O 13º salário do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) sempre desperta ansiedade e curiosidade entre aposentados, pensionistas e demais beneficiários da Previdência Social. O abono anual funciona como um alívio no orçamento e é fundamental para planejar despesas extras.
Para 2026, estão previstos reajustes no piso, novas faixas de isenção do Imposto de Renda e alterações importantes no cálculo, o que torna indispensável conhecer detalhadamente as atualizações e o calendário para não ser pego de surpresa.
Entenda quem recebe o 13º salário do INSS
O chamado abono anual, popularmente conhecido como 13º salário do INSS, é um direito concedido apenas a beneficiários de benefícios previdenciários contributivos. Isso inclui aposentadorias, pensão por morte, auxílio-doença, auxílio-acidente e auxílio-reclusão.
Beneficiários do BPC/Loas não são contemplados com o 13º, pois essas modalidades têm caráter assistencial e não previdenciário, ou seja, não envolvem contribuição prévia.
Veja Também: 2000 Cursos GRÁTIS para você emitir seu Certificado
Como funciona o pagamento do 13º salário do INSS em 2026
O pagamento segue modelo tradicional, dividido em duas parcelas. A primeira corresponde a 50% do valor do benefício mensal e geralmente é depositada sem descontos.
A segunda parcela, com previsão para o segundo semestre, completa o valor integral, considerando possíveis descontos de Imposto de Renda para quem ultrapassa a faixa de isenção.
Quem recebe o benefício durante todo o ano tem direito ao 13º salário cheio, já o segurado que começou a receber ao longo do ano terá direito ao valor proporcional. O cálculo considera cada mês de recebimento como 1/12 do valor integral.
Principais mudanças no 13º do INSS para 2026
Reajuste nos valores do piso e do teto
Para 2026, o piso do INSS foi revisado e passou para R$ 1.621,00, um aumento de 6,79% em relação ao ano anterior. O teto previdenciário também avançou, passando de R$ 8.157,31 (2025) para R$ 8.475,55, indexado ao INPC com reajuste de 3,9%.
Isso impacta diretamente as faixas de valores de benefício e, por consequência, o cálculo do abono anual.
- Piso em 2026: R$ 1.621,00 (R$ 810,50 na 1ª parcela do 13º)
- Teto em 2026: R$ 8.475,55 (R$ 4.237,77 na 1ª parcela do 13º)
Nova faixa de isenção do Imposto de Renda
A partir de 2026, com as mudanças na legislação fiscal, a faixa de isenção do Imposto de Renda foi elevada para R$ 5.000. Na prática, isso significa que quem recebe até esse valor estará isento de desconto na segunda parcela do 13º, ampliando o benefício para mais aposentados e pensionistas.
O desconto só ocorrerá para aqueles que recebem valores acima do novo teto de isenção, reduzindo o impacto tributário no bolso do segurado.
Calendário de pagamentos: previsão para 2026
Até o momento, não foi publicado decreto confirmando a antecipação do 13º em 2026. Caso seja mantido o padrão observado nos anos anteriores, os depósitos da primeira e segunda parcelas podem ser realizados entre abril e junho.
Se não houver antecipação, o cronograma tradicional deve prevalecer, com pagamentos da primeira parcela em agosto e, da segunda, em novembro.
É fundamental acompanhar comunicados oficiais, pois a definição exata do calendário depende de decisões do Governo Federal e pode variar conforme as políticas econômicas do período.
Como calcular o valor do seu 13º do INSS
O cálculo do abono anual considera o valor mensal do benefício multiplicado pelo número de meses em que o benefício foi recebido no ano, sendo cada mês equivalente a 1/12 do valor total.
Para quem recebe desde janeiro, o cálculo é simples: basta dividir o valor do benefício por doze e multiplicar por doze (ou seja, o valor total). Para quem começou a receber depois, o valor é proporcional ao tempo de recebimento.
Exemplo prático de cálculo
- Benefício de um salário mínimo (R$ 1.621,00): R$ 810,50 na 1ª parcela e mais R$ 810,50 na 2ª parcela.
- Benefício no teto (R$ 8.475,55): R$ 4.237,77 na 1ª parcela; resto na 2ª parcela, com desconto de IR se ultrapassar a faixa de isenção.
Direitos e procedimentos para garantir o recebimento
O direito ao abono anual é automático para quem recebe benefícios contributivos do INSS, sem necessidade de solicitação.
Porém, é importante manter os dados cadastrais atualizados, cumprir as exigências de prova de vida e outras obrigações exigidas pelo Instituto para evitar bloqueios ou atrasos nos pagamentos.
Segurados que enfrentarem problemas devem procurar uma agência do INSS ou acessar o Meu INSS para esclarecer pendências.
O que fazer se houver inconsistências no pagamento?
Caso o valor do abono não seja creditado corretamente, o beneficiário precisa revisar os dados bancários, checar eventuais bloqueios por falta de prova de vida e, se necessário, abrir uma solicitação formal pelo portal Meu INSS ou presencialmente em uma agência do Instituto.
Em situações de dúvidas sobre descontos de IR ou valores proporcionais, o acesso ao histórico de pagamentos e o contato com o atendimento oficial são as formas mais seguras de garantir os direitos.
Para conferir mais sobre o abono anual do INSS, assista ao vídeo abaixo e acesse a página inicial do Blog Pensar Cursos.
















