Você já ficou na dúvida ao escrever “boas-vindas”? Se a sua resposta for sim, saiba que você não está sozinho: essa palavra costuma confundir muita gente, mas o motivo é simples. Muitos querem saber se devem usar o hífen ou não, já que em português as regras podem variar conforme a formação da expressão.
Confira a seguir como fica a grafia correta e veja exemplos que vão esclarecer as suas dúvidas.
Boas-vindas ou boas vindas?
O termo boas-vindas deve ser sempre escrito com hífen. Isso acontece porque se trata de uma palavra composta formada por justaposição, ou seja, as duas partes (“boas” e “vindas”) mantêm a forma original e se unem para criar um significado próprio, diferente da simples soma das palavras. O hífen, nesse caso, é obrigatório segundo as normas oficiais da Língua Portuguesa.
A regra determina que, nas palavras compostas desse tipo, em que ambas conservam som e grafia, o uso do sinal gráfico se mantém. Não há exceção para “boas-vindas”: sem hífen, a expressão perde o sentido formal reconhecido na norma culta.
Outras palavras que seguem a regra do hífen
Além de “boas-vindas”, várias outras palavras compostas exigem o uso do hífen por manterem a autonomia fonética das partes. Veja alguns exemplos:
- beija-flor;
- segunda-feira;
- arco-íris;
- conta-gotas.
Quando não usar o hífen?
Há casos em português em que a colocação do hífen não é obrigatória em compostos: um exemplo é quando palavras se unem por preposição. Em “pé de moleque”, por exemplo, não se usa traço. No entanto, boas-vindas não têm preposição unindo os termos, mantendo-se como expressão composta por justaposição e, portanto, sempre deve contar com o hífen.
O que é preposição?
A preposição é uma palavra invariável que liga dois termos numa oração, estabelecendo uma relação de dependência, como tempo, lugar, causa, modo, entre outros. Ela conecta um termo principal ao termo regido, indicando a relação entre eles.
Veja abaixo alguns exemplos:
- Com: ela veio com os amigos.
- De: o livro é de Maria.
- Em: estamos em casa agora.
- Entre: o segredo ficou entre nós dois.
- Para: este presente é para você.
- Por: ele passou por aqui ontem.
Algumas expressões que parecem ter prefixo e palavra, mas na verdade têm uma preposição entre elas, por isso não usam hífen. Exemplos:
- Pé de moleque;
- Pé de guerra;
- Café da manhã;
- Pé de galinha;
- Mão de obra.
Resumo das principais regras do hífen
- Palavras compostas com significado próprio e sem preposição: use hífen (ex: boas-vindas, arco-íris, corre-corre).
- Termos unidos por preposição: não use hífen (pé de moleque, cão de guarda).
- Prefixos como bem-, além-, recém-: use hífen (bem-vindo, além-mar, recém-nascido).

Uso do hífen é um dos principais obstáculos na ortografia para brasileiros
Desde que o novo acordo ortográfico foi implementado, muitos brasileiros demonstram dúvidas ao escrever palavras com ou sem hífen. A correta utilização desse sinal é vista como um grande desafio, afetando tanto estudantes quanto profissionais quando precisam escrever de forma adequada.
Segundo especialistas, grande parte dos equívocos ortográficos acontece porque nem sempre existe uma relação direta entre a maneira como as palavras são faladas e a forma como são escritas em português. O caso do hífen é ainda mais delicado, pois as regras mudam de acordo com a estrutura da palavra e há várias exceções a serem consideradas.
O que levar em conta ao escrever?
Quando estiver redigindo textos formais, convites ou comunicados, sempre utilize a grafia “boas-vindas“. O uso incorreto pode passar impressão de desatenção com as normas do idioma. Se tiver dúvida em outros termos, confira sempre a separação das palavras e procure fontes confiáveis para não errar mais!
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Aproveite para assistir ao vídeo abaixo e entenda um pouco mais sobre o uso das preposições:













