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Amazonas: Hospital de referência COVID-19 do Estado atinge capacidade máxima operacional

[Amazonas: Hospital de referência COVID-19 do Estado atinge capacidade máxima operacional]

O governo do Amazonas anunciou, na tarde desta sexta-feira (10), que o Hospital Delphina Aziz, referência em atendimento aos pacientes com coronavírus, atingiu a capacidade máxima operacional. Sem condição de operar por falta de profissionais, o governo diz atuar para novas contratações e assegura que "nenhum caso ficará sem assistência" na rede pública. Novos pacientes serão remanejados para outras unidades de Manaus.

Em informações repassadas, por volta de 12h desta sexta-feira, pela Secretaria de Comunicação do Estado, 60 leitos de UTI destinados ao tratamento de Covid-19 estão ocupados no hospital referência - com nove disponíveis. Horas depois, em novo boletim, o número de leitos ocupados na rede pública era de 45.
Apesar de leitos desocupados, o órgão afirma que não há equipe médica suficiente para realizar o atendimento. Há um trabalho para a contratação de profissionais por parte da chefia do hospital "que já avançou na contratação de técnicos e enfermeiros", diz o governo.


Em comparação de números informados entre a quinta-feira e esta sexta, há a divergência de ocupação de menos três leitos no Delphina Aziz. A previsão de uma nova atualização é até o fim desta tarde.


Há uma semana, quando apenas 55% dos leitos de UTI do hospital referência estavam ocupados, o Governador Wilson Lima alertou para o risco de colapso na saúde.
"Dois hospitais da rede privada já nos comunicaram que já estão no seu limite, ou seja, não conseguem mais internar paciente com Covid, e cogitam transferir alguns pacientes para o Delphina Aziz. (...) Hoje estamos com 55% dos respiradores em uso, mas no ritmo em que as coisas caminham, há um risco de o sistema colapsar", afirmou governador em um vídeo postado em redes sociais. À época do pronunciamento, o Amazonas tinha 260 casos confirmados do novo coronavírus e 12 mortes.

Fonte: G1

No último dia 07/04 Governo já previa

 

O Amazonas se tornou o estado da região Norte com o maior número de infectados, com 532 pacientes positivos para a covid-19 e 19 óbitos. Só nesta segunda-feira, 6, foram 115 novos casos, confirmando o aumento exponencial previsto pela Secretaria de Saúde do Estado, que espera um colapso no sistema de saúde nos próximos dias.

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, anunciou, em vídeo publicado em rede social, que a rede hospitalar do Estado já entrou em colapso. Já o secretário de Saúde do Estado, Rodrigo Tobias, informou nesta segunda que isso deve ocorrer nos próximos dias. "O sistema ainda não entrou em colapso nessa ideia de que não possuem leitos para quem precisa, mas amanhã esse número pode aumentar", reconheceu, em transmissão ao vivo na tarde desta segunda.

O Hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz, na zona norte de Manaus, é o local onde estão os internados com casos graves. São 82 pessoas internadas com o novo coronavírus, além de 144 com suspeita de estarem com a doença. "Precisamos entender que, além do coronavírus, temos outros vírus de síndrome respiratória aguda que se confundem com o quadro clínico da covid-19. Nossos leitos estão com os casos confirmados, os suspeitos e os demais casos", constatou Tobias.

Desde 16 de março, o Governo do Amazonas tem publicado decretos determinando a suspensão de atividades com aglomerações, como aulas, eventos e até o fechamento de estabelecimentos comerciais de serviços ou produtos não essenciais. Os transportes fluviais intermunicipal e interestadual também foram suspensos desde o dia 19 de março, o que não evitou que o interior fosse acometido. São 59 casos em outros 11 municípios.

Os casos mais graves são transportados para Manaus, enquanto os leves recebem o atendimento das unidades locais. Um deles foi o de um bebê de um ano e quatro meses, em Parintins (a 369 quilômetros a leste de Manaus). Ele recebeu alta neste domingo, 5, quando era o terceiro caso confirmado no município.

Também no interior está o primeiro caso confirmado de uma indígena infectada. Ela possui 20 anos, pertence à etnia Kokama, no município de Santo Antônio do Içá (880 quilômetros a oeste de Manaus). A suspeita é que ela tenha contraído o vírus após contato com um médico do Distrito Sanitário Especial Indígena (Dsei) que testou positivo. A indígena e duas aldeias inteiras da região estão isoladas. Aproximadamente 1 mil indígenas vivem no local.

 

 

Fonte: Terra