Uma ligação inesperada, um número que parece ser do banco e uma voz informando um problema urgente na conta. Esse é o início de um novo golpe que tem preocupado clientes e instituições financeiras.
A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) alertou nesta sexta-feira (06/03) sobre o aumento de fraudes em que criminosos se passam por gerentes de banco para enganar clientes, obter dados pessoais e aplicar golpes financeiros.
A entidade reforça a principal regra de segurança: em caso de dúvida, desligue a ligação e procure o banco pelos canais oficiais. A iniciativa de contato deve partir sempre do cliente.
A tática da falsa central telefônica
Os fraudadores estão cada vez mais sofisticados em suas abordagens. A principal estratégia utilizada é a de engenharia social, uma técnica de manipulação psicológica que visa enganar a vítima para que ela mesma forneça suas informações confidenciais. Eles criam um senso de urgência, alegando problemas como descontos indevidos na conta, clonagem do cartão de crédito ou necessidade de uma atualização de segurança obrigatória no aplicativo bancário.
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Para tornar o contato mais verídico, os criminosos frequentemente utilizam uma tecnologia conhecida como “spoofing” de telefone. Essa técnica mascara o número de origem da chamada, fazendo com que no visor do celular da vítima apareça o número real da central de atendimento do banco ou até mesmo de sua própria agência. Essa camada de credibilidade é o que leva muitas pessoas a acreditarem na farsa.

Imagem: Freepik
O que os bancos nunca solicitam por telefone
A Febraban afirmou que nenhuma instituição financeira entra em contato ativo com o cliente para solicitar dados sensíveis. Raphael Mielle, diretor de Serviços e Segurança da Febraban, reforça a orientação: “Nenhum gerente ou funcionário de banco pede senhas, dados financeiros e muito menos que ele faça uma transação bancária para resolver supostos problemas na conta. Se receber este tipo de contato, encerre-o na hora.”
É fundamental que os clientes saibam o que os bancos NUNCA pedem em uma ligação ou por mensagem:
- Senhas numéricas ou alfanuméricas;
- Códigos de segurança ou tokens de validação;
- Dados completos do cartão de crédito ou débito;
- Que o cliente realize transferências, pagamentos ou estornos;
- Que o cliente instale aplicativos de acesso remoto no celular ou computador.
Senhas e códigos são de uso pessoal, intransferível e servem exclusivamente para que o próprio cliente valide suas operações nos canais oficiais.
Como se proteger do golpe do falso gerente?
Ao receber uma ligação suspeita, mesmo que o número pareça legítimo, a recomendação é desligar imediatamente. Não se sinta constrangido em encerrar a chamada. Após desligar, caso a dúvida sobre um possível problema persista, o cliente deve entrar em contato com o banco por meio dos canais oficiais que ele já utiliza, como o aplicativo, o site oficial ou os números de telefone impressos no verso do cartão.
Nunca utilize números de telefone ou links enviados por SMS ou aplicativos de mensagem para entrar em contato com a instituição. Sempre digite o endereço do site do banco diretamente no navegador ou use o aplicativo baixado da loja oficial.
Fui vítima do golpe: O que fazer?
Caso infelizmente você tenha fornecido dados ou realizado alguma transação solicitada pelos criminosos, é preciso agir com rapidez para mitigar os prejuízos. O primeiro passo é notificar imediatamente o seu banco. Informe o ocorrido para que a instituição possa tomar as medidas de segurança cabíveis, como o bloqueio do aplicativo, da conta e das senhas de acesso.
O segundo passo, igualmente importante, é registrar um Boletim de Ocorrência (B.O.). O registro policial é fundamental para a investigação do crime e também pode ser solicitado pelo banco ou pela seguradora, dependendo do caso.
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