A liberação do 13º salário do INSS é um momento esperado por milhões de aposentados e pensionistas, mas frequentemente traz uma dúvida: por que o valor da segunda parcela parece menor que o da primeira? Muitos beneficiários se surpreendem com a diferença e questionam se há algo errado.
A verdade é que não há mistério, e sim uma regra de tributação que concentra as deduções no segundo pagamento. Compreender a mecânica por trás de cada parcela permite que os segurados organizem melhor suas finanças e utilizem esse recurso extra da forma mais eficiente.
Para o ano de 2026, com o salário mínimo projetado em R$ 1.621 e o teto previdenciário também reajustado, o valor do abono anual acompanha essas atualizações. A seguir, confira como cada etapa do pagamento funciona e o que você realmente pode esperar na sua conta.

Imagem: Blog Pensar Cursos
Primeira parcela do 13º salário do INSS
A regra para a primeira parcela do 13º salário do INSS é clara e direta: ela corresponde a exatamente 50% do valor bruto do benefício mensal do segurado. O ponto mais importante a ser destacado é que sobre este primeiro pagamento não incide nenhum tipo de desconto. Isso inclui a retenção do Imposto de Renda (IR).
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Na prática, isso significa que o valor depositado na conta do beneficiário será a metade exata do que ele recebe mensalmente. Por exemplo, um aposentado que recebe um benefício de R$ 3.000 terá uma primeira parcela de R$ 1.500, sem deduções. O mesmo vale para quem recebe o piso previdenciário ou valores próximos ao teto.
O que muda na segunda parcela?
Este pagamento corresponde aos outros 50% do valor do benefício e é sobre ele que incidem todos os descontos obrigatórios. O principal deles é o Imposto de Renda, aplicado aos beneficiários que não se enquadram na faixa de isenção definida pela Receita Federal.
Em 2026, por exemplo, está em vigor a nova regra que garante isenção total do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) para quem possui renda mensal de até R$ 5.000, desde que esse seja o total dos rendimentos mensais
O cálculo do IR é feito com base no valor total do 13º salário (a soma das duas parcelas), mas o desconto é realizado integralmente na segunda parcela. Por isso, na maioria dos casos, o valor líquido do segundo pagamento acaba sendo menor que o da primeira parcela.
Isso não é um erro, mas sim o resultado da aplicação da legislação tributária vigente.
Quem tem direito ao 13º salário do INSS?
O direito ao abono anual é garantido por lei, mas não se estende a todos os beneficiários do INSS. Têm direito ao 13º salário os segurados que recebem:
- Aposentadorias;
- Pensão por morte;
- Auxílio por incapacidade temporária (antigo auxílio-doença);
- Auxílio-acidente;
- Auxílio-reclusão.
Por outro lado, os beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC/LOAS) não recebem o 13º salário. Isso ocorre porque o BPC é um benefício assistencial, não previdenciário, e não exige contribuição ao INSS para ser concedido, desvinculando-o do direito ao abono anual.
Cálculo proporcional para novos beneficiários
Outro ponto que gera dúvidas é o valor recebido por quem começou a receber o benefício ao longo do ano de 2026. Nesses casos, o 13º salário não é pago de forma integral. O cálculo é feito de maneira proporcional ao número de meses em que o benefício foi recebido.
A conta é simples: cada mês em que o benefício esteve ativo equivale a 1/12 do valor total do abono. Por exemplo, um pensionista que receber o benefício a partir de junho de 2026 terá direito a 7/12 do 13º salário, correspondentes aos meses de junho a dezembro.
Calendário de pagamento para 2026: O que esperar?
Até o momento, o governo federal não publicou o decreto oficial com as datas de pagamento do 13º salário do INSS para 2026. Tradicionalmente, os pagamentos ocorrem em agosto (primeira parcela) e novembro (segunda parcela). No entanto, desde 2020, tem sido comum a antecipação do 13º para o primeiro semestre.
Considerando a prática dos últimos anos, a expectativa é que o calendário seja definido da seguinte forma:
- Previsão para a 1ª parcela: Finais de abril e inícios de maio de 2026.
- Previsão para a 2ª parcela: Finais de maio e inícios de junho de 2026.
É fundamental ressaltar que estas são apenas projeções. A confirmação oficial só ocorrerá após a publicação do decreto presidencial. Para consultar as datas definitivas com segurança, os beneficiários devem utilizar os canais oficiais.
Como consultar as datas e os valores oficiais?
Para evitar informações falsas e se proteger contra golpes, a consulta sobre o pagamento do 13º deve ser feita exclusivamente nos canais oficiais do governo. As duas formas mais seguras são:
- Site ou aplicativo Meu INSS (Android ou iOS): Faça o login com a sua conta Gov.br, procure pela opção “Extrato de Pagamento de Benefício” e selecione o mês desejado. As datas e os valores detalhados estarão disponíveis lá assim que o calendário for liberado.
- Central telefônica 135: O atendimento funciona de segunda-feira a sábado, das 7h às 22h. Tenha o número do seu CPF em mãos para que o atendente possa confirmar sua identidade e fornecer as informações corretas.
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