A Caixa Econômica Federal vai liberar, nesta terça-feira, 30 de junho, o pagamento de R$ 1.000 do Bolsa Família para beneficiários com NIS final 0. Esse valor é destinado a beneficiários que fazem parte de uma família que, além do valor mínimo, tem direito aos adicionais previstos pelo programa.
Atualmente, o Bolsa Família garante o pagamento mínimo de R$ 600 por família. No entanto, lares com crianças, adolescentes, gestantes ou nutrizes podem receber valores extras de R$ 50 e R$ 150, conforme a composição familiar. Com isso, o total depositado pode ultrapassar o piso nacional.
Em junho, mais de 19,3 milhões de famílias são contempladas pelo Bolsa Família, em um investimento total de R$ 13,08 bilhões. O benefício médio nacional é de R$ 677,66, mas famílias com maior número de integrantes e direito aos adicionais podem receber quantias superiores. Veja os detalhes!
Entenda os adicionais e o valor de R$ 1.000
Desde 2023, o Bolsa Família, instituído pela Lei nº 14.601/2023, passou a contar com benefícios suplementares destinados a ampliar o apoio a famílias em situação de vulnerabilidade. Entre eles está o Benefício Primeira Infância, que assegura R$ 150 para cada criança de até seis anos. Outros acréscimos de R$ 50 são voltados para crianças e adolescentes de sete a 18 anos, gestantes e nutrizes. Neste mês, o Bolsa Família transfere recursos adicionais para:
- 8,44 milhões de crianças na primeira infância, totalizando R$ 1,19 bilhão;
- 14,35 milhões de crianças e adolescentes de sete a 18 anos, gestantes e nutrizes, somando mais de R$ 706,79 milhões.
Esses valores são somados ao benefício básico e variam conforme a quantidade de integrantes elegíveis por família.
Veja como receber R$ 1.000
- R$ 600: valor mínimo garantido para todos os beneficiários do Bolsa Família;
- R$ 150 + R$ 150 = R$ 300: dois benefícios adicionais de R$ 150 cada, destinados a duas crianças de zero a seis anos;
- R$ 50 + R$ 50 = R$ 100: dois adicionais de R$ 50 cada, destinados a uma criança ou adolescente de sete a 18 anos e a uma gestante ou nutriz cadastrada no núcleo familiar.
Calendário de pagamentos do Bolsa Família para junho de 2026
O calendário do Bolsa Família em junho de 2026 segue a ordem do último dígito do NIS (Número de Identificação Social) do responsável familiar. Os depósitos começaram em 17 de junho e se encerram no dia 30 de junho.
Veja o calendário completo:
| Final NIS | Data de Pagamento |
|---|---|
| 1 | 17 de junho |
| 2 | 18 de junho |
| 3 | 19 de junho |
| 4 | 22 de junho |
| 5 | 23 de junho |
| 6 | 24 de junho |
| 7 | 25 de junho |
| 8 | 26 de junho |
| 9 | 29 de junho |
| 0 | 30 de junho |
Beneficiários residentes em cidades afetadas por desastres climáticos receberam o pagamento unificado já no primeiro dia do calendário, com antecipação do valor devido, sem necessidade de aguardar a data conforme o final do NIS.
A lista completa pode ser acessada no site do MDS.
Como acompanhar e movimentar os pagamentos do Bolsa Família

A Caixa, responsável pelo depósito do benefício, disponibiliza o aplicativo CAIXA Tem para que os beneficiários movimentem os valores de forma prática. Pelo app, é possível pagar contas, fazer transferências via Pix, realizar compras com cartão de débito virtual e gerar código para saque.
Quem preferir também pode utilizar o cartão do Bolsa Família para compras e saques em lotéricas, terminais de autoatendimento, correspondentes CAIXA Aqui ou diretamente nas agências. Em alguns casos, o saque pode ser feito mesmo sem cartão, com o uso da biometria cadastrada.
Além de acompanhar os pagamentos, é importante manter o cadastro atualizado no CadÚnico para garantir o recebimento correto dos valores e o acesso aos adicionais do programa. A atualização pode ser feita nos Centros de Referência da Assistência Social (CRAS) do município.
O app do Bolsa Família também permite acompanhar informações sobre o benefício.
Diversidade dos públicos atendidos e perfil dos beneficiários
O Bolsa Família também contempla grupos prioritários e específicos. Neste mês, o programa atende 282,7 mil famílias com pessoas em situação de rua, 258,9 mil com indígenas, 302,8 mil com quilombolas, 3,2 mil com crianças em situação de trabalho infantil, 56,3 mil pessoas resgatadas de trabalho análogo à escravidão e 423,4 mil catadores de materiais recicláveis.
O programa também tem forte presença entre mulheres e pessoas negras: 16,22 milhões de responsáveis familiares são mulheres, o equivalente a 84% do total, enquanto 36,66 milhões de beneficiários se autodeclaram pretos ou pardos no Cadastro Único, o que representa 73,2% do público atendido.
Regra de Proteção e permanência no programa
Famílias que entram no mercado formal de trabalho podem permanecer no programa por até um ano devido à Regra de Proteção, recebendo metade do valor do benefício original durante este período. Em junho de 2026, mais de 2,26 milhões de famílias estão incluídas nesta modalidade, representando um investimento de R$ 832,1 milhões.
Valores médios nos estados
Em junho de 2026, o valor médio do Bolsa Família varia conforme o estado, de acordo com o perfil das famílias e a quantidade de adicionais habilitados. Roraima registrou a maior média, com R$ 735,66, seguida por Amazonas, Acre, Amapá e Pará.
Por região, o Nordeste concentra o maior número de beneficiários, com 8,97 milhões de famílias atendidas e R$ 6,03 bilhões em repasses. Em seguida aparecem Sudeste, Norte, Sul e Centro-Oeste.
Entre os estados, a Bahia lidera em número de contemplados, com 2,38 milhões de famílias e investimento de R$ 1,58 bilhão. São Paulo aparece na sequência, com 2,31 milhões de beneficiários.
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Aproveite e assista ao vídeo abaixo para conferir o que mudou no app do Bolsa Família:












