Todo ano, alguns aposentados cometem os mesmos erros ao tentar descobrir quando vão receber o 13º salário do INSS, e o pior: muitos nem percebem que estão fazendo algo errado.
A confusão entre números e calendários transforma uma consulta simples em uma verdadeira dor de cabeça.
Se você quer evitar surpresas desagradáveis e receber seu abono anual sem problemas, precisa conhecer as armadilhas mais comuns que pegam os beneficiários de surpresa.
Entenda o calendário do 13º salário 2026
O calendário do 13º salário dos aposentados e pensionistas do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) de 2026 ainda não foi divulgado oficialmente.
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Até o momento, não existe decreto oficial confirmando a antecipação do 13º salário do INSS em 2026. A definição das datas depende de uma decisão do Governo Federal, que só passa a valer após a publicação de um decreto presidencial no Diário Oficial da União.
Mesmo sem o calendário oficial liberado, muitos beneficiários já buscam informações e acabam cometendo deslizes que podem custar tempo, tranquilidade e, em casos mais graves, até atrasar o pagamento. A seguir, conheça os cinco erros mais frequentes e saiba como evitar cada um deles.
Erro 1: consultar o NIS em vez do NB
Essa é, sem dúvida, uma das confusões mais comuns entre os beneficiários do INSS. Quem define a data de pagamento do 13º salário do INSS é o Número do Benefício (NB), e não o NIS.
A sigla NIS significa Número de Identificação Social. Este número serve para identificar os brasileiros que recebem ou têm direito a receber benefícios sociais do governo, como o Bolsa Família. Além disso, a numeração serve para que os beneficiários destes programas consultem as datas de pagamento do seu seguro mensalmente.
Compreender essa diferença evita consultas incorretas, reduz ansiedade e protege contra golpes. Se o aposentado usar o NIS para verificar sua data no calendário do INSS, encontrará informações que não correspondem à sua situação real.
Erro 2: usar o dígito verificador
Outro erro frequente acontece na hora de identificar o número correto dentro do próprio NB. Para saber o número final do benefício, é preciso desconsiderar o algarismo do dígito verificador. Por exemplo, se o número do benefício tem o final 056849023-4, o final do benefício é 3.
O cidadão pode verificar a data de pagamentos pelo número final do cartão de benefício, sem considerar o último dígito verificador, que aparece depois do traço. O dígito após o hífen serve apenas para validação interna do sistema e não deve ser considerado na consulta ao calendário.
Erro 3: confiar em links de WhatsApp
Com a aproximação do pagamento do abono anual, aumentam também os golpes direcionados a aposentados e pensionistas.
O INSS não envia mensagens por WhatsApp, SMS ou redes sociais com links sobre o pagamento do benefício.
O aplicativo falso é distribuído fora das lojas oficiais — ou seja, não está disponível na App Store nem na Google Play Store — e circula principalmente por links enviados via WhatsApp, SMS e redes sociais. Golpistas usam datas falsas de pagamento para atrair cliques e capturar dados pessoais e bancários dos beneficiários.
Pedidos de dados pessoais, códigos de verificação ou promessas de liberação imediata de valores são sinais de alerta.
Erro 4: misturar as faixas de valor (pode atrasar sua parcela)
Este é o erro com consequências mais sérias para o bolso. O INSS tem calendários distintos para quem recebe até um salário mínimo e quem recebe acima.
Se o aposentado consulta o calendário errado e acha que vai receber no dia 30 de um mês, por exemplo, mas o pagamento foi liberado no dia 20, ele pode demorar a procurar o banco acreditando ter mais prazo para sacar. O problema é que o prazo para saque é de até 60 dias.
Se o beneficiário não sacar dentro desse período, os créditos são devolvidos pelo banco ao INSS, que suspende o pagamento até que o beneficiário solicite a devolução. Ou seja, esse erro simples pode atrasar a parcela.

Como regularizar se perder o prazo
Para regularizar a situação, o beneficiário deve acessar o Meu INSS (site ou aplicativo) ou ligar para o telefone 135 e solicitar o “pagamento de benefício não recebido”. Após fazer login com CPF e senha, basta buscar o serviço “Solicitar Emissão de Pagamento não Recebido”.
A central funciona de segunda a sábado, de 7h às 22h. A ligação é gratuita para telefones fixos e celulares.
Erro 5: basear-se em calendários de anos anteriores
O último erro da lista é mais comum do que parece. Muitos aposentados guardam o calendário do ano anterior e assumem que as datas serão as mesmas.
As datas de pagamento mudam a cada ano e podem sofrer antecipações, como vem acontecendo desde a pandemia.
Consultar um calendário desatualizado pode fazer o beneficiário perder a data real de pagamento e enfrentar todos os problemas já mencionados, incluindo a devolução dos valores ao INSS por falta de saque no prazo.
Como consultar as informações corretamente
A maneira mais segura de acompanhar as datas oficiais do 13º salário do INSS é utilizando apenas os canais oficiais do próprio instituto. Isso ajuda a evitar informações incorretas e reduz o risco de golpes.
O Meu INSS é o principal canal digital para consultar pagamentos. Assista ao vídeo abaixo e saiba como fazer consultas de pagamento pelo aplicativo ou site Meu INSS:
Para conferir mais sobre os pagamentos do INSS, acesse a página principal do Blog Pensar Cursos.










