Todo começo de ano, a mesma pergunta surge nas conversas entre aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS): quando vai cair o 13º?
Em 2026, a expectativa cresceu ainda mais porque muitos beneficiários acreditam que a primeira parcela será antecipada já para março — afinal, o governo vem adiantando o pagamento desde 2020.
Mas será que o dinheiro realmente cai no próximo mês? Veja, a seguir, o que já se sabe sobre os valores atualizados, quem tem direito e o que está acontecendo nos bastidores do governo. Continue lendo e saiba o que esperar da antecipação em 2026.
Quem tem direito ao 13º do INSS?
O abono anual é pago a todos os segurados e dependentes da Previdência Social que receberam, durante o ano, algum dos seguintes benefícios: aposentadoria (de qualquer modalidade), pensão por morte, auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença), auxílio-acidente, auxílio-reclusão e salário-maternidade.
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Um ponto que gera confusão todos os anos: idosos e pessoas com deficiência de baixa renda que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas) não têm direito ao 13º.
Isso acontece porque o BPC é um benefício assistencial, e não previdenciário — a legislação não prevê o pagamento de abono anual para essa categoria.
A estimativa é que cerca de 35 milhões de segurados sejam contemplados com o 13º do INSS em 2026, movimentando aproximadamente R$ 78 bilhões na economia brasileira.
Quais são os valores do 13º do INSS em 2026?
O 13º salário do INSS acompanha o valor do benefício mensal de cada segurado. Em 2026, com os reajustes já aplicados, os números são os seguintes:
O piso previdenciário subiu para R$ 1.621,00, acompanhando o novo salário mínimo (alta de 6,79%). Já o teto dos benefícios passou para R$ 8.475,55, com reajuste de 3,9% pelo INPC.
A primeira parcela do abono corresponde a 50% do valor bruto, sem descontos. Para quem recebe esses valores, o depósito pode variar de R$ 810,50 a R$ 4.237,78, dependendo do benefício.
A segunda parcela traz o valor integral com os descontos de Imposto de Renda, quando aplicável.
Uma novidade importante: a faixa de isenção do IR foi elevada para R$ 5.000 em 2026, o que significa que mais beneficiários ficarão livres de abatimentos na segunda parcela.
Quem começou a receber aposentadoria ou pensão ao longo de 2026 terá o 13º calculado de forma proporcional, considerando apenas os meses em que o benefício foi pago.
A antecipação do 13° já está garantida em 2026?

Essa é a informação mais importante — e que muita gente ainda não entendeu. Apesar de seis anos consecutivos de antecipação (desde 2020), a medida não é automática.
A cada ano, o pagamento antecipado depende de um decreto presidencial específico. Sem esse decreto, o 13º volta a ser pago no segundo semestre, como era antes da pandemia — com a primeira parcela entre agosto e setembro e a segunda entre novembro e dezembro.
Porém, há uma boa notícia: o Ministério da Previdência já trabalha em uma nota técnica para viabilizar o adiantamento em 2026.
Esse documento será enviado ao Ministério da Fazenda nas próximas semanas, e a expectativa é que o decreto seja publicado até o início de abril, caso o governo siga o padrão dos anos anteriores.
Até a última atualização desta matéria, porém, nenhum decreto foi assinado e nenhuma data oficial foi confirmada.
Afinal, o 13º do INSS cai em março de 2026?
Portanto, a possibilidade de pagamento da primeira parcela do 13º em março de 2026 já foi descartada. Nenhum anúncio oficial foi feito, os pagamentos regulares de fevereiro seguirão o calendário normal e não há qualquer movimentação concreta para liberar o abono no próximo mês.
A maior expectativa, com base no padrão dos anos anteriores, é de que a primeira parcela seja depositada a partir de 24 de abril, e a segunda a partir de 25 de maio.
Se confirmado, o calendário seguiria o dígito final do Número do Benefício (NB), como acontece com os pagamentos mensais do INSS.
Em resumo: quem estava planejando contar com o 13º em março precisará aguardar pelo menos mais um mês. E mesmo abril só será confirmado após a publicação do decreto presidencial.
Como consultar o 13º salário do INSS?
A consulta pode ser feita por três caminhos:
- Aplicativo ou site Meu INSS: após fazer login com a conta Gov.br, o segurado acessa o extrato de pagamento, onde aparecem os valores programados, incluindo as parcelas do 13º quando liberadas
- Central telefônica 135: funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h, e permite consultar informações sobre benefícios com CPF e dados cadastrais
- Agências do INSS: para quem prefere atendimento presencial, é possível obter informações diretamente nos postos de atendimento
A informação detalhada sobre as parcelas do 13º costuma aparecer no extrato alguns dias antes do início dos depósitos de cada mês. Por isso, a orientação é acompanhar o Meu INSS regularmente a partir de abril.
Cuidado com golpes
Com a proximidade de pagamentos extras, cresce também o número de tentativas de golpes envolvendo beneficiários do INSS. Criminosos costumam usar mensagens, ligações ou links falsos prometendo antecipações, revisões de valores ou liberação rápida do 13º.
O INSS não solicita dados pessoais, senhas ou informações bancárias por telefone, redes sociais ou aplicativos de mensagens. Qualquer contato desse tipo deve ser tratado com desconfiança.
Assim que o decreto presidencial for publicado e o calendário oficial confirmado, o Blog Pensar Cursos trará a atualização completa com as datas exatas de pagamento. Para ser um dos primeiros a saber, continue acompanhando o portal.
Saiba mais informações sobre o 13º salário no vídeo abaixo:













