habilitados — final 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9, sem distinção, sem fila por dígito. A liberação é ampla. Mas, o que poucos percebem é que há um fator decisivo escondido nessa história, e ele é o que separa quem vai sacar de quem vai perder o prazo sem saber.
Antes de revelar tudo, vale entender o contexto por trás dessa liberação. Continue lendo para descobrir se esse dinheiro é seu!
Desastres naturais forçam o governo a agir — entenda
Nos últimos meses, diversas cidades brasileiras foram duramente atingidas pela força da natureza. Chuvas fora do normal, rios transbordando, estradas destruídas e famílias desalojadas viraram rotina em diferentes cantos do país — do interior do Pará às cidades mineiras, do Nordeste ao Centro-Oeste.
Diante desse cenário, o poder público tem uma obrigação: reconhecer formalmente a gravidade da situação. Quando o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional emite esse reconhecimento oficial, algo muito concreto acontece nos bastidores — uma janela de acesso a recursos se abre para os moradores das cidades afetadas.
É uma medida que existe justamente para ajudar quem foi prejudicado. O problema é que pouquíssimas pessoas ficam sabendo a tempo.
O dinheiro que é seu, mas que você talvez nunca tenha checado
Se você já trabalhou com carteira assinada em algum momento da vida, provavelmente tem uma reserva acumulada sem nem perceber. Todo mês, sem que você precise fazer nada, o empregador deposita automaticamente um percentual do seu salário bruto numa conta vinculada ao seu CPF e administrada pela Caixa Econômica Federal.
Esse valor vai crescendo silenciosamente: mês após mês, ano após ano. A maioria das pessoas nunca para para verificar quanto está lá. E esse dinheiro é inteiramente seu — não é do governo, não é da empresa, não é da Caixa. É uma reserva construída com o seu trabalho.
Em condições normais, o acesso só é permitido em situações específicas, como demissão sem justa causa, aposentadoria ou compra de imóvel. Mas, existe uma exceção — e é exatamente ela que está sendo ativada agora.
CPF final 0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8 e 9: o que significa essa liberação para você
Nos últimos tempos, ficou comum ver notícias de benefícios liberados por CPF final — “quem tem CPF final 1 recebe hoje”, “CPF final 3 pode sacar amanhã”. Esse modelo criou uma ideia na cabeça das pessoas: a de que o número no final do documento define quem tem ou não acesso a determinado benefício.
Neste caso, funciona diferente. Todos os finais de CPF — do 0 ao 9 — estão liberados ao mesmo tempo, sem fila, sem escalonamento, sem calendário dividido por dígito. Qualquer pessoa pode entrar no aplicativo hoje mesmo e fazer a solicitação.
Mas — e esse “mas” é importante — o dígito final do seu CPF não é o critério que garante o direito. Ele só confirma que não há restrição por numeração. O que realmente determina se você pode ou não sacar é outro fator, bem mais específico.
O benefício liberado hoje: quem tem direito e quanto pode sacar

Quando o governo reconhece oficialmente que um município foi atingido por um desastre natural, a Caixa abre uma janela especial chamada Saque Calamidade do FGTS. Por meio dela, os moradores dessas cidades podem retirar parte do saldo do fundo — mesmo estando empregados, sem precisar esperar por demissão ou aposentadoria.
O valor máximo permitido é de R$ 6.220. Se você tiver esse montante ou mais no saldo, pode sacar até esse limite. Se tiver menos, pode retirar o total disponível.
Para ter direito, é preciso:
- Ter saldo disponível no FGTS;
- Não ter realizado saque pela mesma modalidade nos últimos 12 meses;
- Residir em município com situação de calamidade reconhecida oficialmente;
- Fazer a solicitação dentro do prazo estabelecido (geralmente 90 dias após a habilitação).
Qual é a cidade habilitada a partir desta quinta-feira, 9 de abril?
A cidade habilitada a partir desta quinta-feira, 9 de abril de 2026, é Itaperuna, no Rio de Janeiro — com prazo de solicitação aberto até 13 de maio de 2026. Se você mora lá ou conhece alguém que mora, o momento de agir é agora.
Vale lembrar que a Caixa mantém uma relação oficial de municípios habilitados diretamente no site do FGTS, e essa lista é atualizada com frequência. Isso significa que novas cidades podem entrar a qualquer momento, cada uma com seu próprio prazo, conforme o reconhecimento oficial de emergência vai sendo emitido pelo governo federal.
Por isso, se você mora em uma cidade que já foi atingida por chuvas, enchentes ou outros desastres naturais, fique de olho nessa lista. Assim que o seu município aparecer, o prazo começa a correr — e deixar essa janela passar significa abrir mão de um dinheiro que já é seu, sem nenhum motivo.
Como solicitar pelo celular: o passo a passo completo
A boa notícia é que todo o processo é 100% digital, feito pelo aplicativo oficial do FGTS, direto do celular. Sem enfrentar fila, sem ir a nenhuma agência.
Veja como fazer:
- Baixe o app FGTS gratuitamente na Google Play ou App Store e faça seu cadastro;
- Acesse a opção “Solicitar saque” no menu principal;
- Selecione “Calamidade pública”, informe o nome do seu município e confirme na lista;
- Escolha o tipo de comprovante de endereço, informe o CEP e o número da residência;
- Envie os documentos solicitados;
- Escolha a conta para receber o valor e finalize a solicitação.
Depois do envio, a Caixa analisa o pedido e, se tudo estiver correto, o valor é creditado em até 5 dias úteis. Você acompanha o status diretamente pelo app.
Quais documentos você vai precisar ter em mãos
Antes de começar, separe o seguinte:
- Documento de identidade — RG, CNH ou passaporte (frente e verso);
- Selfie com o documento — uma foto do seu rosto segurando o documento visível;
- Comprovante de residência em seu nome — conta de luz, água, internet, telefone, gás ou fatura de cartão, emitido até 120 dias antes da decretação da calamidade.
Caso não tenha comprovante em seu nome, a Caixa aceita as seguintes alternativas:
- Declaração do município confirmando que você reside na área afetada;
- Declaração própria com nome completo, CPF, data de nascimento e endereço com CEP;
- Certidão de casamento ou escritura de união estável, se o comprovante estiver no nome do cônjuge ou companheiro(a).
Não deixe esse dinheiro passar!
O prazo para Itaperuna vai até 13 de maio de 2026 — mas não vale deixar para a última hora. Processos de análise podem levar alguns dias, e qualquer erro na documentação pode atrasar tudo.
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Para mais informações sobre o Saque Calamidade, acesse o vídeo abaixo:













